Pessoa da Semana

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Número:  73
Data:  SEXTA FEIRA DIA 18 DE MARÇO DE 2005
Título:  MANUEL DE SOUSA JÚNIOR

Era conhecido pelo ( CHECHARRO ), e nasceu no dia 19 de Setembro de 1926 na freguesia de Santa Lúzia de Angra do Heroísmo, Terceira Açores. É filho de João de Sousa natural da freguesia de S. Pedro, Angra do Heroísmo, e de Rosalinda Rodrigues Cabral natural da freguesia da Urselina, S. Jorge. Recorda-se que com sete anos de idade ia para o Cais da Silveira, na Ilha Terceira, com seu pai para dalí embarcarem em pequenos barcos para a pesca do chicharro. Fê-lo até à idade de nove anos e depois começou a trabalhar na Câmara de Angra de Angra do Heroísmo na limpeza das ruas. Com catorze anos de idade começou a fazer parte do grupo de caiadores do Mestre João Chefe e seu irmão António Chefe e mais tarde também trabalhou com os conhecidos mestres; José da Rocha, Rui e João Estopa. Enquanto caiava as casas já despertava para a Tauromaquia e brincava com os touros nas famosas touradas à corda da Ilha Terceira, e pela primeira vez foi pegado por um touro numa tourada na freguesia de S. Bartolumeu. É sobre esse aspecto que hoje o apresentamos como "PESSOA DA SEMANA" da www.venuscreations.ca. Manuel de Sousa tinha exactamente dezasseis anos de idade quando começou a fazer parte de um grupo de Forcados da Ilha Terceira, e com dezassete anos, juntamente com seu pai, que também era Forcado, pegou pela primeira vez numa tourada de beneficência para a "FANFARRA OPERÁRIA E SACADURA CABRAL" na conhecida "PRAÇA DE TOUROS DE S.JOÃO" de Angra do Heroísmo, na qual foram corridos touros das ganadarias de Manuel Xorica, Manuel Barcelos, José Albino e José Parreira, [ recordou...! ]. Apesar de ainda não ter experiência alguma, naquele dia seu Pai mandou-o para a frente posição que pertence, [ explicou ]; ao PRIMEIRO CABO DOS FORCADOS. A segunda posição em linha chama-se " CONTRA CARAS ", e as restantes apenas " FORCADOS " que podem ser constituidas por várias pessoas. Recordou ainda, que naquela tourada estavam presentes muitos militares ingleses, que na Ilha Terceira estavam estacionados, e um deles reconhecendo a a sua coragem atirou-lhe uma moeda que o atingiu na nuca ferindo-o e causando-lhe um desmaio. Actualmente ainda ostenta cicatrizes de tal ferimento que até certo ponto para ele foi bastante significativo. Em 1944 juntou-se ao Grupo de Forcados de Valdemar Serrano, dos Quatro Cantos, em Angra do Heroísmo, e em 1956 formou o seu próprio grupo conjuntamente com José Espadinha ao qual se juntaram, mais tarde, o Amadeu e o Joaquim, conhecidos pelos [ NICA NA VELHA ], bem como o Valdemar Simões. O referido grupo esteve em acção até 1969. Ser-se " FORCADO " é ter-se que se submeter às consequências e riscos de tal profissão, [ lembrou ] que apenas, naquele tempo, remunerava o grupo de forcados com seiscentos ou setecentos escudos, o máximo, por tourada. Manuel de Sousa por adorar ser " FORCADO " em 1958 teve que se submeter a uma operação cirúrgica ao Menísco do joelho direito, e dez anos mais tarde ao joelho esquerdo. Ainda no mesmo ano foi hospitalizado por ter sido atingido nos testículos deixando-o inconsciente durante um período de sete horas. Foram inúmeras as vezes que foi parar ao hospital inconscientemente. [ Cavacos do ofício...! ]. Em 1963 foi convidado duas vezes, como Forcado, para ir à Ilha de S. Miguel. Uma vez para pegar touros da Ganadaria de Diamantino Viseu, e a outra para trabalhar com touros do Ganadero Terceirense José Albino. Em 1964 voltou a S. Miguel, convidado pela organização do " DIÁRIO DA GRAÇA", para trabalhar numa praça improvisada junto ao Cemitério de S. Joaquim, pegando touros que haviam vindo de Portugal Continental. Ainda no mesmo ano foi convidado para ir à Ilha de Santa Maria, para pegar touros da Ganadaria de josé Albino, numa organização das festas de Agosto, daquela Ilha. Durante a sua carreira de " FORCADO ", na Ilha Terceira, que durou vinte e cinco anos, trabalhou com os conhecidos cavaleiros; Simão da Veiga, Manuel Conde, José Batista, Clemente Espadanal, Pedro Louceiro, Loulita Minosque, Conchita Cintrão nascida em Espanha, Gustavo Zencal nascido em França, Elisa Barroso e David Ribeiro Teles. Trabalhou também com os cavaleiros terceirenses; Virgínio Ávila, José Albino Junior, e com os bandarilheiros Valdemar e Gastão Silva, Amadeu Simões, Manuel Teixeira e Edmundo Canário e ainda com os forcados Aldevino Serrano, Francisco Lourenço e seu próprio pai João de Sousa. Trabalhou também com os matadores Diamantino Viseu e Manuel dos Santos. Além de ser Forcado gostava também de capiar os touros com guardasol e era um grande adepto do Ganadero José Pareira mas muitas vezes ajudava a defender os touros do José Albino porque isso às vezes rendia-lhe alguns tostões que naquela altura eram sempre necessários. ( O CHECHARRO ) recordou que naquela época havia um homem na freguesia de S. Mateus, Terceira, apelidado de " ESCRACALHA '', que usava puro-e-simplesmente uma varinha com uns dois palmos de comprimento para enfrentar o touro, e que isso era algo que ele nunca havia tentado fazer. Manuel de Sousa, veio para o Canadá no dia 3 de Junho de 1970, deixando na Terceira a sua esposa Natália de Jesus de Castro, natural do Porto Martins, filha de Manuel Luis de Castro, e de Rosa do Coração de Jesus natural do Guadalupe Ilha Graciosa, e sua filha Lúcia de Fátima Castro de Sousa. Seu saudoso filho João Manuel Castro Sousa, que foi um dos membros do conjunto musical " SPRING 75 ", encontrava-se naquela altura prestando serviço militar obrigatório em Angola. Duas semanas após a sua chegada ao Canadá foi trabalhar para "Orangeville", numa fábrica que manufacturava barcos, tendo depois ido trabalhar para o " Roof ", ( TELHADOS ), onde permaneceu dezanove anos, auferindo inicialmente o pagamento de um dólar e oitenta cêntimos por hora. Recordou que naquele tempo a referida paga era já considerada muito boa...! Regressou à Ilha Terceira em 1975 para assistir ao regresso de seu filho que regressava de Angola e a partir desse ano sempre voltou à Terceira todos os anos para visitar a família e com certeza que para assistir a alguma tourada. Em 1986 devido a uma dor siática teve que se empregar numa fábrica de bidões de ferro aonde permaneceu até à sua aposentação. Contou-me o meu entrevistado que apesar de se encontrar impossibilitado de se movimentar livremente devido ao seu estado de saúde, que em parte teria sido agravado pela sua actividade tauromática, este ano depois de novamente visitar a Ilha Terceira, irá também de ida até à Califórnia para se avistar com amigos de longa data que um dia o aplaudiram nas touradas à corda por toda a Ilha Terceira e na praça de touros de S. João da qual ele guarda gratas recordações. Joe Furtado Director da www.venuscreations e seus colaboradores desejam ao legendário ( CHECHARRO ) uma longa vida na companhia de sua esposa e umas óptimas e merecidas férias neste tão desejado Verão que se aproxima e que por certo virá depois da Primavera que já tarda...! Avelino Teixeira/www.venuscreations.ca


Número:  70
Data:  SEXTA FEIRA DIA 11 DE MARÇO DE 2005
Título:  CUSTÓDIO CARRUSCA

Conheci este interessante e inteligente autodidacta, como aliás todos eles são, há já alguns anos. Desde então, de quando em vez, tenho tido o ensejo de participar em eventos nos quais, às vezes, ele também está envolvido. Embora o tempo por vezes tivesse sido escasso para uma conversa com ele, aquando dos nossos encontros, o certo é que cada vez que isso acontecia, ficava sempre com a nítida impressão de que a sua vida musical daria para compor uma bonita história, digna de ser contada pormenorizadamente, o que não me será permitido através deste artigo, pois tenho que ser mais conciso para não maçar os leitores, e ao mesmo tempo não ocupar um espaço demasiadamente extenso nesta página. Desde que me pediram para escrever este apontamento "PESSOA DA SEMANA", da www.venuscreations.ca, sempre tive em mente solicitar uma entrevista ao nosso convidado desta semana, embora eu já soubesse que ele dispõe de pouco tempo livre pelo facto de, como sôa dizer-se, [não chegar para as encomendas]. Quando o fiz, depreendi, como já esperava, que não era seu hábito dar entrevistas. [Respondeu-me que isso pouco importaria à Comunidade Portuguesa, e muito menos aos navegantes desta página electrónica, e que aquilo que faz sempre o fez pelo seu amor à boa música, especialmente à de sabor português. Que actualmente por estar aposentado fá-lo mais assiduamente para entreter o tempo, e também por preferir ouvir a música ao vivo]. Depois de uma breve conversa telefónica, e talvez por imerecido respeito que ele nutre por mim, finalmente marcou um encontro na sua residência que acabou por se tornar num agradável convívio ao sabor de uma boa cachaça que veio do Algarve. Coisas raras, meus amigos...! Custódio Carrusca de Sousa, nasceu no dia 2 Março de 1935 em S. Bras de Alportel, no Algarve. É filho de Custódio de Sousa, e de Catarina da Conceição Carrusca. Logo no início da nossa conversa, fez questão de me dizer que eu tinha sido a primeira pessoa a quem ele viria a dar uma entrevista, pois já várias vezes lhe tinham solicitado esse previlégio, mas que o tinha recusado por achar que não tinha nada a dizer sobre si próprio, e também pelo facto de se considerar uma pessoa um tanto-ou-quanto tímida. Devo dizer, antes de prosseguir com este meu apontamento, que a sua esposa de quando em vez foi dando uma achega à nossa conversa, tentando simultânea -e-despretenciosamente reavivar a memória de seu marido. Quando pus a questão de como teria surgido o seu interesse pela música, foi ela que me disse que quando seu marido teria tido apenas uns dois anos de idade, se sentou no colo de seu padrinho, João Gomes, empregado das finanças e pianista, e começou a martelar o teclado daquele piano. Foi naquele momento que o então menino Carrusca teria encetado uma carreira musical, que anonimamente, muito veio a contribuir, mais tarde, para vários espectáculos realizados em Portugal, Montereal, e depois em Toronto, aonde ele vive actualmente, se bem que agora vai dividindo essa vivência, com o seu país de origem, aproveitando a sua aposentação. Por tal razão deixou de dar lições de viola clássica como há muito tempo vinha fazendo. Disse-me que o seu primeiro instrumento foi um xilofone construido com garrafas contendo àgua, e que o nível da mesmas era ajustado mediante a necessidade das notas musicais pretendidas. Contou-me também, que a construção do referido xilofone foi-lhe fácil de realizar, porque seu pai nessa altura, sendo "ALBARDEIRO", hoje uma profissão muito rara, possuía ao mesmo tempo uma taberna, e portanto uma enorme quantidade de garrafas vazias que eram necessárias para construir a sua xilofonia. Porém antes de prosseguir na sua carreira musical, Custódio Carrusca ainda se matriculou num Seminário durante algum tempo, e de entre trezentos alunos foi considerado o melhor nas aulas de canto coral. No entanto a sua aptidão musical foi-se desenvolvendo por seus próprios meios, e foi-se envolvendo, ao mesmo tempo, com muitos conjuntos musicais daquela época, e um dia forma o "TRIO MONTIJENSE", composto por três vozes distintas, cada qual com o seu instrumento, e vai até Lisboa para actuar na "FEIRA POPULAR" no "JARDIM DA ESTRELA", e em vários palcos daquela cidade, durante as festas de Verão. Em 1958 esteve preso em Caxias, devido às suas convicções políticas, mas mesmo assim alí deu asas à sua vocação musical, e um dia enquanto ele e os outros prisioneiros descascavam batatas ao ar livre, puseram-se a cantar "ALECRIM AOS MOLHOS", irritando os guardas que lhes pediram que se calassem, [porque ali não era permitido cantar canções subversivas...!]. Vejamos a ignorância daqueles supostos guardas...?! Custódio Carrusca. como é hoje conhecido, sempre se dedicou à música como sendo uma arte e nunca como uma forma de emprego, porque assim era livre para tocar o que gostasse e entendesse. Além de ter feito muitos arranjos para músicas originais como por exemplo "AVÉ MARIA DO MORRO", sempre teve o seu emprego como fonte de sobrevivência. Ainda em Portugal fez parte de muitas orquestras nomeadamente a "EL DOURADO". Referiu nostalgicamente, que em Portugal Continental, entre os anos 1952 e 1960, formaram-se vários conjuntos musicais com BANJOS, BANDOLAS e VIOLAS, chegando mesmo a ser quase como que uma epidemia. [Às vezes até eram mesmo camponeses que se ajeitavam para tocar aqueles instrumentos...!]. Custódio Carrusca, por aquela altura, também fez parte de um dos referidos conjuntos chamado "OS CANÁRIOS DA ATALAIA" chegando mesmo a ser o seu próprio dirigente. Recordou que até em lisboa havia um dos referidos conjuntos que se chamava "OS LÍRIOS " Em 1962 emigrou para o Canada, fixando residência primeiramente em Montreal. Naquela cidade tornou-se sócio-cofundador da associação "MOVIMENTO DEMOCRÁTICO PORTUGUÊS" que era constituido por um grupo de pessoas antifascistas. [Custódio Carrusca disse-o sem qualquer preocupação]. Naquela referida associação formou uma orquestra infantil de violinos, com crianças de idades compreendidas entre os quatro e os douze anos, porque um dos seus filhos tinha começado a aprender violino e ele, para o encorajar, começou também a ter as suas próprias lições de violino dadas por um professor privado, durante sete anos. Até ali nunca tinha tocado violino de forma alguma. Ainda naquela cidade estudou "ARMONIA" na "MCGUILD UNIVERSATY", e tocando Rabecão fez parte de muitas orquestras que actuavam nos chamados "CLUB DATES". Fez parte do entretenimento musical do restaurante "LISBOA ANTIGA'' e ali acompanhou Anita Guerreiro que mesmo fez questão de ser acompanhada por ele. Ainda enquanto vivia em Montreal, e em 1974, iniciou-se no curso"SUZUKI" de violino, e depois veio a administrá-lo mais tarde a um grupo de alunos que participaram num congresso de violinos, em London Ontário, o qual teve a participação de 900 crianças. Ainda em Montereal escreveu também uma opreta que intitulou de "O EMIGRANTE" Em 1976, veio para Toronto e inscreveu-se na "ASSOCIAÇÃO DEMOCRÁTICA" onde ao longo de vinte anos organizou várias orquestras infantís. Orquestrou várias partituras para revistas que ali se levaram à cena, nomeadamente "AGUARELA PORTUGUESA", "POIS É", "BOMBO DA FESTA",etc,etc, etc...! Das referidas orquestras infantís, uma delas chegou a actuar na Câmara Municipal de Toronto quando o Canada celebrou cento e desoito anos de existência, interpretando "OH CANADA"e"GOD SAVE THE QUEEN ". Também actuaram no "ROY THOMPSON HALL" num espectáculo com artistas vindos de Portugal, e alí aconteceu algo muito interessante que o nosso convidado achou ser importante mencionar, e nós concordámos: Estando ele alí com um grupo de crianças da "ASSOCIAÇÃO DEMOCRÁTICA DE TORONTO" para tocarem os Hinos Português e Canadiano, antes da actuação Carrusca decidiu ir falar com o "STAGE MANAGER" daquela sala de espectáculos para lhe pedir conselho, sobre se deveria ou não usar microfones extras. Este returquiu-lhe que não deveria porque a acústica estava preparada para tal. Então enquanto a orquestra tocou o Hino Português o público cantou em uníssono, mas Carrusca decidiu convidar algumas crianças que por ali andavam para cantarem o Hino Canadiano, por estar preocupado com uma possível falta de adesão da parte do público o qual era constituido na sua maioria por portugueses. As crianças subiram ao palco e Custódio Carrusca levou-as atrás dos bastidores e deu-lhes um pequeno ensaio. Claro que como era já de esperar tudo correu às mil maravilhas...! No mesmo espectáculo também participavam artistas de variedades que tinham vindo de Portugal propositadamente para aquele fim, mas exigiram que lhes fosse proporcionada uma amplificação extra. Tecnicamente não correu bem pelo facto da exigência dos artistas, o que não era necessário...! No dia seguinte Martinho Silva, que então fazia o"DESPETTAR À PORTUGUESA" na Rádio C.H.I.N., surpreendeu Carrusca comentando que o grupo da Associação Democrática tinham feito um excelente trabalho!. Não pelo facto de serem os melhores mas por terem actuado sem microfones extras como os restantes artistas. Ainda na A.D. de T. Custódio Carrusca organizou vários eventos musicais entre eles um espectáculo de variedades com uma elaboração especial e preenchido com canções antigas. Rcordou-o com muita nostalgia e disse que ainda gostaria de repetir o mesmo por adorar as velhas cantigas que infelizmente já não se escrevem mais!. Em Toronto voltou a acompanhar a Anita Guerreiro no antigo restaurante"THE BOAT", situado na Rua Augusta, durante ano e meio, e no salão de festas do antigo edifício do "FIRST PORTUGUESE C.CLUB" numa noite de fados em que acompanhou os guitarristas com o seu Rabecão, e foi criticado pela saudosa Alice Ribeiro, num dos seus artigos no "CORREIO PORTUGUÊS, como estando desprestigiando o fado com o seu Rabecão, instrumento musical que era então inaceitável acompanhando as guitarras Portuguesas. Actualmente chegou-se à conclusão que tal instrumento apenas adoça a sonância das guitarras e não destroi o efeito das mesmas. Em 1976, Fernando Tordo veio à televisão em Toronto, para interpretar canções natalícias, e pediu um grupo de crianças para fazer coros. A Associação Democrática foi solicitada para providenciar as referidas crianças, e então Custódio Carrusca preparou um Grupo Coral Infantil que sob a sua direção actuou com Fernando Tordo. Custódio Carrusca a partir daquele dia começou então a ser referenciado por Maestre, bem contra a sua vontade O meu entrevistado confessou adorar tocar música para si próprio por preferí- la ao vivo e para isso tem vindo, durante os últimos vinte e cinco anos, a aprender VIOLA CLÁSSICA. Primeiramente fê-lo por si próprio, depois recebeu lições do professor de Leónia Boyd, Eli Castner. Nunca tinha aprendido a tocar Piano, mas pelo facto de ter estado presente nas aulas de seu filho, acabou também por aprender a técnica. Mais tarde deu aulas de piano à filha do Dr. Cordeiro, e violino ao filho do mesmo médico até ao quarto ano de conservatóio. Em 1998 foi contratado pela Escola Católica de Toronto para elaborar um projecto chamado "ABECEDÁRIO MUSICAL"para o qual escreveu as letras, sem nunca o ter feito anteriormente, e a música para as mesmas. Uma canção para cada letra do alfabeto. A escola de Santo Lucas, em Toronto, onde existe um bom número de alunos portugueses e até o chamado "PORTUGUESE CLUB", em 1990 convidou Custódio Carrusca para musicar os versos da história Medieval "O RAPAZ E O BURRO" que acabou por ser recebida com muito agrado e até fez sucesso. Actualmente aquela escola continua, com certa frequência, a solicitar a colaboração de Custódio Carrusca para as suas festas portuguesas, denominadas "SPRING CONCERT". Presentemente está envolvido com o clube "AMOR DA PÁTRIA" de Toronto, sem contudo ter abandonado a "A.D.de T., ensaiando o seu grupo coral misto a quatro vozes, constituido por várias pessoas. Custódio Carrusca de Sousa é casado com Dona Helena de Sousa com quem teve dois filhos e uma filha: João Carrusca de Sousa que estudou Piano durante sete anos e actualmente exerce a profissão de Pintor Caricaturista. Valdemar Carrusca de Sousa que trabalha com Videografia computurizada, e a Helena Carrusca de Sousa que estudou Guitarra Clássica durante alguns anos mas acabou por optar pela profissão de Recepcionista. Durante a nossa agradável conversa, em jeito de entrevista, perguntei ao simpático casal como se haviam conhecido e enamorado. Ambos concordaram que isso tinha acontecido quando o Amigo Carrusca, ainda muito jovem, tocava requinta e a Dona Helena ainda menina também, por gostar muito de música andava sempre à volta dele. Talvez por isso mesmo que ela muitas vezes também se envolve em certas actividades na A.D. de T. como será o caso no dia 2 de Abril numa noite Algarvia. Muito em breve Custódio Carrusca e sua esposa completarão cincoenta anos de vida conjugal. Venuscreations através do seu Director, Joe Furtado, associa-se à efeméride desejando-lhes as maiores felicidades.


Número:  69
Data:  SEXTA - FEIRA DIA 4 DE MARÇO DE 2005
Título:  JANNIFER ABADESSO

"Jennifer Abadesso é uma jovem simples, todavia com um semblante angélico, que sabe o que pretende e aonde quer chegar.

Adoraria ser uma cantora profissional mas se isso não acontecer, por ser uma profissão difícil e ao mesmo tempo incerta, pelo menos gostaria de ser jornalista, profissão para a qual se prepara pois actualmente encontra-se no segundo ano da Universidade de York tirando "PROFESSIONAL WRITTING".
Nasceu em Toronto no dia 6 de Abril de 1983, e é filha de Rui Abadesso natural da Ribeira Grande, e de Maria Venilde Abadesso natural de Ponta Delgada os quais vieram para o Canadá há vinte e cinco anos.
Seu Avô paterno, Victor Abadesso, é natural do Alentejo e descendente de famílias árabes. Sua Avó Paterna, Sacramento Abadesso, é natural da Ribeira Grande. Seus avós maternos, José Raposo Tavares e Maria Venilde Tavares, são naturais de Porto Formoso.
Jannifer não sabe ao certo quando teria despertado para as cantigas, mas segundo seus pais quando ela tinha dois anos de idade começou a fazer um [talatalatalá...] levando-os a crer que ela já pretendia estar cantando.
, -Nos seus vídeos famíliares nota-se que ela cantava sempre em inglês, mas com seis anos de idade começou então a falar português em casa com seus pais, porque na escola fazia-o sempre em inglês.
-Actualmente fá-lo, sem qualquer dificuldade, nos dois idiomas, e isso faculta-lhe a comunicação com os amigos e familiares, que vivem em S. Miguel, quando os visita o que faz com enorme prazer e com alguma frequência.
-Abadesso confessa que adoraria um dia viver em S. Miguel por achar que ali se vive uma vida mais tranquila, sã e simples. Contudo reconhece que isso não lhe seria muito fácil devido à sua educação académica ser formada em inglês e também pelo facto de no Canadá haver mais facilidades de emprego.
Com apenas onze anos de idade começou a escrever as suas canções e inspirava-se na música que ouvia de Madona, Mariah Carey e Whitney Houston. Na sua escola primária a professora de música incentivava-a para se dedicar à música por reconhecer que ela tinha muita intuição para a mesma.
-[ Actualmente ainda mantém relações amistosas com a referida professora ]. Durante esse tempo sempre pertenceu ao Côro da sua escola muitas vezes fazendo os solos do mesmo.
Quando tinha dezasseis anos de idade decidiu matricular-se no "Royal Conservatory of Music" o que lhe veio a facultar a criação das suas canções noventa por cento das quais são de amor, e algumas delas fazem parte do seu trabalho discográfico "JANNIFER ABADESSO", que foi lançado em primeira mão na Ilha S. Miguel no dia sete de Agosto de 2004, no Restaurante "ALABOTE" propriedade de Rui Cordeiro, e constituido por uma mistura de Pop, Jazz e algumas canções em português escritas por Raúl Lucas e musicadas por Hernani Raposo que ao mesmo tempo produziu e gravou o mesmo: "SÓ EM TI SOU",
"ESTE BAILADO LOUCO"
Com letra e música da sua intérprete:z
"DON'T SAY NEVER", "NO MATTER", "CRIPING", "I", "LOVE INSTEAD", "WHAT'S A GIRL TO DO", e finalmente "THE ONE".
Jannifer Abadesso participou pela primeira vez no "FESTIVAL CIRV'' com a canção "SÓ EM TI SOU" e este ano já submeteu a sua participação no referido festival, aguardando agora a decisão final.

Nós aqui na www.venuscreations.ca e em nome do seu Director Joe Furtado, desejamos-lhe os maiores sucesos.

Avelino Teixeira/www.venuscreations.ca



Número:  68
Data:  SEXTA - FEIRA DIA 18 DE FEVEREIRO DE 2005
Título:  MANUEL FERREIRA DE BORBA

"Nasceu a 3 de Março de 1914 na antiga Canada da Arruda Freguesia de S. Mateus, Ilha Terceira, Açores. Era filho de Francisco Ferreira de Borba e de Mariana Augusta.
-Nasceu e viveu no seio de uma família numerosa; era o mais novo de quatro irmãos e cinco irmãs e por isso fora sempre muito mimado.
-Quando crescido suas irmãs nunca deixaram que ele fizesse algo por ele próprio e foi talvez por isso que ele nunca foi capaz de cozinhar ou cuidar da sua própria roupa quando sua esposa adoecia e tinha que ser hospitalizada.
O seu primeiro trabalho foi na quinta do Senhor Abraão, um judeu que era empregado bancário em Angra do Heroísmo.
-Mais tarde veio a ser o Quinteiro de uma das bonitas quintas da Ilha Terceira.
Um dia decidiu aprender a arte de caiar e pintar casas com o Mestre Rui, seu cunhado, tendo depois com ele trabalhado durante muitos anos.
-Mais tarde veio a pertencer à ganga de seu Irmão João e depois de alguns anos formou o seu próprio grupo e com o qual mantinha as residências de muitos senhores ricos da Ilha Terceira os quais tinham muita consideração por ele e o admiravam pelo excelente trabalho que fazia.
Manuel de Borba era religioso e muito devoto do Divino Espírito Santo tendo mesmo feito parte, inúmeras vezes, da Comissão de festas do Espírito Santo do Império do Cantinho da Freguesia de S.Mateus. Sempre que o fazia trabalhava árduamente para que os festejos decoressem pomposamente. Caprichava para que as touradas à corda incluissem os melhores touros da época e para que no final deixassem ainda um saldo positivo. Mesmo que não fizesse parte da comissão de festas quase sempre procedia às arrematações dos artigos colhidos durante os peditórios. Dizia-se que ele tinha um jeitão para aquilo. Parece que ainda ouço a sua voz num tom forte apregoar; [trinta escudos, trinta e cinco escudos; etc, etc, etc...!].
Veio para o Canadá difinitivamente há dezoito anos pelo facto de sua esposa ter cegado e necessitar de ajuda e também talvez por nunca ter sido aquela pessoa capaz de descascar uma batata ou fritar um ovo. Era um homem do campo e como dele percebia...!
Faleceu no dia onze de Fevereiro do ano em curso depois de uma prolongada luta contra diferentes enfermidades sendo uma delas a irresistível "ALZHEIMERS".
Porque o Manuel apenas viajou da Terceira para o Canadá e vice-versa, quero que o seu nome percorra o Mundo inteiro através desta oportunidade que me dá a www.venuscreations.ca como "PESSOA DA SEMANA" Meu Pai amigo: Que tenhas uma óptima viagem e descanses em paz.
Avelino Teixeira/www.venuscreations.ca


Número:  66
Data:  SEXTA - FEIRA 11 DE FEVEREIRO 2005
Título:  ROBERTO CARLOS

"Devido ao pai do nosso amigo e colaborador “AVELINO TEIXEIRA” ter falecido estou esta semana a substituí-lo.
Hoje vou falar-vos de um artista que não conhecemos pessoalmente, mas estou convicto de que todos nós ouvimos falar dele e da sua maravilhosa música que na minha e vossa juventude todos nós adoravamos o nosso amigo “ROBERTO CARLOS”.
Nasceu a 19 de Abril de 1941 em (CACHOEIRO DE – ITAPERMIRIM) no interior do “ESPIRITO SANTO” (BRASIL) seu apelido em criança era “ZUNGA”, aos 6 anos foi para o colégio de “JESUS CRISTO REI”, quando tinha 9 anos sua mãe sugeriu-lhe que cantasse na rádio num programa infantil.
Com um grupo de amigos formaram um conjunto denominado “SPUTNICKS” e daí por diante começou a grande carrreira de sucessos que foram inúmeros, como “A BANDA” “A NAMORADINHA DUM AMIGO MEU” “O CALHAMBEQUE” e tantos tantos outros que levaria imenso tempo a enumerá-los todos, e muitos que esqueceria.
“ELVIS PRESLEY” “BEATLES” e “ROBERTO CARLOS” foram os artistas que mais marcaram a malta da minha juventude, mas “ROBERTO” ainda hoje canta e encanta, é muito mais romãntico e sua música é muito mais profunda, sendo um artista que não tem idade, é sempre novo e bom.
É sem sombra de dúvida o artista brasileiro mais famoso de sempre e tem o amor e calor de mais de 150 milhões de almas que o adoram no seu (BRASIL), e muitos mais por este mundo fora.
Quantas horas não perdi a ouvir os discos pedidos sempre há espera que tocassem uma das suas canções o que sempre acontecia, e era uma alegria ouvi-las cheias de ritmo que a todos nos entusiasmava, que bons tempos eram estes, que não voltam nunca mais.
Por isso é com imenso prazer que temos hoje como a “PESSOA DA SEMANA” o eterno cantor “ROBERTO CARLOS” um dos grandes ídolos da minha e vossa juventude, e até de agora pois ele continua forte e cheio de música para oferecer por muitos e muitos anos, (é eterno). “PARABÊNS” (BEM HAJAS) e continua sempre a encantar teus fans que te adoram.
Para terem o seu web site vão aos nossos “LINKS” e procuram por “ROBERTO CARLOS “ carregam e aí têm um dos grandes génios da música.
João Ledo. /www.venuscreations.ca


Número:  65
Data:  SEXTA FEIRA DIA 4 DE FEVEREIRO DE 2005
Título:  ROBERTO SILVA [ RENO ]

"Esta semana o meu apontamento traz novamente a esta página um toque de frescura, jovialidade, esperança e convicção que de facto todos nós necessitamos para que o nosso dia-a-dia se torne mais agradável convincente e substancial. Nós temos na nossa Comunidade jovens que possuem tais virtudes e que estão disponíveis para comungá-las connosco se de facto quizermos manter uma aproximação com eles o que seria muitíssimo construtivo, produtivo e agradável. Às vezes generalizamos e achamos que eles vivem num [Mundo Fantástico e Ilusivo] e acabamos por concluir que o melhor é deixá-los nesse tal [Mundo Ilusório], ou até mesmo ignorá-los e continuarmos com as nossas persistências, insistências idealísticas convictos de que apenas nós é que estamos no caminho certo. É tempo para nos debruçarmos sobre a realidade e concluirmos de que temos que mudar a nossa percepção relativamente aos nossos jovens, e suas atitudes, ao mesmo tempo demonstrando um pouco mais de respeito e consideração por eles, e incluí-los nas nossas organizações e festividades, dando-lhes a autoridade que eles merecem e necessitam para essa mesma inclusão, se é que de facto queremos que a nossa Comunidade Associativa persista. Há dias tive a oportunidade de me encontrar com um jovem que conheci já lá vão uns anos, teria tido ele os seus treze anos de idade, quando fez parte, como baterista, do ''CONJUNTO INSULAR'' . Era então um moço interessante, alegre, robusto e cheio de energia, como é natural a qualquer jovem com aquela idade; e sonhava alto como soa dizer-se. Dava pelo nome de Roberto Silva e tinha começado a sua carreira musical com oito anos de idade, como Baterista, fazendo parte do Conjunto Musical "Os Lords" ao qual seu Pai, José Silva, oriundo da Lomba do Carro, Povoação, Ilha de S. Miguel, pertencia. Sua Mãe Fernanda Silva natural da Carreirinha, S. Bento, Ilha Terceira, vêm de uma família toda voltada p'ra música. Após ter pertencido ao "Conjunto Insular'' envolveu-se com o "CONJUNTO ISLAND BOYS" durante aproximadamente um ano. Um dia, por casualidade, encontrei-me com o pseudónimo ''Reno'' no ''Chatroom'' da www.venuscreations.ca que vim a constactar pertencer ao mesmo jovem que eu tinha conhecido há muitos anos e que, por motivos de circuntâncias alheias à minha vontade, desconhecia que ele finalmente havia realizado os seus sonhos e era já um artista de um enorme e reconhecido talento, com o seu próprio conjunto de nome ''RENO", e que também possuia o seu site na internet; www.renosmusic.com etc,etc, etc,!... Confesso que fiquei muitíssimo satisfeito, curioso e desejoso por um diálogo pessoal, pois ainda nutria por ele uma grande consideração apesar dos anos decorridos. Isso veio a acontecer muito recentemente quando nos encontramos no ''PEPERS CAFÉ''em Toronto para planearmos uma possível divulgação do seu recente compacto ''RENO'' através das estações de rádio na Ilha Terceira. No referido compacto, cuidadosamente compilado, concebido, e de uma esmerada apresentação, estão inseridos os seguintes trechos: ''INTUITION" de Pedro DeRosa e Roberto Silva. "SHE DOESN'T KNOW" uma criação de Roberto Silva. "LIVE AGAIN" de Pedro DERosa e Roberto Silva. "STILL" escrito e musicado por Roberto Silva. "SO SAD" de Pedro DeRosa e Roberto Silva. "WLL YOU BE THERE" com letra de Pedro DeRosa e música de Roberto Silva. "ALL I CAN DREAM OF" com letra de Roberto Silva e música de Pedro DeRosa. "WHAT DO I HAVE TO DO" criado por Roberto Silva. "NÃO VOU" escrito por Pedro Rodrigues e musicado por Roberto Silva. "SEM TI" de J.Neguyen/ R. Silva/ P. Rodrigues. Finalmente, "WORD GOT AROUND" escrito e musicado por Roberto Silva. O referido Cd está sendo já extensivamente divulgado pela "RÁDIO ATLÂNTIDA", entre outras, na Ilha de S. Miguel, Açores, e como era de esperar gozando já de uma considerável recepção. Roberto Silva depois ter iniciado a sua carreira musical aos oito anos como Baterista, quando atingiu os treze anos de idade verificou que como tal não lhe era possível escrever os seus próprios temas e começou então à dedicar-se à Guitarra Elétrica. Passa a ser conhecido, musicalmente, por "RENO" e forma a sua própria banda musical de nome "HYLANDER" dedicando-se especialmente à música dos anos "40, 60 e 80". Mais tarde vem ainda a organizar outra banda musical de nome ''SKAT ALLEY" com músicos que encontrou através dos seus contactos por toda a cidade de Toronto, a qual sobreviveu por um período de cinco anos e durante os quais ele escreveu muitos dos temas que a referida banda interpretava dos quais alguns foram gravados em Cd e Casset. Um dia é contactado pelo grupo ''FILIPINO DANCE PRODUCTIONS" e com ele faz uma digressão pela Grécia, Yugoslávia, Alemanha, Áustria e Portugal o que lhe proporcionou, indiscutivelmente, uma enorme experiência pelo facto daquele grupo dedicar-se à música com sabor de Folclore Português, Espanhol e Latino Americano. Terminada a sua digressão pela Europa inicia uma carreira a solo, que durou sete anos, e durante a qual ele apresentou-se por toda a cidade de Toronto e arredores interpretando música de sabor latino como ele bem sabe fazer. Mais tarde decide formar outra banda musical com o seu próprio nome e vai com ela para o estúdio gravar o seu mais recente trabalho intitulado "RENO" e ao mesmo tempo escrevendo e preparando o conteúdo para o mesmo, que muito possivelmente o levará a um reconhecimento total não só pelas várias comunidades portuguesas espalhadas pela ''Diáspora'', como também por todo o Portugal Continental e Insular. Roberto Silva [ RENO ] além de se apresentar a ''SOLO'' quando necessário, faz-se também acompanhar pela sua banda "RENO" que é composta por outros quatro dinâmicos, simpáticos e talentosos jovens músicos, oriundos de diferentes regiões de Portugal: Daniel Gama, nascido em Aveiro. Paul DERosa natural de Toronto, Canadá. Pedro Rodrigues oriundo de Ponta Delgada, e Sérgio Santos natural de Lisboa. Estes jovens Senhores de uma considerável [Postura Artística] estão dispostos a revolucionar a conseção de uma nova música que por certo vai agradar a todas as camadas sociais, e que ao mesmo tempo aguardam o ensejo de poderem actuar para a nossa emigração onde quer que esta se encontre. Para que tal possa materializar-se deixamos aqui os necessários contactos: Por escrito; 4129 Credit Point Dr. Mississauga Ontario Canada L5M-3K7. Por E-mail; info@renosmusic.com Pelo telefone; 416-888-2473. Se pretenderem uma mais detalhada informação podem ainda otbtê-la através de uma visita ao www.venuscreations.ca A www.venuscreations.ca está confiante que Roberto Silva, um auto-intitulado "MIÚDO DA RÁDIO", pelo facto de se ter já exposto aos mais variados estilos musicais desde o ''Latino ao Contemporâneo'' e até mesmo do "Pop" ao "Rock" com os quais tem vindo a brindar o seu público, muito em breve alcançará o reconhecimento do seu abundante talento que por certo muito honrará a nossa Comunidade.
Avelino Teixeira


Número:  62
Data:  SEXTA FEIRA DIA 28 DE JANEIRO DE 2005
Título:  JUSTIN LOUIS

"Justin Louis é um jovem Actor que nasceu no Caminho d'Além Freguesia da Terra Chã, Ilha Terceira, Açores, no dia 20 de Fevereiro de 1966 e foi-lhe dado o nome de Luís Ferreira. Seus Pais Américo Ferreira e Gabriela Ferreira vieram com ele, e duas das suas irmãs para o Canadá em 1971, quando contava apenas quatro anos de idade. Ali frequentou as escolas ''Santa Maria'', Saint James Francis, Dante Aglhieri e finalmente a C.W. Jefferies onde completou as classes onze e doze.
Apenas com oito anos de idade, e durante as suas férias, já trabalhava nas mercearias Portuguesas, em Toronto, e nos campos na colheita dos tomates, ao lado de seu pai.
Talvez por isso se deva o seu interesse e apego pelo campo onde pretende um dia viver calmamente.
Ficou orfão aos onze anos e com dezanove, por ter feito parte de uma peça de Teatro da escola que frequentava e por sugestão do seu Professor de Teatro, Greg Allen, resolveu dedicar-se àquela arte.
O seu primeiro trabalho foi ''Helmer The Safety Elefant'' que o levava às escolas para promover o cuidado e a segurança dos alunos e que lhe auferia o salário de oito dolares por hora, mas apenas duas horas por dia. Mesmo assim com todas essas dificuldades Justin Louis decidiu ir viver só o que realmente deixou sua Mãe consternada e procupadíssima. Fê-lo com a ajuda do seu Professor de Teatro o qual construiu um apartamento na cave da sua própria casa e o albergou e protegeu durante algum tempo, por reconhecer que o moço possuia excelentes qualidades humanas e artísticas. Foi exactamente o que vim a constactar quando o entrevistei no seu confortável Loft na baixa da Cidade de Toronto, em Janeiro de 2005.

É uma pessoa estremamente afável e acolhedora. Preocupa-se com a situação instável em que a humanidade se encontra, e na sua ótica, devido à tendência para os bens materiais.
Tem a convicção de que uma grande parte dos pais, hoje em dia, não entendem que os filhos carecem de cuidados e atenção vinte e quatro horas por dia, e não apenas por alguns momentos.
Preocupa-se também pela falta de substância nos filmes que actualmente se fazem, e pela falta da realidade dos actores que os representam, de sobremaneira as mulheres que a todo o custo procuram manter uma figura elegante que não pode ser representativa, de modo algum, da mulher em geral.
Disse-me ainda pensar, que isso se deve ao facto dos realizadores dos filmes, que actualmente se produzem, exigirem uma inconcebível estética feminina que na maioria dos casos não corresponde à verdade e que leva o resto das mulheres a sofrerem consequências depressivas que poderiam ser evitadas, por quererem imitar as actrizes que vêm nos filmes]. Muitas vezes interroga-se onde estarão as histórias baseadas numa realidade...?! É talvez por tal razão que ele pretende muito em breve escrever os seus próprios filmes, o que de facto já iniciou.
Até à presente data, nos filmes que tem feito e participado, já representou personagens de diferentes nacionalidades contudo ainda não lhe foi dada a oportunidade de representar qualquer personagem Portuguesa o que ele de facto adoraria. Disse-me ainda ter a convicção de que os produtores com quem tem trabalhado ainda não descobriram a sua versatilidade para representar personagens de diferentes étnias.
Justin Louis fez questão de me dizer que cresceu pobremente e que quando seu Pai faleceu sua Mãe viu-se obrigada a ir viver com ele para o ''Ontario Housing'' localizado na zona da Finch e Jane Avs. onde ele veio a crescer e a conviver com crianças de diferentes nacionalidades, e onde quase diáriamente haviam tiroteios.
No entanto, acrescentou, que a sua vivência naquele Complexo lhe proporcionou uma enorme experiência para a vida que viria a enfrentar; a luta pela sobrevivência e o querer promover-se para depois viver com alguma dignidade o que até então não lhe havia sido possível.
A sua carreira como Actor de Cinema começou quando Dianne Polley, mãe da conhecedíssima actriz canadiana Sarah Polley, lhe descobriu um agente artístico de nome Clibby que era proprietário da agência "Toes and Faces", e lhe deu a oportuniadade de prestar uma audição para o filme ''Return of Billy Jack''.
Contudo foi uma participação ligeira. O seu primeiro trabalho a sério, de acordo com o meu entrevistado, teria sido ''Night Heat'' que lhe auferiu a quantia de sete mil dolares. Disse que para principiar não foi nada mau...!] Em Junho de 1986 fez ''Promnight Two'' em Edmonton. Depois "Dawn of The Dead" como marido de Sarah Polley.
Justin Louis contou-me que a principal razão porque participou naquele filme de terror, foi muito especialmente para demonstrar, à sua amiga Sarah Polley, a sua gratidão para com a mãe dela pelo facto de esta lhe ter descoberto o seu primeiro Agent Artístico o qual lhe abriu as portas para o futuro.
Depois seguiram-se os consequentes ''Guest Spots'' que totalizaram em um número de aproximadamente quarenta.
Em 1991 e 1992 filmou ''Urban Angel'' e no ano seguinte partiu para a Itália onde permaneceu durante três meses para filmar ''Vindetta". Regressado daquele país sucederam-se então os ''Voiceovers'' mas em 1995 Justin Louis desiludido com a falta de trabalho no Canadá decidiu partir para L.A. e aproveitar a ''Pilotseason'' que ali se realiza de Janeiro a Abril, e que ele teve o cuidado de me explicar do que constava a mesma que eu passo a descrever:
''Pilotseason'' é exactamente a época em que são criados novos filmes e escolhidos os actores para os interpretar.
Por já ser um actor conhecido no Canadá foi-lhe dada a oportunidade de filmar um "Piloto" (PILOTO)e mesmo sem possuir o chamado ''Greencard'' é escolhido para fazer ''Local Heroes'' para a ''Fox Television'' com o prolongamento de seis episódios.
Ainda em Los Angeles seguiram-se outras séries tais como " Trinity", Notories 7 ", Saint Michael's Crossing", "Hiden Hils" etc, etc,etc!...
Contou-me Justin Louis que uma vez que o dinheiro que havia ganho em L.A. se esgotou veio de novo até ao Canadá com sua família em busca das suas raízes pois foi ali que cresceu e iniciou a sua breve, mas cremos, já interessante carreira cinematográfica.
Desde então tem estado a residir em Toronto e ao mesmo tempo filmando a série ''Missing" que todavia não sabe se a mesma terá continuação, ou seja [ SECOND SEASON ]...
Enquanto íamos tomando o chá "RED ROSE" que ele teve o cuidado de preparar e de me explicar ser o chá que sua Mãe sempre lhe oferecia quando ele era menino, foi-me dizendo da sua dedicação à sua filha Sawyer Gabriela e ao seu filho Aiden. Que os mesmos não falam Português pelo facto de terem uma mãe qua também não fala o mesmo idioma, mas que se entendem perfeitamente com a sua Avó Materna gesticulando. Sawyer Gabriela chama sua Avó por ''AMOR...!'' pelo facto de ouvir seu Pai dizer o mesmo.
Disse-me sentir um profundo pesar por se ter ausentado da sua própria Comunidade e deixado de falar o idioma Pátrio pois em Los Angeles, nos Etados Unidos da América, nunca encontrou uma alma que falasse Português. No entanto fala-o correctamente pelo facto de sempre ter mantido uma boa e constante relação com a sua Mãe e restante família, e também devido ao facto de que sempre que encontra alguém que fale Português reacender no seu coração a chama ardente de sentir-se Português [AÇOREANO].
Adora fazer compras no "Kensington Market" e encontrar por ali alguém que fale Português e também produtos do seu querido Portugal que ele tanto adora e onde pensa em breve voltar a visitar mas agora com seu filhos.
É talvez por isso que Justin Louis tenciona conhecer mulheres Portuguesas com quem possa vir a ter uma relação amistosa.
É muito possível que durante o seu trabalho voluntário que está fazendo no ''Trinity Community Centre'' isso possa acontecer. No entanto ele está ao dispor de quem dele precisar como voluntário, claro se o tempo lhe permitir.
Enquanto a nossa conversação prosseguia e tomávamos o chá bem quentinho, pois lá fora fazia muito frio, perguntei-lhe como era possível decorar o diálogo para os filmes.
Contou-me que durante a sua vida escolar já lhe era fácil decorar as suas lições e que quase sempre decorava todos os textos que possivelmente viessem a ser escolhidos para uma eventual prova.
Disse-me ainda que sempre obteve notas à volta dos noventa pontos em quase todas as matérias. Prosseguiu dizendo-me que são necessárias muitas horas de leitura, por dia, e uma retenção da mesma para depois interpretar os personagens nela inseridos.
Para satisfazer a minha curiosidade disse-me ainda que geralmente são necessários doze dias de filmagem com aproximadamente oito horas cada para finalmente se aproveitar uma hora de filme. [Afinal ser-se actor e realizar filmes não é assim tão fácil como à primeira vista nos parece!...]
Uma das razões que me levou a acreditar que é indubitávelmente um jovem actor de muita integridade e de uma admirável personalidade, foi o facto da profunda observação, que ele fez na minha presença, sobre o seu passado e relacionamento com seus pais.
Pensa que eles foram rígidos para com ele, mas que afinal todos os pais eram assim naquele tempo. Nunca lhe perguntavam no final do seu dia como o mesmo lhe havia decorrido, mas que no entanto o vigiavam e o protegiam de uma forma que actualmente não é notória em muitos pais da actualidade. Que foram eles que o trouxeram para um país maravilhoso chamado Canadá, e lhe proporcionaram um futuro que se Deus quiser há-de ser promissor.
Disse-me lhe parecer ainda ver sua Mãe toda vestidinha de preto o vigiando durante as suas brincadeiras com os amigos. Recordou, nostálgicamente, um acidente de bicicleta que sofreu durante uma das suas viagens pelas ruas da cidade deixando-o prostrado por terra sem que ninguém se preocupasse em saber do seu estado. Passadas algumas duas horas recuperou o ânimo e os sentidos e prosseguiu com a sua viagem rumo ao "High Park". Lamenta que os seus filhos não possam vir a proceder da mesma forma, pedalando uma bicicleta pelas ruas remotas da cidade, pelo facto da actual situação de segurança social em que nos encontramos.
Considera que algo tem que ser feito, rapidamente, nesse aspecto.
Justin Louis é uma pessoa profundamente religiosa e diz não ter confiança nos homens, porque estes apenas destroiem o que Deus criou.
Adora ir à Igreja e ouvir sermões com substância e que lhe ensinem algo que possa ser aplicado ao seu quotidiano.
Não pode entender como é que há homens que ainda hoje não acreditam no Pai Celeste.
Voltou a afirmar que se sente muito feliz por estar de regresso ao seio da Comunidade Portuguesa, e muito especialmente por ser Português, porque ser Português é ser-se apaixonado pela vida...!.
É também apaixonadamente que a www.venuscreations.ca o apresenta como pessoa da semana e lhe augura os maiores sucessos.

Avelino Teixeira

www.venuscreations.ca



Número:  61
Data:  SEXTA FEIRA DIA 21 DE JANEIRO DE 2005
Título:  MARIA ADELAIDE ARAÚJO

"Esta semana volto a escrever sobre mais uma pessoa que utiliza uma parte do seu tempo de lazer em prol dos menos saudáveis. Resumindo; mais uma voluntária que merece o nosso reconhecimento!. Dá pelo nome de Maria Adelaide Araújo e nasceu na Ribeirinha Ilha do Pico, Açores, Portugal. É filha de José Garcia Tomé, e de Maria Perpétua ambos também da freguesia da Ribeirinha, Ilha do Pico. Quando tinha nove anos de idade foi viver para a Ilha Terceira e depois de ter terminado a sua educação escolar empregou-se nos correios de Angra do Heroísmo como telefonista. Era casada com José Fernandes Figueira Araújo, natural da Câmara de Lobos Ilha da Madeira, o qual exerceu a profissão de Guarda Fiscal em Angra do Heroísmo. Com ele teve oito filhos; Maria Teresa Araújo, José Manuel Araújo, Fernando Araújo, Margarida Araújo, Maria de Fátima Araújo, Maria da Conceição Araújo, Maria do Rosário Araújo e finalmente Jorge Araújo. A nossa convidada desta semana veio para o Canadá a convite de uma das suas filhas e por aqui ficou para sempre. Depois de se ter aposentado, e por sempre ter sido uma pessoa estremamente activa, foi introduzida à ''Casa de S. Critovão'' de Toronto onde veio a pertencer ao grupo dos ''Cinquenta e Cinco Mais'' ( Fifty Plus ). Aquele grupo de senhoras reúne-se semanalmente e tem por lema uma preparação física e espíritual dos seus membros, e uma intensa ajuda às pessoas que se encontram impossibilitadas de sair de casa e resolver os seus problemas diários. Por tal razão, a Senhora Maria Adelaide Araújo, embora seja uma pessoa já cansada, ainda encontra energia suficiente para visitar os seus doentes e assistí-los em algumas das suas dificuldades bem como animá-los espíritualmente. Além disso, ainda faz parte de outro grupo também chamado "Cinquenta e Cinco Mais" que está sediado no "First Portuguese Canadian Club" em Toronto. Ali, juntamente com as suas colegas, dedica-se também às visitas domiciliárias durante as quais, e dentro das suas possibilidades físicas, vai assistindo aquelas pessoas que pela sua idade ou estado de saúde se encontram impossibilitadas muitas vezes até mesmo de se alimentarem. É precisamente nessas circunstâncias que a visita de Maria Adelaide Araújo se torna ainda mais necessária e apreciada. Ela contou-me que não é nada fácil nem agradável, por vezes, encontrar-se com seres humanos que um dia também foram activos como ela e que agora se encontram totalmente dependentes de quem lhes queira ajudar. Disse-me ainda, que os seus menmbros inferiores já começam por se sentirem cansados alertando-a para uma redução das suas actividades diárias, como que se ela ainda não se tivesse apercebido de que agora inicia a sua décima década de vivência! Contudo ainda se nota na sua conversação aquele bem estar espíritual e uma tranquilidade e sensação de que vale a pena viver e ser útil à sociedade em que se insere. São pessoas com uma atitude positiva e o desejo de serem úteis como a Maria Adelaide Araújo que fazem a diferença nesta Comunidade Portuguesa de Toronto a que orgulhosamente pertencemos. E é por isso também que a www.venuscreations.ca regosijosamente a apresenta neste apontamento ''PESSOA DA SEMANA''.


Número:  60
Data:  SEXTA FEIRA DIA 14 DE JANEIRO DE 2005
Título:  HILDEBRANDO SILVA

"Esta semana, orgulhosamente, vou descrever, neste meu apontamento ''PESSOA DA SEMANA'' da www.venuscretionas.ca, um artista que é sobejamente conhecido nos Açores, Portugal Continental e por toda a América do Norte, através das suas inconfundíveis e admiráveis obras de arte, pintadas a óleo e aguarelas, na tela e na cerâmica.
Vim a familiarizar-me com o seu nome quando pela primeira vez quando entrei no ''Graciosa Community Centre'' em Toronto, e deparei com um gigante quadro pintado a óleo representando uma paisagem da Vila de Santa Cruz, Ilha Graciosa.
Desde então têm sido muitas as vezes que tenho tido o ensejo de me encontar com ele e admirar os seus trabalhos.

Dá pelo nome de Hildebrando Borges da Silva e nasceu no dia 24 de Outubro de 1922, na freguesia da Sé, Angra do Heroísmo, Terceira, Açores de onde também é natural seu Pai, Manuel da Silva.
Sua Mãe, Maria de Lourdes Borges da Silva, nasceu na freguesia das Velas, Ilha de S Jorge, Açores.
Durante a sua Instrução Primária vivia com sua Tia, Eulália Borges da Silva, que era professora de ensino primário e o levava consigo para onde fosse deslocada em missão de serviço. E assim, com seis anos de idade, foi primeiramente para a Ilha de S. Jorge e viveu na Caldeira de Santo Cristo e depois em Toledo.

Mais tarde foi para a Vila de Santa Cruz da Ilha Graciosa. Também frequentou a Escola Primária da Freguesia de S. Bartolomeu e da Ribeirinha, na Ilha Terceira.
Muito jovem ainda, Hildebrando da Silva, como é hoje conhecido, começou então a admirar as pinturas que a sua tia Eulália executava.
Entusiasmado pelas mesmas, decidiu descobrir livros que o elucidasse e o ajudasse a compreender melhor aquela forma de arte.
Começa a dedicar-se à pintura e a debruçar-se muito sériamente sobre a prespectiva, uma parte imperscindível da arte de pintar, pois sem ela, no dizer do meu entrevistado, nada é possível.
A propósito, e quando questionado pela minha curiosidade, ele fez questão de me mostrar os pequenos quadradinhos, recortados numa folha plástica transparente, que são usados para calcular as dimensões dos diferentes motivos de uma pintura, e depois ampliá-los.
Após ter terminado a sua instrução primária, empregou-se no ''Café Freitas Mariano'' onde trabalhou durante três anos, e dali transferiu-se para a ''Pensão Internacional'' ambos situados na cidade de Angra do Heroismo.
Ao mesmo tempo matriculou-se no curso da noite da ''Escola Industrial'' daquela cidade, e tirou o ''Curso Comercial''. Teria preferido o curso diurno para que pudesse tirar artes gráficas, mas pelo facto de ter que trabalhar durante o dia, para a sua sobrevivência, isso não lhe foi possível. Entretanto com a ajuda do conhecido pintor, Amadeu de Sousa, foi desenvolvendo os seus conhecimentos e já enquanto era estudante da ''Escola Industrial'' desenhava as capas, de alguns dos seus amigos, para as exposiçõoes anuais dos trabalhos dos alunos que naquela escola se faziam.
Em 1947 empregou-se na Base Aérea N0. 4 das Lajes, na Ilha Terceira, para trabalhar na oficina onde eram pintados os cartazes e letreiros daquela força aérea, e onde também desenhou e pintou vários certificados e diplomas para as forças armadas.
Mais tarde, depois de ter concorrido, é transferido para o Departamento do Comando e faz parte da secção onde se registava todo o movimento das tropas que por ali passavam, através de gráficos.
Enquanto ali permaneceu, e devido aos importantes trabalhos que executou, recebeu vários diplomas de reconhecimento, e cartas de recomendação, que podem ser apreciados no seu Attelier, localizado no 1078 da Queen St.W., em Toronto, o qual é parte integrante da sua primeira residência que comprou após ter chegado ao Canadá em 1966 onde se estabeleceu e veio a dedicar-se a tempo inteiro, à pintura, há aproximadamente vinte anos.
Um dos referidos diplomas foi-lhe entregue pelo Vice Comandante daquela base, o Coronel Lucian A. Dale Jr. Do Quartel General da Força Armada Americana, estacionada nas Lajes, recebeu uma carta de apreço e comendação assinada pelo Comandante Brigadeiro General H.L. Smith.
Ainda na qualidade de funcionário do Comando Americano, alcançou o primeiro prémio, num concurso de ''CARTAZES SUGESTIVOS'' organizado e realizado pelo Destacamento Americano da Base aérea N0.4, apresentando quatro sugestivos e artísticos cartazes que foram reconhecidos como os melhores, recebendo por isso uma carta, de apreciação e comendação, escrita pelo seu chefe de serviço, o Capitão Stephen J. Pitz.
Além disso, fez parte de vários júris de muitos concursos de desenhos e pinturas levadas a cabo pelo Destacamento Americano das Forças Armadas, nas Lajes.
Ao lado dos referidos documentos, expostos no seu Attelier, pode ainda ver-se uma carta de recomendação, e reconhecimento, escrita pelo então Presidente da Comissão de Festas S. Joaninas, de Angra do Heroísmo, para o ano 1966, Adalberto Martins, na qual ele menciona a execussão gratuita dos desenhos e pinturas usados nos carros alegóricos daquele ano.
A ''Recreio dos Artistas'' de Angra do Heroísmo, também está presente nesta colecção documental, com um reconhecimento a Hildebrando Silva, pela entrega de um quadro que ele pintou da fachada do ''Palácio dos Capitães Generais'' daquela cidade, oferecido àquela instituição.
Um documento da Presidência do Governo da Região Autónoma dos Açores, a título de homenagem, assinado por Mota Amaral e entregue por ocasião de um dos cíclos de ''Cultura Açoreana'' realizados em Toronto.
Certificado de homenagem datado a 16 de Março de 1991, e assinado pelo Embaixador de Portugal, Doutor Pedro Paulo de Morais Alves, durante uma exposição de ''Óleos e Aguarelas'' que Hildebrando Silva levou a cabo na ''Galeria Corte Real'' em Toronto, e ainda outros entregues pelos políticos; Mário Silva e Tony Buprecht.
Quando vivia na Ilha Terceira, Hildebrando Silva foi contratado pela Câmara Municipal da Praia da Victória para pintar um quadro do Infante D. Henrique, e do General Craveiro Lopes aquando da sua passagem pela Ilha Terceira, bem como do Almirante Américo Tomás, em 1962, também pela altura da sua ida à Ilha Terceira.
Pintou vários cenários para os palcos da Fanfarra Operária e Sacadura Cabral, em Angra do Heroísmo, bem como para a Recreio dos Artistas, da mesma cidade.

Hildebrando Silva é casado com Guiumar Borges da Silva natural da Fonte do Bastardo, Ilha Terceira.
Emigrou para o Canadá para proporcionar um melhor futuro para os seus filhos, e disposto a enfrentar uma nova vida trabalhando onde quer que fosse que uma porta se abrisse e lhe desse essa oportunidade.
Mas afortunadamente logo de imediato consegue empregar-se numa companhia de letreiros, e dísticos, chamada ''DAYSIGN'' que estava então localizada na Dundas St East e River St, em Toronto, a qual veio depois a mudar-se para a zona da Keele e Finch, também em Toronto.
Mais tarde veio a trabalhar para uma nova entidade patronal de nome ''Stedman'' pintando letreiros de trelados mas já então tendo a seu lado o seu filho Liger Silva, o qual também se dedica à ''Arte Comercial''.
Quando o visitei no seu Estúdio, numa tarde fria de Inverno, e enquanto saboreávamos um delicioso café, Hildebrando Silva fez questão de me dizer que depois de se ter estabelecido a tempo inteiro tudo se tornou muito mais fácil, e foi quando de facto começou a dedicar-se à execução de trabalhos de uma maior dimenção e importância, como por exemplo os que se encontram em diferentes igrejas de Toronto.
O quadro da Rainha Santa Isabel, na Igreja de Santa Helena. Motivos religiosos no Altar Mor da Igreja de Santa Inês. Na Igreja de Santa Maria, vários painéis em cerâmica na Capela do Senhor Santo Cristo.
Em Mississauga, na Igreja de S. Salvador do Mundo, encontra-se ali um enorme quadro, a óleo, do Papa João Paulo Segundo, que teria demorado a executar, aproximadamente dois meses.
Ainda em Missisauga, na Igreja Cristo Rei, vários motivos Bíblicos.
Além dos trabalhos acima mencionados, Hildebrando Silva também já pintou os doutores; Durão Barroso, Mota Amaral, Vasco Pimentel Pereira da Costa, Carlos Faria, José Carlos Teixeira, e muitos outros.
Pintou ainda as fotografias de António Amaro, Mariano do Rego, ( ambos guitarristas ), José Ferreira ( da Diáspora ), José Henrique Brum ( colecionador ), Mário Silda ( membro do Parlamento ), Tony Buprecht e Tony O' Donohue.
Pintou também as fotografias de uma das suas filhas, sua esposa e seu Pai.
O seu mais recente trabalho foi as portas da cidade de Ponta Delgada, um gigante quadro que pertence à ''Banda do Sagrado Coração de Jesus'' de Toronto.
Poderemos ainda apreciar outros minuciosos trabalhos de Hidebrando Silva, em vários estabelecimentos da Cidade de Toronto, tais como na ''Padaria Caldense'' onde se pode ver uma Caravela Quinhentista, e outros mais.
Hildebrando Silva é uma pessoa que trouxe consigo, do ventre da sua Mãe, uma habilidade natural, e que enquanto via a sua Tia Eulália pintando, se foi interessando por uma das artes expressivas, mais bonitas do Mundo, desenvolvendo os seus conhecimentos por ele próprio, talvez pela infelicidade de ter nascido pobre, e nunca lhe ter sido dada a possibilidade de uma educação académica naquela matéria.
É por tudo isso que eu hoje tenho o grato prazer de vos apresentá-lo, mui respeitosa-e-reconhecidamente, como pessoa da semana.

Avelino Teixeira..,


www.venuscreations.ca



Número:  59
Data:  SEXTA FEIRA DIA 7 DE JANEIRO DE 2005
Título:   ALDEVINO IVO

O meu apontamento desta semana, é sobre uma pessoa que eu vim a conhecer há já alguns anos, e que a partir de então passou a fazer parte da minha lista de bons e consideráveis amigos. Poderia acrescentar ainda, que nos conhecemos quando um dos seus filhos, o Barry, começou a fazer parte de um conjunto musical ao qual eu pertencia como vocalista. Porque o Berry era ainda uma criança, por assim dizer, eu tomei a meu cargo, sendo o membro mais velho do grupo, de o levar a casa após os nossos ensaios e tocatas. Um dia, surpreendentemente, o Barry convidou-me para jantar com ele, e sua família, e a partir de então ficamos sendo, poderíamos dizer, uma só família. Para falar do meu amigo, descrever as suas qualidades e capacidades, terei que ser demasiadamente extensivo com o meu artigo desta semana. E porque por vezes acabo por me tornar maçador, eu sei, por querer descrever detalhadamente os meus convidados, esta semana não fugirei ao acostumado. Aldevino Ivo nasceu no dia 6 de Junho de 1941 na Victória, freguesia do Guadalupo, Ilha Graciosa, Açores. É filho de Manuel Correia Ivo, natural também da Victória, freguesia do Guadalupo, e de Rosalma Ajuda da Silva, natural da Freguesia da Luz, ilha Graciosa. Quando terminou a instrução primária, Aldvino Ivo dedicou-se à agricultura e à produção de vinhos, ao mesmo tempo ajudando seu pai nas mesmas lides. Também chegou a aprender um pouco de carpintaria vindo mais tarde a adquirir o Certificado da referida profissão, na Ilha Terceira. Deveria aqui acrescentar que, indubitávelmente, o meu convidado deu provas do que aprendeu sobre carpintaria, quando renovou a sua penúltima residência situada na Beatrice Av, em Toronto. Naquela casa poderia ver-se importantes trabalhos em madeira executados por ele próprio. Foi assim que ele ocupou uma grande parte do seu tempo de lazer enquanto ali viveu. Chegou ao Canadá no dia 30 de Outubro de 1964, com vinte e três anos de idade. Como quase sempre acontece com uma maioria dos imigrantes, recém chegados a este País, o seu primeiro trabalho foi na limpeza onde permaneceu durante alguns meses com o fim de obter o direito aos benefícios hospitalares, para que depois pudesse chamar sua esposa que então havia ficado na Ilha Graciosa. Em 1966 conseguiu uma colocação na ''Avenet Internacional'' uma companhia que manufacturava alternadores e motores de arranco para carros. Embora ainda não pudesse falar inglês correctamente, pois não é em dois anos que se pode aprendê-lo, Aldevino Ivo começou desde logo a dedicar-se atentivamente ao trabalho, chamando a atenção do seu patrão o qual desde logo começou por reconhecer as suas capacidades, e ao fim de quatro anos convidou-o para aceitar a posição de Encarregado de Armazém a qual Aldevino só veio a aceitar depois de uma certa relutância por pensar que não estaria apto a exercer tal responsabilidade. Mas o certo é que ele permaneceu na referida companhia, que depois foi vendida à ''Amsco'' em 1988, durante vinte e sete anos. Esta, por sua vez, foi à falência em 1992 e Aldevino pensou que talvez, se conseguisse crédito, poderia comprá-la. Depois de várias tentativas para convencer as instituições bancárias que aquele negócio poderia vir a ser rendável, finalmente no dia 28 de Julho de 1993 Aldevino Ivo volta a abrir as portas daquela fábrica, onde havia trabalhado durante quase três dezenas de anos, mas agora como proprietário e sob os auspícios do seu próprio alvará; ''IVO AUTOMATIVE CORPORATION''. Não foi uma decisão fácil mas com o apoio de sua esposa Maria Quelminda Ivo, que também havia trabalhado para a mesma companhia durante muitos anos, e que por natureza é Senhora de uma notória e dinâmica actividade, bem como a colaboração de seus dois filhos Barry Ivo e Johnny Ivo e suas respectivas esposas; Ângela Rodrigues Ivo e Maria da Graça, actualmente a ''IVOAUTOMOTIVE CORPORATION'' funciona com um orçamento de aproximadamente um milhão de dollars anuais. Enquanto que Aldevino Ivo desempenha também as funções de representante das suas próprias vendas, sua esposa, com a sua inconfundível simpatia e comunicabilidade, vai desempenhando, mui cabalmente, as funções de ''Relações Públicas''. Ela nasceu no dia 7 de Maio de 1946 na Victória, freguesia do Guadalupo, e é filha de Manuel Sousa da Silva e de Rosalina Ajuda da Silva, também naturais da Ilha Graciosa, Açores. Sempre que necessário, seus filhos Barry Ivo, licenciado em ''MEDICINA NUCLEAR'' presentemente ocupando o cargo de ''OFICIAL DE SEGURANÇA DE RADIAÇÃO'' do ''HOSPITAL MOUNT SINAI'', em Toronto, e Johnny Ivo, presentemente com uma posição de ( SENIOR HIGH VOLTAGE ELECTRICAL DESIGNER'', ajudam seus Pais a levarem por diante o seu espírito empreendedor que graças a Deus tem produzido bons frutos. Mas Aldevino Ivo apesar de sempre ter tido uma vida ocupadíssima, ainda encontrou disponibilidade para se dedicar ao associativísmo; sua paixão. Depois de se ter envolvido com o Clube ''VICTÓRIA DE SETÚBAL'' durante alguns anos, dando a sua ajuda sempre que era necessário, por insistência de seu amigo e excolega de trabalho, José Pacheco, e depois de uma reunião na sua própria casa no dia 5 de Abril de 1980, começou então a organizar o que veio a ser mais tarde o ''Clube Graciosense'' do qual veio a ser o seu primeiro Presidente e Sócio Fundador, tendo tido sempre a seu lado o seu amigo José Pacheco, pessoa de grande estima, na qualidade de Secretário e Tesoureiro. Mais tarde este também veio a ser Presidente daquela associação. Depois de realizarem vários bailes em diferentes salas de outros clubes já existentes, nomeadamente no ''Sport Clube Angrense'', de Toronto, finalmente em 1981 comemoram o primeiro aniversário na sala de festas do ''Clube Chave d'Ouro'', em Toronto, então pertença de Fernando Raposo. Depois de uma prolongada insistência, Adevino Ivo consegue convencer os membros da sua direcção de que era tempo para comprarem o seu próprio edifício. Finalmente em 1982 o seu sonho realiza-se com a compra de uma velha Igreja situada no 279 da Dovercourt Rd. junto à Dundas St., em Toronto, pela quantia de aproximadamente duzentos mil dolares. A referida compra foi possível graças à feliz iniciativa e ao sacrifício dos então sócios daquele clube, os quais, na sua maioria, depositaram a quantia de mil dolares para assim cobrirem as despezas iniciais e bem assim os pagamentos daquela hipoteca. Aldevino Ivo durante muitos anos, até estabelecer o seu próprio negócio, pertenceu às subsequentes administrações daquele Clube, hoje conhecido por ''GRACIOSA COMMUNITY CENTRE OF TORONTO'', como presidente das direcções, assembleias gerais e concelhos fiscais. Devemos anotar que sua esposa sempre o acompanhou mesmo nas horas mais difíceis da história daquele Clube, que actualmente tem um efectivo de mais de trezentos associados, e umas instalações que são o orgulho e prestígio da Comunidade Portuguesa de TORONTO, do qual talvez um dia eu me referirei neste meu apontamento semanal. Aldevino Ivo presentemente tem a sua residência, que ele sua esposa e seus filhos idealizaram desenharam e construiram, situada em Mississauga, que arquitetonicamente é algo de extraordinário e digno de ser apreciado. Contudo o meu entrevistado continua a ser aquela pessoa amiga de ajudar a quem dele precisa, um amante da sua família e da sua comunidade, e um exemplo para todos os imigrantes que se queiram expor aos riscos de uma nova vida neste nosso País de acolhimento, Canadá. É também, indubitavelmente, um graciosense que jamais esqueceu as suas origens. A www.venuscreations.ca respeitosa-e-orgulhosamente o apresenta, neste apontamento semanal, como ''PESSOA DA SEMANA'' , e lhe deseja as maiores felicidades. Avelino Teixeira.


 
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