Só Política

Esta página é patrocinada por Classic Photography.

Página 9 de 30

Página:  Anterior  1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15  16  17  18  19  20  21  22  23  24  25  26  27  28  29  30  Seguinte

Número:  220
Data:  TERÇA-FEIRA, 20 DE NOVEMBRO DE 2007
Título:  



Número:  219
Data:  SEGUNDA-FEIRA, 19 DE NOVEMBRO DE 2007
Título:  



Número:  218
Data:  DOMINGO, 18 DE NOVEMBRO DE 2007
Título:  OS NÚMEROS DO ABORTO

Os números do aborto Há estudos que indicam que muitas mulheres que abortam legalmente não o fariam se o aborto fosse ilegal Vão sendo conhecidos os primeiros números sobre a prática do aborto no quadro da nova lei. Ainda é cedo para tirar conclusões definitivas, mas os números mostram que, se a tendência se mantiver, o total de abortos corresponderá a menos de metade do que o Governo previa. Essas previsões, tal como as de outras proveniências que se vinham repetindo desde há vários anos, não tinham uma base segura e rigorosa. Apontavam para os vinte mil (um quinto do número de nascimentos) porque tal corresponde à média europeia (acima dessa média, encontram-se países de entre os mais desenvolvidos, como a Suécia, a França e o Reino Unido). Um estudo da APF, divulgado antes do referendo e apresentado como fiável, também apontava para tais números. Noutros tempos, a propaganda dos partidários da liberalização chegou a apontar números muito mais elevados,mas sem qualquer fundamento, como agora bem se vê. Considerar que em Portugal se praticavam tantos abortos quantos os que, em média, se praticam nos países da Europa onde essa prática está há muito legalizada era partir do princípio (não demonstrado) de que a proibição em nada influía no volume dessa prática e que, por isso, mais valia permitir que se fizesse legalmente o que sempre se faria na clandestinidade. Nunca aceitei este princípio, que ignora a eficácia pedagógica inerente à mensagem cultural de uma lei que define uma conduta como crime. E o efeito que pode ter uma lei como a agora aprovada, que facilita essa conduta, colocando ao seu serviço os recursos do Estado. Qualquer política legislativa assenta, pelo contrário, na ideia de que legalizar e liberalizar uma conduta só pode conduzir ao incremento da sua prática. Compreende-se que haja estudos que indicam que as mulheres que abortam legalmente, numa significativa percentagem, afirmam que não o fariam se o aborto fosse ilegal. Na Irlanda, é possível tornear a lei que criminaliza o aborto com uma fácil deslocação ao Reino Unido. Mas os abortos aí praticados por mulheres irlandesas são, proporcionalmente, em muito menor número do que os das mulheres da própria Grã-Bretanha. Na Polónia, depois das alterações que restringiram fortemente os casos de legalização do aborto, este continua a ser praticado clandestinamente, mas em número muito inferior ao do período em que tal prática estava liberalizada. Nunca me pareceu decisivo discutir os números exactos do aborto clandestino em Portugal. Fossem eles maiores ou menores, seriam sempre suficientemente elevados para recusar uma liberalização que, por imperativo da lógica, contribuiria para que fossem ainda mais elevados. Se os números agora divulgados revelam que o número de abortos praticados em Portugal é inferior a metade da média europeia, tal só poderá significar que, afinal, a proibição e a criminalização do aborto (independentemente do número reduzido de condenações) tiveram algum efeito, pelo menos no plano pedagógico. A lei evitou, pelo menos, a banalização desta prática na mentalidade comum, a que se encontra noutros países europeus. O que pode, agora, temer-se é que essa "resistência" cultural enfraqueça com a vigência da nova lei, provocando, de forma gradual, a progressiva aproximação à média europeia e o progressivo aumento do número de abortos, como se tem verificado em Espanha com uma lei não tão permissiva como a que entre nós foi aprovada. Foi com grande amargura que notei a frieza de responsáveis governativos que indicavam, resignadamente, que se poderia esperar um número de vinte mil abortos anuais. Uma frieza e uma resignação que a todos chocaria se se referissem a outro tipo de mortes, por doença ou acidente. Ninguém aceitará que os números de mortes por doença ou acidente não se reduzam ao mínimo, ou não façamos tudo para evitar essas mortes. É muito mais fácil evitar um aborto do que uma qualquer outra morte. E em nenhuma destas o Estado colabora activamente, como se verifica agora com o aborto. Por trás dos números do aborto, de cada um deles, está a riqueza única e insubstituível de uma vida humana. É esta consciência que anima o empenho de quem lutou para manter uma lei que evitou, como se vê, que muitas dessas vidas se perdessem. E de quem, apoiando as grávidas em dificuldade, continua a evitar que algumas dessas vidas se percam. Membro da associação Portugal pela Vida

Por Pedro Vaz Patto

Só Política

Enviado por Fernanda Leitão



Número:  217
Data:  SÁBADO, 17 DE NOVEMBRO DE 2007
Título:  MAFIA SICILIANA

Jovem de 26 anos pode assumir as rédeas da mafia siciliana

Giovanni Nichi, de 26 anos, um imberbe para os padrões da mafia siciliana, poderá ser o próximo "capo-mor", o líder da, agora, desmembrada Cosa Nostra. Desilustre desconhecido, Nichi é já, no entanto, procurado por associação mafiosa, extorsão e outros delitos.
Pergaminhos.

"Padrinho" aos vintes, o jovem pode tentar o tirocínio nas lides de comando, depois da detenção, na segunda-feira, de Salvatore Lo Piccolo, sénior de 65 anos, em Giardinello, perto de Palermo, na Sicília, que está agora na prisão de Pagliarelli.

De caminho, a polícia deteve também o seu filho, Sandro, e outros dois mafiosos, Gaspare Pulizzi e Andrea Adamo. Na terça, nova investida profícua: foi detido um dos assistentes de Lo Piccolo, Vincenzo Giuseppe Di Bella.

Uma razia, esta, que fora antecedida, em Abril de 2006, pela detenção do anterior capo Bernardo Provenzano, de 74 anos, uma espécie de Don Corleone (foi nesta cidade italiana que nasceu a 31 de Janeiro de 1933), para usar o nome do mafioso interpretado por Marlon Brando.

Assim, detidos Bernardo, Salvatore e Sandro, "herdeiros" uns dos outros, Giovanni pode tentar a sorte, começando por Palermo.

O procurador antimafia, Pietro Grasso, está exultante: "Hoje, a Cosa Nostra não tem direcção, não conta com uma cúpula", disse aos media.

Tanto "azar" constitui o corolário de uma intensa actividade contra a mafia. As mafias. A siciliana Cosa Nostra e a napolitana N'drangheta.

Outro rude golpe consistiu na descoberta entre os pertences de Lo Piccolo de um "código de honra" para mafiosos, um guia de boas maneiras - o que fazer e o que não fazer, enfim -, quiçá o resultado de uma intensa pesquisa ao longo dos 25 anos em que andou foragido à justiça. Não terá sido apenas a descoberta, mas sim, algo mais humilhante, a divulgação destes "dez mandamentos" para consumo interno.

O textinho "imortalizado" em maiúsculas de máquina de escrever, que estava guardado numa mala de pele, desvenda os segredos para se ser um "homem de honra", salvo seja, salvo ser esta a expressão usada no meio para separar o trigo do joio. Em conformidade, estes "Direitos e Deveres" são para se cumprir sem tergiversar. Deveres básicos, incontestáveis, por forma a garantir uma obediência cega, uma fidelidade acéfala, uma sobriedade à prova de polícia.

Como sucede com as ladainhas religiosas, este mantra deveria ser conhecido de cor e salteado, de trás para a frente pelos destinatários. Nem de propósito, ao lado do opúsculo estava uma imagem católica. E a frase "juro ser fiel à Cosa Nostra e, se a trair, que me queimem as carnes como se queima esta estampita".

Verdadeira mina de ouro, mina de riso. Um documento atrás do qual muitos "arrependidos" se escudaram até poderem, transformado agora em prova incriminatória.

CADI FERNANDES ALESSANDRO FUCARINI-AP (imagem)



Número:  216
Data:  SEXTA-FEIRA, 16 DE NOVEMBRO DE 2007
Título:  CONSUMISMO DOS PORTUGUESES

O consumismo dos portugueses

"Os portugueses são mais consumistas do que os holandeses." O tom da frase mostra que Rita do Vale não tem sombra de dúvida. Sabe do que fala, porque viveu durante quatro anos na Holanda. Foi lá que fez a sua tese de doutoramento, na universidade de Tilburg, no Sul do país, justamente sobre comportamentos dos consumidores.

A sua tese não incidiu nestas comparações. O trabalho que fez centrou-se sobre os comportamentos de autocontrolo no consumo. Mas quatro anos dão para ver as diferenças a este nível. "Os portugueses preocupam-se muito com a sua imagem e consomem produtos de marca em carros e roupa, o que ajuda a explicar o elevado nível de endividamento das famílias portuguesas.

"Os holandeses não estão preocupados com a imagem exterior. Isso vê-se, por exemplo, nos centros comerciais deles, que são muito menos vistosos do que os de cá".

O que consomem então os holandeses? "Sobretudo viagens". Um perfil que agradou à bolseira de doutoramento que Rita do Vale foi durante quatro anos na Holanda.

O regresso a Portugal, no final de 2006, foi um misto de entusiasmo e expectativa, por voltar ao país, à família e aos amigos, e alguma dificuldade de adaptação a todo esse universo que, afinal, já não era exactamente o mesmo. "É quase como voltar a um país estrangeiro que se conhece bem", diz a investigadora.

Mas a família veio para ficar. O filho, que foi bebé para a Holanda e voltou com seis anos e um perfeito holandês, já substituiu o idioma e até gosta de sardinhas. "Ser português estava-lhe nos genes", brinca a investigadora. E há mais uma bebé a caminho. "Foi um regresso a longo prazo".

Só Política

Enviado por Fernanda Leitão



Número:  215
Data:  QUINTA-FEIRA 15 DE NOVEMBRO 2007
Título:  DIPLOMATAS CONTESTAM NOMEAÇÕES POLITICAS

Diplomatas contestam nomeações políticas

"Recusamos a nomeação discricionária e política de pessoas fora da carreira diplomática para 18 vice-consulados" referiu ao DN Tadeu Soares, presidente da Associação Sindical dos Diplomatas (ASD).

Tadeu Soares confirmou que depois de esta semana a ASD ter tido uma primeira reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado - que referiu não ter conhecimento concreto do projecto de reforma dos consulados, um dossier gerido pelo secretário de Estado António Braga - está agendado para dia 16 deste mês um novo encontro.

A ASD tenciona levar então ao MNE um dossier completo sobre as muitas questões levantadas pelo diploma em preparação. Já esta semana o deputado Manuel Alegre, em requerimento ao gabinete de Luís Amado, referiu que a reforma em causa torna possível a nomeação dos chefes dos consulados "pelo responsável político governamental", tendo o ex-candidato a PR sugerido que seria "preferível retirar esta proposta esdrúxula e manter as boas práticas".

Depois de em Maio se ter procedido a uma reforma da rede consular em que se propunha o fecho de cerca de 30 consulados e face aos protestos de muitos embaixadores o governo acabou por vir propor uma proposta de regulamento em que se advoga a manutenção de muitas destas estruturas com outra designação, como vai acontecer em relação a Vigo e a Sevilha.

Tadeu Soares frisa que, ao criar 18 vice-consulados, o executivo se prepara para que a titularidade destas estruturas seja doravante assegurada por indivíduos com estatuto de diplomatas mas que não seriam, necessariamente nem diplomatas de carreira nem funcionários administrativos, o que em seu entender não tem qualquer justificação.

Em qualquer caso o regime de nomeação não seria regulado nem pelo Estatuto da Carreira Diplomática nem pelo Estatuto do Pessoal dos Serviços Externos. Uma solução que o rmbaixador Tadeu Soares garante ir representar "um reforço de encargos, uma vez que se segue um regime híbrido de equiparação, por um lado ao pessoal especializado e, por outro, para efeitos de abonos a secretários de embaixada".

EVA CABRAL
MIGUEL A. LOPES-LUSA (imagem)

Só Política

Enviado por Fernanda Leitão



Número:  214
Data:  QUARTA-FEIRA 14 DE NOVEMBRO 2007
Título:  RESIDENCIA DO PRESIDENTE DO ZIMBABWE

E O POVO PASSANDO FOME E VIVENDO NA MAIS ABSOLUTA MISÉRIA

Só Política

Enviado por Fernanda Leitão



Número:  213
Data:  TERÇA - FEIRA 13 DE NOVEMBRO DE 2007
Título:  A SANTIDADE DOS PATRIOTAS

Por Baptista-Bastos

escritor e jornalista
b.bastos@netcabo.pt

Fiquei grandemente enternecido com o estremecimento patriótico que tem percorrido alguns bondosos agrupamentos financeiros, logo-assim ressurgiu a ideia de construção do novo aeroporto de Lisboa. Atreita a descobrir razões e motivos para aplaudir ou excomungar, a sociedade portuguesa vai tomando confuso partido por um ou por outro dos desinteressados grupos. Acentuemos a nobreza dos pensamentos e a clara distinção dos discursos: tanto os que defendem a Ota como os que pleiteiam a causa de Alcochete são desvelados patriotas e absolutamente alheios ao feio sentimento da ganância. No remanso agasalhante dos seus gabinetes esses homens consomem as meninges, arregimentam olheiras, arquejam de cansaço - apenas com o desígnio exaltante de se sacrificar pela pátria bem-amada.

Preocupa-os a depressão que nos assola, a nós, arraia-miúda; martiriza-os a desdita do nosso destino, a deterioração da nossa qualidade de vida. Arejam os crânios com pensamentos alevantados, caucionados pelos juízos simples e pelas consciências rectas.

Pouco se sabe quem são. Dar outros nomes aos nomes apenas significa modéstia, discrição, orgulho pátrio. Ambos os grupos já gastaram rios de dinheiro em planos, estudos, esboços, gráficos, monografias, análises, testemunhos, depoimentos, exames, investigações. Desinteressadamente, como se sabe. Ambos os intervenientes concla- mam: a minha proposta é melhor do que a tua. Ambos os intervenientes afirmam-se eivados de santas razões e de imaculados propósitos. São impulsionados pelo mesmo ímpeto venturoso que acumulou glórias e saudáveis episódios abençoados por todas as Virgens conhecidas.

A melodia dos desinteressados toca os corações desprevenidos. Quando se soube que o Governo pendia para a Ota, indiscutível e inexoravelmente, a especulação imobiliária foi desencadeada. Mário Lino, dramático e seguro, levemente irado, abertamente decisivo, transformou o jamais francês no estandarte de todas as vitórias. Quando foi apresentada a proposta de Alcochete, argumentativamente muito mais económica, os protestos e os apupos chegaram de alguns pontos cardiais. Mário Lino, calmo como um ser isento de maus costumes, ainda não leu o documento da CIP, diz que vai ler; ao que parece, ninguém o leu ainda. A santidade dos indomáveis patriotas da Ota e de Alcochete, a devoção inextinguível da sua entrega, o piedoso ardor dos seus discursos, a profundidade da sua filantropia, o penoso fardo que transportam - comovem até às lágrimas.

Nunca lhes agradeceremos bastante o grande consolo que nos têm ministrado, com a galante vontade de nos servir a todos. Eles, coitados!, não querem nada. Entre a Ota e Alcochete, venha o LNEC e escolha.

Só Política

Enviado por Fernanda Leitão



Número:  212
Data:  SEGUNDA - FEIRA 12 DE NOVEMBRO DE 2007
Título:  A PACIÊNCIA

Por Adriano Moreira

Professor universitário

A avaliação do estado do mundo, justamente nesta data de entusiasmo com a final aprovação pelos governos do que se espera que venha a ser o Tratado de Lisboa sobre a governança europeia (Outubro - 2007), não dispensa o apelo à esperança.
E nesta data, visto o aviso da questão dos curdos, em relação aos quais a Turquia anuncia a falta de paciência, o apelo à esperança inclui o voto de que o sentido da paz impeça tal desastre.

Apelo ao pilar insubstituível de um empenhamento sem fadiga para ultrapassar o quadro de pontos negativos que ensombram o globalismo em que nos encontramos, de facto sem modelo de governança mundial que lhe responda, reconhecidamente enfrentando uma crise de valores que agudiza a conflitualidade do encontro de todas as áreas culturais, pela primeira vez a falar ao mundo com voz própria.

Lembremos em primeiro lugar a 33.ª Conferência Geral da UNESCO, realizada em Outubro de 2005, sobre a diversidade cultural, tendo em vista a protecção e promoção desse património da Humanidade.

Contra os 148 votos que aprovaram a Convenção produzida, apenas os EUA e Israel votaram contra, ao mesmo tempo que a Austrália, a Libéria, as Honduras e a Nicarágua se abstiveram.

Tal convenção visa contrariar os efeitos colaterais da mundialização, desagregadora das identidades culturais, e a oposição que encontrou foi baseada no liberalismo económico dos EUA, este com a sua referência institucional na Organização Mundial do Comércio, tudo igualmente apoiado no interesse específico das indústrias culturais americanas, não esquecidas pelo conceito estratégico da Al-Qaeda.

Os preceitos do capitalismo sem adjectivos não facilitam a compreensão de que a protecção das especificidades culturais está relacionada intimamente com a protecção dos direitos e liberdades dos homens e dos povos, com a preferência pela cooperação em face das ameaçadoras hegemonias.

O facto de não ser viável dotar este tipo de convenções de um aparelho de garantias eficaz anuncia que a questão das hegemonias vai continuar a ter precedência sobre a equidade e a cooperação.

Se a paz das identidades culturais não aparece pois consolidada, e no caso dos curdos a falta de identidade política agrava as inquietações, também a paz militar das relações entre os poderes políticos, de que os Estados foram secularmente os únicos titulares, e que nesta data agregam poderes atípicos de várias espécies, desde as organizações terroristas aos "cães de guerra" que são as organizações privadas dedicadas ao negócio dos combates armados, não aparece consolidada. Na área em causa, a quebra da paciência afecta um número considerável de soberanias. Assistimos a uma espécie de aceleração da proliferação nuclear: de 1945 a 1995 o grupo recebeu, depois dos EUA e da URSS, a França, a China, e Israel (este discretamente), mas em 1998 juntaram-se a Índia e o Paquistão, a incerta ameaça agudizou-se nos nossos dias em relação à Correia do Norte e sobretudo ao Irão: a Agência Internacional de Energia Atómica dificilmente pode conciliar a promoção do uso pacífico da energia com a proibição da proliferação para fins militares, de modo que a situação real é da falta total de uma governança do poder nuclear.

Trata-se de um perigo agudo face ao qual mais uma vez é o apelo aos valores, numa época de crise de valores, que aparece como recurso: contenção dos poderes titulares das armas, afirmação do objectivo da dissuasão contra qualquer objectivo de ataque, prudência governativa em vista dos interesses comuns da Humanidade. O perigo atómico está naquela área, não parece estar no horizonte o reconhecimento do direito dos curdos a disporem de um Estado, o desequilíbrio ameaça agravar-se entre as soberanias e as hegemonias, os efeitos colaterais de uma subida aos extremos são incalculáveis.

É surpreendente e inquietante que a variável mais confiável de uma limitação dos riscos e dos desastres seja a paciência, um dos nomes do sentido de responsabilidade em relação à paz geral. É esse sentido de responsabilidade que está em causa.

Só Política

Enviado por Fernanda Leitão



Número:  211
Data:  DOMINGO 11 DE NOVEMBRO DE 2007
Título:  MOTA AMARAL ASSUME QUE FEZ

Mota Amaral assume que o processo de transição da liderança do PSD Açores correu mal, quando se demitiu em 1995 da presidência do Governo Regional e do partido que o suportava. Em entrevista ao programa "Grande Entrevista" da TvNet, o canal de televisão online, o primeiro presidente do Governo açoriano disse que saiu da liderança do PSD convicto, à altura dos acontecimentos, de que o partido teria condições para vencer as Eleições Legislativas Regionais no ano a seguir. A sua previsão falhou, porque venceu o Partido Socialista, cujo líder ainda é actualmente presidente do Governo Regional dos Açores.

P.F.

Só Política

Enviado por Fernanda Leitão



 
Página 9 de 30

Página Anterior

Página Inicial

Página Seguinte

© Venus Creations. Todos os Direitos Reservados.