Conjuntos de Portugal

Este tema e feito por Victor Pereira 
 
 às Segundas Feiras
 
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7
Data:   
SEGUNDA - FEIRA 27 DE DEZEMBRO 2004
Nome:   
DA VINCI
   
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Vitor PereiraOlá, amigos… Espero que tenham passado um Santo Natal na companhia de toda a família… Através das minhas palavras, levei-os a viajar no tempo, recordar os sucessos de outrora, mas também dei a conhecer novos projectos… É verdade que os tempos passam, mas a música… essa fica para sempre!!! E como recordar é viver, ao longo de 22 anos de carreira, os Da Vinci, um dos grupos “pop rock” que conquistou, na verdadeira essência da palavra, um lugar de ao sol no panorama da música portuguesa. Embora, actualmente um pouco esquecidos, não sei se por falta de apoio ou divulgação, mas isso é outra história. Fundado em 1982 por Iei Or e Pedro Luís, que conjuntamente com João Heitor, apresentaram-se pela Da Vinciprimeira vez ao público no programa de televisão “Passeio dos Alegres”, à semelhança de muitos grupos nacionais da época, com a canção “Lisboa Ano 10000” (que fazia parte do “single” de estreia). De realçar, ainda no mesmo ano, a edição de um segundo “single” “Hiroxima (Meu Amor)”, que alcançou um grande sucesso, atingindo mesmo o Disco de Prata. E depois de vários “singles”, um álbum de originais (“Caminhando”) e um LP (“A Jóia de Lótus”), Da Vincivenceram com o tema “Conquistador”, em 1989, o Festival RTP da Canção e representaram Portugal em Lausanne, Suíça, no Festival Eurovisão da Canção. No mesmo ano, o grupo fez uma longa “tournée” pelas comunidades portuguesas no estrangeiro. Em Maio de 1990, os Da Vinci alcançaram, devido a um grande número de originais vendidos, o Disco de Ouro com o álbum “Conquistador”, que também foi editado em vários países da Europa. No mesmo ano é lançado o álbum “Dança dos Planetas”. E no Canadá, mais concretamente, em Toronto, deram espectáculo na passagem de ano 1991/1992. Passado sete anos, em 1999, depois de mais dois álbuns, editam aquele que é o seu mais recenteDa Vinci álbum “Momentos de Paixão”. Muitos dos que fizeram parte dos Da Vinci, continuam a contribuir para colorir a nossa cultura musical. Em 2003, o “duo” Iei Or e Pedro Luís, apresentavam um espectáculo que era constituído sobre um leque de canções “escondidas” ao longo dos anos no meio dos discos gravados desde 1982, ao qual chamaram “Nocturnas”. Sinal que os Da Vinci continuam “vivos”!!! Espero que gravem algo novo brevemente! E termino, com este desejo para 2005, antes de concluir esta rúbrica, não podia deixar de endereçar a todos um especial agradecimento, foi uma honra para mim ser distinguido como a Pessoa da Semana, espero continuar a acompanhá-los, como por vezes me refiro, nesta viagem pelos Conjuntos de Portugal. Em meu nome e d’OS AGUEDENSES, desejo que o próximo ano vos traga tudo de bom e que todos os vossos desejos se concretizem… Um abraço, Vitor Pereira (webmaster.aguedenses@sapo.pt) www.osaguedenses.com.sapo.pt www.venuscreations.ca/viewconj.asp
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6
Data:   
SEGUNDA - FEIRA 20 DE DEZEMBRO 2004
Nome:   
DOCE
   
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Vitor PereiraOlá, amigos… Esta semana recordo aquela que foi a primeira “girls band” portuguesa e quem sabe talvez uma das primeiras a nível mundial. Muito antes das “Spice”, em 1979 surgiu um grupo formado por quatro raparigas (Teresa, Fá, Laura e Lena), que desafiou o tempo em surgiu, muito por culpa da irreverência por elas demonstrada, falo-vos das Doce. Editaram o primeiro “single”, “Amanhã de Manhã”, em Janeiro de 1980, este alcançou um enorme sucesso, de tal forma que ainda hoje é lembrado. Ainda nesse ano, concorreram ao Festival RTP da Canção com o tema “Doce”, onde obtiveram o segundo lugar. Esta foi a oportunidade que necessitavam para atingirem um lugar de destaque a nível nacional, mais concretamente no mundo da televisão e do espectáculo. Em Março, desse mesmo ano, lançaram o primeiro álbum “OK. KO”, As Doceque viria a ser o ponto de partida para algumas incursões internacionais. Vários êxitos nasceram com esse trabalho, tais como: “Café com sal”, “O que lá vai lá vai”, “Depois de ti”. No ano seguinte, 1981, voltaram a participar no Festival RTP da Canção, onde apresentaram a canção “Ali Bábá”. Não ganharam, ficaram classificadas em quarto lugar, mas esta canção transformou-se no maior sucesso comercial de sempre na história deste Festival. Também nesse ano, é editado o segundo álbum, “É Demais”. E como não há duas sem três, em 1982, com “Bem Bom” concorrem novamente ao Festival RTP da Canção, As Doceno qual atingem finalmente o primeiro lugar, vindo depois a representar Portugal na Eurovisão em Harrogate, na Inglaterra, onde alcançam um modesto 13º lugar. Mesmo assim foi um impulso para um percurso internacional, editando em seguida discos em espanhol e em inglês. O que as levou numa “volta ao mundo”, das Filipinas aos Estados Unidos as Doce fizeram furor e foram notícia na imprensa internacional. Regressaram ao Festival RTP da Canção em 1984 com o tema “O Barquinho da Esperança” e nesse mesmo ano lançaram mais um “single”, mais um sucesso estrondoso, chamado “Quente, quente, quente”. Em 1985, Lena devido à gravidez foi substituída por Fernanda de Sousa (actualmente conhecida como “Ágata”), contudo mais tarde, em 1986 o grupo dissolveu-se. DOCEMANIANo ano seguinte despediram-se com um duplo álbum “Doce 1979-1987”, onde reunia todos os sucessos. Em 2003, foi editado “DOCEMANIA”, um disco duplo com todos os temas mais conhecidos, sinal que as Doce ainda não foram esquecidas! Como sabemos, todos os grupos deste género estão sujeitos a “boatos” e polémicas, as Doce não foram excepção, muito por culpa da imagem provocadora que criaram, mas também foi graças a isso que consolidaram um lugar de bastante relevo. Antes de me despedir, aproveito para desejar a todos um Feliz Natal… Um abraço… Vitor Pereira (webmaster.aguedenses@sapo.pt) www.osaguedenses.com.sapo.pt www.venuscreations.ca/viewconj.asp
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5
Data:   
SEGUNDA - FEIRA 13 DE DEZEMBRO 2004
Nome:   
CONJUNTO ANTÓNIO MAFRA
   
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Vitor PereiraOlá, amigos… Mais uma vez, dedico esta rúbrica a um conjunto que marcou uma geração, este ainda se encontra em actividade, embora no actual panorama da música portuguesa não tenha a projecção merecida. Canções como: “Arrebita, arrebita, arrebita”, “Ora vejam lá” e “Sete e Pico”, esta talvez uma das mais conhecidas deste conjunto entre muitas outras, ficaram imortalizadas na memória dos portugueses. Para quem ainda não sabe de quem estou a falar, formado há cerca de 46 anos, o Conjunto António Mafra Conjunto António Mafradispensa qualquer tipo de apresentações. Nasceu numa noite de S. João, mesmo no coração do Porto, num pequeno espaço que carinhosamente lhe chamavam “Cantinho da Ramboia”. Inicialmente começaram por seis elementos, dos quais, dois eram irmãos: o José e o António Mafra. As suas músicas com um genuíno sabor popular ficavam logo no ouvido, com letras, que apesar de “brejeiras”, não ofendiam ninguém, devido à originalidade e o tom de brincadeira que as rodeavam! O ambiente de folia nas romarias por onde passavam era constante, com as “chulas”, as “marchas” e os “viras”, as raízes da nossa música popular. Entretanto, o “génio”, o autor de muitas das músicas e letras, partiu deste mundo. Assim quis o destino e com o António Mafra partiu também a sua alegria contagiante e toda a sua arte de criar cantigas dedilhando a guitarra que ele adorava! Após a sua morte, o grupo esteve afastado dos espectáculos durante 8 anos, resistindo à sua perda silenciosamente. Em 1994 voltaram à actividade, editando o CD: “Não Pára”,Conjunto António Mafra facto importante para este regresso foi o convite da produção do concurso “1,2,3” da RTP. E assim, voltaram afinar de novo os instrumentos e começaram uma nova aventura, a guitarra portuguesa foi substituída pela “braguesa” e o “cavaquinho”. É um conjunto incontornável, quando se fala de verdadeiros ambientes festivos! E para começar a semana, nada melhor que ouvir o tema “Ora vejam lá” do Conjunto António Mafra. Despeço-me, tendo como pano de fundo este grande êxito, espero que tenham gostado de mais uma viagem pelos conjuntos de Portugal! Um abraço e desejo-vos uma boa semana… Vitor Pereira (webmaster.aguedenses@sapo.pt) http://www.osaguedenses.com.sapo.pt www.venuscreations.ca/viewconj.asp
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4
Data:   
SEGUNDA - FEIRA 6 DE DEZEMBRO 2004
Nome:   
HUMANOS (20 ANOS DEPOIS)
   
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Vitor PereiraOlá, amigos… A minha rúbrica esta semana vai ser um pouco diferente das anteriores, não vou falar própriamente de um conjunto e para começar vou levá-los numa “viagem no tempo”… A 3 de Dezembro de 1944 em Fiscal, uma pequena aldeia do concelho de Amares (Braga), nasce António Joaquim Rodrigues Ribeiro. (A esta altura devem estar um pouco curiosos, quem será este António?) Mal completa 12 anos, abandona a terra natal e dirige-se a Lisboa, onde acaba por trabalhar num escritório. Cumpriu o serviço militar em Angola e depois passou algum tempo no estrangeiro, nomeadamente em Londres e mais tarde em Amesterdão, onde aprendeu o ofício de barbeiro. Em 1977,regressa a Lisboa, de dia barbeiro e durante a noite a dedicar-se à sua paixão pela música, dando espectáculos com um grupo de músicos intitulado “Variações”. Nome que mais tarde viria adoptar como seu, aparecendo como António Variações!.António Variações Em Fevereiro de 1981 aparece pela primeira vez na televisão, no programa televisivo da RTP “Passeio dos Alegres”, acompanhado com a banda “Variações”, foram apresentados sob a designação “António e Variações”. Em Julho de 1982, já sob o nome artístico António Variações edita um “máxi-single”, com duas canções: “Povo que lavas no rio” (imortalizado por Amália Rodrigues) e “Estou além”, um inédito de sua autoria. Um ano depois lança o primeiro LP “Anjo da Guarda”, que o transforma numa estrela popular à escala nacional. Depois de inúmeros espectáculos, volta a entrar em estúdio e em Fevereiro de 1984 grava o segundo LP “Dar e Receber”, que viria a ser o último antes da sua morte. Aos 39 anos, na madrugada de 13 de Junho, a morte levou-o. Esta ficou envolvida de alguma polémica e com várias especulações sobre a sua verdadeira causa, mas na altura foi apontada uma broncopneumonia bilateral extensa, muito se falou, mas actualmente acredita-se que António Variações foi uma das primeiras personalidades portuguesas a morrer com SIDA. Voltando aos nossos dias, hoje, dia 6 de Dezembro, é editado um álbum onde Manuela Azevedo (dos “Clã”), Camané e David Fonseca dão voz a um projecto, que foi baptizado simplesmente como “Humanos”. HumanosTrês dias após o seu sexagésimo aniversário, caso ainda fosse vivo, António Variações lança o seu terceiro álbum de originais! É verdade, 20 anos após a sua morte, regressa nas vozes destes artistas que prometem dar vida às suas canções, as quais nunca teve oportunidade de gravar. O “material” apresentado neste álbum foi descoberto há dez anos pelo irmão do cantor (Jaime Ribeiro) num caixote, onde se encontravam esquecidas algumas cassetes e bobinas. Um disco cheio de potênciais sucessos e onde vive a magia de António Variações e até há quem se atreva a dizer que talvez seja o melhor disco de música portuguesa dos últimos anos! Não pude deixar passar em claro este acontecimento, “Humanos” é um projecto ímpar no mundo da música… "Quando fala um português. Falam dois ou três. E se o número aumentar. São outros tantos a falar…” E assim termino com um pequeno excerto de uma canção de António Variações! Um abraço e até para a semana… Vitor Pereira (webmaster.aguedenses@sapo.pt) http://www.osaguedenses.com.sapo.pt/ www.venuscreations.ca/viewconj.asp
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Data:   
SEGUNDA - FEIRA 29 DE NOVEMBRO 2004
Nome:   
ADIAFA
   
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Vitor PereiraOlá, amigos… Mais uma vez estou aqui para vos falar de um conjunto do nosso Portugal, esta semana vou descrever a história de um dos maiores fenómenos da música portuguesa em 2003.Adiafa Refiro-me a um grupo alentejano, que se dá pelo o nome de Adiafa. Desde de 1999, ou seja, desde o seu nascimento que têm como objectivo a divulgação e interpretação do “cante” campaniço no Alentejo e a recuperação de um instrumento tradicional daquela região, quase perdido, a viola campaniça. Além deste tocam mais instrumentos tradicionais como o adufe, a caixa de guerra, as tracanholas, o triângulo, o bombo e a pandeireta, entre outros, criando assim sonoridades deveras originais. Após vários espectáculos através do Alentejo (e não só) e para fazer face a inúmeras solicitações, o grupo viu-se confrontado com a necessidade de um registo discográfico. AdiafaO disco homónimo reuniu uma colecção de cantares que perpetuam a tradição alentejana, no qual fazem parte canções como “As Meninas da Ribeira do Sado”, “Não Quero que Vás à Monda”, “Campaniça” ou “O Pavão”, que resultaram de uma profunda pesquisa das tradições e costumes da região. A partir desta data, o grupo Adiafa foi solicitado para espectáculos por todo o país, tendo-se deslocado à Suíça e ao Canadá, actuando para a comunidade emigrante. Em 2003, efectuaram 110 espectáculos e o seu disco subiu ao 1° lugar do top nacional de vendas e chegou ao disco de platina, com mais de 40.000 cópias vendidas. Foi a primeira vez que um grupo de música tradicional atingiu tal resultado. “As Meninas da Ribeira do Sado” andou nas bocas de Portugal de Norte a Sul, uma das principais responsáveis pelo sucesso alcançado. Foi presença constante em programas de televisão e de rádio, e motivo de inúmeros artigos de opinião na imprensa em Portugal. Adiafa Já em 2004, os Adiafa foram galardoados com a medalha de mérito municipal da sua cidade natal (Beja). Acabada a digressão em 2003, lançaram-se na produção de um novo trabalho "Tá o Balho Armado", que o mesmo é dizer que "começou o baile”, dá nome ao segundo CD, que contou com várias participações especiais, onde se destacam Paulo de Carvalho, Rui Veloso, José Salgueiro (Trovante) e Artur Fernandes (Danças Ocultas), entre muitos outros. Este novo disco apenas contém um tema original, “A Velha com qu'ê Casi”Adiafa e outras modinhas do cancioneiro alentejano, um de Rui Veloso e ainda uma versão de “A Mula da Cooperativa”, um clássico de uma das mais populares vedetas da rádio, do teatro e da televisão portuguesa dos anos 40, um madeirense, Maximiano de Sousa, mais conhecido como Max. Para finalizar, os Adiafa é definido pelos próprios como sendo um grupo que canta e sente em português! E em jeito de despedida, espero que tenham gostado desta pequena viagem pelos conjuntos de Portugal, desejo-vos uma boa semana… Aquele abraço,
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Data:   
SEGUNDA - FEIRA 22 DE NOVEMBRO 2004
Nome:   
CONJUNTO MARIA ALBERTINA
   
Commentario:   
Vitor Pereira Olá, amigos… Na última semana dediquei esta rúbrica ao conjunto “Os Aguedenses”, que completam 45 anos de existência, aproveito então para vos falar de um conjunto com os mesmos anos de vida! Estou referir-me ao “Conjunto Maria Albertina”, este foi fundado em 1959 por António Rodrigues juntamente com a sua filha Maria Albertina (que tinha sómente cerca de 13 anos de idade). Oriundo de terras nortenhas, marcou uma geração e desde muito cedo teve a aceitação por parte do público.Conjunto Maria Albertina O seu primeiro trabalho discográfico foi um sucesso, deste fazia parte o tema: “Avé Maria do Coração”, que logo se tornou num dos temas mais conhecidos do grupo. E foi mais ou menos por esta altura, devido ao impacto que estava a ter este trabalho, que se sucederam as digressões ao estrangeiro, nomeadamente aos Estados Unidos da América, Canadá, França, Alemanha, Venezuela, resumindo, onde quer que existem portugueses! Numa destas digressões, nasceu um dos seus temas mais emblemáticos, um “hino” ao emigrante! Ao sentiram na pele as saudades do seu país, surgiu o tema “O Emigrante”, que foi premiado com um dos primeiros “Discos de Ouro” atribuídos à música popular portuguesa, devido ao sucesso de vendas, que ultrapassou mesmo os 100 mil exemplares. Conjunto Maria AlbertinaEm meados da década de oitenta, por razões profissionais, dado que todos os elementos possuíam outra actividade, viram-se obrigados a pôr um ponto final na carreira artística. Mas em 2002, esse ponto final, revelou-se apenas uma interrupção, após 22 anos de afastamento, o “Conjunto Maria Albertina” voltou novamente às luzes da ribalta. Este renascimento, fica marcado com o lançamento do CD “Conjunto Maria Albertina – 20 anos depois”, após este CD, vários foram os convites para programas de televisão. Este conjunto de música popular portuguesa é um dos mais antigos ainda em actividade. E assim me despeço, até para a semana, para mais uma viagem pelos conjuntos de Portugal! Um abraço, Vitor Pereira (webmaster.aguedenses@sapo.pt) http://www.osaguedenses.com.sapo.pt www.venuscreations.ca
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Data:   
SEGUNDA - FEIRA 15 DE NOVEMBRO 2004
Nome:   
OS AGUEDENSES
   
Commentario:   
Vitor PereiraOlá, amigos! Chamo-me Vitor Pereira (um dos elementos do conjunto “Os Aguedenses”) e a partir desta semana irão contar com a minha assinatura nesta rúbrica sobre os conjuntos de Portugal. Aceitei o convite de Joe Furtado, pelo o qual tenho muita estima e consideração, para dar a conhecer através de algumas linhas os conjuntos espalhados por este nosso Portugal! Para iniciar esta primeira rúbrica, como não podia deixar de ser, vou falar-vos do conjunto “Os Aguedenses”. O conjunto foi fundado em 1959 e desde aí tem-se dedicado à música popular portuguesa. O seu primeiro trabalho discográfico data de 1974, sendo composto por três “singles”. Nessa altura não havia a divulgação que existe hoje em dia no mundo da música, no entanto, algumas dessas canções fizeram muito sucesso! E assim o primeiro passo estava dado, e a partir daí foi um não mais parar de gravações de cassetes e “cartridge’s” (cartuchos). Em 1984 deu-se o culminar de um grande sonho: a gravação de um LP. De salientar que este esteve entre os 10 mais vendidos na editora que o gravou. E como devem calcular, grandes sucessos nasceram com este trabalho: "Teu Aniversário", "Peregrino", "Emigrante" e o maior de todos os éxitos deste conjunto: "Amor de Pai". Após várias gravações em cassete, o segundo LP é editado em 1989, destacando-se enormemente, uma canção que alcançou o 1º lugar no top de muitas rádios locais: "Chorona". Avançando um pouco mais no tempo, em 1993 é editado o primeiro CD (“Recordação de Sucesso”), este álbum foi uma reedição dos temas que mais se destacaram ao longo dos anos. Nos nossos dias, “Os Aguedenses” comemoram 45 anos de existência e para marcar esta data editaram mais um álbum cheio de ritmo para ouvir e saborear intensamente. Os Aguedenses - 45 anos Mudando um pouco de assunto, é obrigatório realçar a primeira deslocação que este grupo fez ao estrangeiro em 1988, nomeadamente à Alemanha, onde actuou perto de Hannover para a comunidade de emigrantes portugueses. Devido ao facto de ter sido um verdadeiro sucesso, em 1992, durante cerca de 15 dias, regressou a terras alemãs, a convite de várias associações de emigrantes portugueses, tendo levado a efeito seis espectáculos em diversas cidades, onde se salienta a representação portuguesa no 50º. Aniversário da elevação a cidade de Salzgitter. É também notícia o facto de se ter deslocado a França, no mesmo ano (1992). Tendo realizado dois espectáculos, sendo um nos arredores de Paris e outro em Puteaux, onde o espectáculo alcançou tamanha grandiosidade que mais parecia ser em Portugal! Ao longo destes 45 anos de actividade, o conjunto "Os Aguedenses" percorreu Portugal de lés a lés, um grupo que não tem parado a sua evolução musical, tornando-se sempre actualizado e jovem. Um autêntico baluarte da música portuguesa! E assim termino com chave de ouro, a minha primeira rúbrica, espero que seja do vosso inteiro agrado… Um abraço, Vitor Pereira (webmaster.aguedenses@sapo.pt) http://www.osaguedenses.com.sapo.pt/www.venuscreations.ca/viewconj.asp