Só Sexo

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Número:  77
Data:  QUINTA-FEIRA, 31 DE JULHO DE 2008
Título:  ISTO SÓ VISTO...


Isso, isso...


Miragem...



 

Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca
www.venuscreations.ca/ManoBelmonte
Só Sexo



Número:  76
Data:  TERÇA-FEIRA,26 DE FEVEREIRO 2008
Título:  LIBERALISMO / CONSERVADORISMO SEXUAL

Liberalismo /conservadorismo sexual

De acordo com Rohmann (2000), o liberalismo é uma doutrina política, social e económica que, em sua concepção clássica, enfatiza a liberdade individual. Contrariamente, o conservadorismo enfatiza a tradição e é resistente a mudanças, especialmente as de natureza rápida e avassaladora, compreendendo o progresso como proveniente do saber plantado nas virtudes e nos valores do passado. Knight (1993) procura dar definições de liberalismo/conservadorismo de forma a clarificar a concepção destes construtos. Para esta autora, liberalismo é um conjunto de crenças políticas, económicas, religiosas, educacionais e sociais que enfatizam a liberdade do indivíduo, a discussão e tolerância de diferentes visões, a mudança social, o igualitarismo e os direitos das minorias. Por outro lado, o conservadorismo é entendido como um conjunto de crenças políticas, económicas, religiosas, educacionais e sociais, caracterizado pela ênfase no status quo e na estabilidade social, na religião, na tradição e na moralidade.

De acordo com Ten (1999), as circunstâncias sociais que fazem surgir o liberalismo derivam do conflito e da diversidade. Neste conjunto de crenças, a virtude central é a tolerância às diferenças. Para os liberais, a neutralidade da lei deve ser mantida de forma a respeitar as pessoas como seres independentes e livres, capazes de decidirem por si mesmas. Assim, indivíduos considerados "desviantes" da norma não devem ser punidos, pois seus actos não são considerados prejudiciais aos direitos de outros indivíduos, nem à segurança social. Desta forma, o argumento liberal não permite tentativas legais de penalização da diferença. Os liberais podem até compartilhar os julgamentos negativos de conservadores sobre modos particulares de conduta, sem que esses julgamentos, no entanto, sirvam de base para uma intervenção legal e social. Assim, os argumentos liberais protegem as práticas homossexuais, por exemplo, porque estes relacionamentos indicam escolhas de seres individuais.

Robinson (1993) mostra que as maiores divergências entre liberais e conservadores são em tópicos relacionados à moralidade e ao estilo de vida, tais como a legalização da maconha. Contudo, o tema que mais separa os liberais dos conservadores é o ato sexual, especialmente no que diz respeito às relações extraconjugais; tal separação diminui no que diz respeito à economia e ao controle de armas, por exemplo. No General Social Survey (GSS) são questões acerca do estilo de vida que mais distinguem os auto-identificados como liberais dos conservadores. Foram estimadas diferenças de 20 a 25% entre liberais e conservadores em apoio a tópicos como a descriminalização da maconha e os aptos sexuais homossexuais e pré-maritais (Robinson, 1993). Deste modo, é mais em assuntos morais do que políticos que as opiniões se colocam em extremos ideológicos.

Em geral, os termos liberal e conservador são percebidos como compondo uma única dimensão - quanto mais liberais os indivíduos são, menos conservadores serão considerados. Portanto, indivíduos que pontuam baixo nas escalas identificadas como medidas de conservadorismo são frequentemente chamados de liberais, e vice-versa. Knight (1993) afirma que, no entanto, as dimensões económicas e sociais existem separadamente. Isso permite que algumas pessoas, que se definem como liberais no que diz respeito à dimensão social, sejam economicamente conservadoras, não sentindo desconforto por possuírem atitudes dissonantes.

Wilson (1973, citado por Heaven & Oxman, 1999) percebe o conservadorismo como um factor geral subjacente ao campo das atitudes sociais, e enfatiza a existência de uma correlação positiva do conservadorismo com o preconceito e as atitudes negativas frente a exogrupos. Assim, as situações quotidianas que envolvem a moralidade são as que realmente dividem as atitudes de grupos liberais e conservadores. Por esta razão, considerações morais e religiosas têm sido comummente incluídas nas medidas de conservadorismo. Portanto, ao se discutirem tópicos relacionados com o comportamento sexual e/ou certos tipos de condutas sociais, como fumar maconha, estar-se-iam discutindo, na verdade, tendências ideológicas liberais ou conservadoras acerca daquilo que é considerado moralmente correcto. O presente artigo se centra no liberalismo / conservadorismo sexual, o que demanda maior atenção.

Liberalismo / Conservadorismo Sexual

Segundo Giddens (1993), o sexo na sociedade contemporânea não é conduzido às escondidas, mas permanece sendo continuamente alvo de discussões e pesquisas. Todas as mudanças culturais, decorrentes da Revolução Sexual da década de 1960 com o lançamento da pílula anticoncepcional, e os diversos estudos realizados tiveram grande impacto sobre as concepções difundidas na sociedade ocidental e no pensamento científico mundial acerca do sexo, da sexualidade e do género.

De acordo com Strey (1999), o termo sexo teve seu significado alterado e diz respeito, hoje, exclusivamente aos caracteres biológicos que permitem a reprodução humana e definem as características anatómicas e fisiológicas específicas. Quando este conceito passa a incluir as características psicológicas típicas de cada sujeito, seus comportamentos, interesses, estilos de vida, papéis sociais definidos e a consciência de si, é considerado género (D'Amorim, 1993). Para Strey (1999) o vocábulo género permite pensar e discutir a respeito do sexo em termos históricos e sócio-culturais, sendo considerado um elemento fundamental na estruturação das relações sociais (Kahhale, 2001).

Pasquali, Souza e Tanizaki (1985) afirmam que a sexualidade pode ser melhor definida como um conjunto de fenómenos biológicos e psicológicos, que são influenciados pelo ambiente e se ligam às funções erótica e reprodutora, manifestando-se no ser humano em resposta a estímulos, os quais permitem que o indivíduo desfrute de prazer físico e/ou emocional, que pode ser direccionado para si mesmo ou para um objecto externo. De forma complementar, a sexualidade é entendida como algo inerente, que se manifesta, desde o momento do nascimento até a morte, de formas diferentes segundo cada etapa do desenvolvimento. Enquanto processo, é marcada pela história, cultura e afectividade, sendo expressa de forma singular em cada pessoa. "A sexualidade é, de forma bem mais ampla, expressão cultural" (Ministério da Educação e Cultura, 1996, p. 81).

Para Kahhale (2001) a sexualidade é um processo simbólico que constitui e expressa a identidade do sujeito, a forma como este vivencia sua intimidade, tanto na dimensão pública como particular, e a forma que ele dá às normas e à ética do grupo em que está inserido. Sendo assim, é "algo que é vivido no âmbito individual, mas cuja constituição nos sujeitos é possibilitada e caracterizada pelas normas e valores sociais" (p. 184).

Considerando as concepções apresentadas acerca da sexualidade, assim como a definição de Knight (1993) sobre o liberalismo / conservadorismo, sugere-se que o Liberalismo Sexual é um posicionamento social de aceitação e/ou afirmação da liberdade individual na área da sexualidade, em nome da autonomia pessoal. O Conservadorismo Sexual, por sua vez, é concebido como um posicionamento social de aceitação e/ou afirmação das normas e convenções sociais a respeito da sexualidade, em nome da tradição e da manutenção da sociedade.

Com o propósito de minorar uma lacuna existente nos estudos sobre as atitudes frente à sexualidade, este artigo teve como objectivo principal apresentar uma medida brasileira acerca do liberalismo / conservadorismo sexual. Para tanto, partiu-se do Questionário de Atitudes Sexuais (QAS), o que motiva sua descrição.

Questionário de Atitudes Sexuais (QAS)

Para medir atitudes liberais / conservadoras frente à sexualidade, Hannon, Hall, Gonzalez e Cacciapaglia (1999) desenvolveram a Sexual Attitudes Scale (SAS), que foi administrada a estudantes universitários estado-unidenses. Os itens originais foram desenvolvidos com base nos tópicos mais comummente discutidos em cursos de sexualidade humana realizados em universidades dos Estados Unidos. Para tanto, efectuou-se uma análise de conteúdo dos livros-texto utilizados nestes cursos, com uma amostra inicial de 90 itens. No entanto, como o objectivo da construção do instrumento original era verificar as atitudes frente a comportamentos sexuais específicos, foram retirados itens relativos ao aborto, métodos contraceptivos e relações maritais, considerados apenas indirectamente relacionados ao comportamento sexual em si, reduzindo a medida a 66 itens.

Estes se dividem em duas sub-escalas, referentes à própria sexualidade (Self Scale; SS) e à sexualidade do outro (Other Scale; OS). A primeira procura medir atitudes liberais / conservadoras frente à própria sexualidade, sendo subdividida em cinco factores: auto-erotismo (por exemplo, Masturbação é uma boa saída quando estou solteiro/a), heterossexualidade (por exemplo, Faria sexo no primeiro encontro), homossexualidade (por exemplo, Aceito estar atraído/a por pessoas do mesmo sexo), variação sexual (por exemplo, Faria sexo grupal) e comercialização do sexo (por exemplo, Prestaria favores sexuais por dinheiro). A other scale é composta por itens que procuram medir atitudes liberais / conservadoras frente à sexualidade de outra pessoa, sendo esta do sexo oposto ao do respondente. Esta sub-escala também apresenta-se dividida nos mesmos cinco factores: auto-erotismo (por exemplo, É aceitável que pessoas do sexo oposto utilizem a masturbação quando solteiras), heterossexualidade (por exemplo, É aceitável que pessoas do sexo oposto façam sexo no primeiro encontro), homossexualidade (por exemplo, É aceitável que pessoas do sexo oposto sintam-se atraídas por pessoas do mesmo sexo), variação sexual (por exemplo, É aceitável que pessoas do sexo oposto façam sexo grupal) e comercialização do sexo (por exemplo, É aceitável que pessoas do sexo oposto prestem favores sexuais por dinheiro). Os itens, construídos geralmente como assertivas, exprimem atitudes de aceitação e tolerância frente a determinados actos sexuais. As pessoas respondem em escala de cinco pontos, variando de 1 = Discordo totalmente a 5 = Concordo totalmente. Quanto maior a pontuação, maior seu liberalismo sexual.

O estudo de validação do instrumento original foi realizado com estudantes universitários do Norte da Califórnia, com idades variando de 17 a 55 anos (M = 23). A análise factorial demonstrou a existência dos cinco factores propostos para cada uma das sub-escalas, apresentando geralmente índices de consistência interna aceitáveis: Auto-erotismo (Self: a = 0,88; Other: a = 0,91), Heterossexualidade (Self: a = 0,67; Other: a = 0,55), Homossexualidade (Self: a = 0,91; Other: a = 0,98), Variações sexuais (Self: a = 0,77; Other: a = 0,87) e Comercialização do sexo (Self: a = 0,76; Other: a = 0,81). Os resultados indicaram que os factores se correlacionaram directamente entre si. Os índices de consistência interna das sub-escalas foram satisfatórios (Self: a = 0,93; Other: a = 0,96). Não foram encontradas diferenças de género nas pontuações médias dos participantes. No geral, estes apresentaram atitudes mais liberais acerca do comportamento do outro (M = 4,21; DP =1,92) do que da própria conduta (M = 2,47; DP = 1,33), p < 0,001.

O presente estudo procurou inicialmente conhecer a estrutura factorial do QAS. Portanto, apresenta-se a seguir o método utilizado para sua adaptação ao contexto brasileiro.

Estudo 1 - Propriedades Psicométricas do QAS

Método

Participantes

Participaram 398 estudantes universitários de João Pessoa (205 mulheres; 193 homens), com idades entre 17 e 51 anos (M = 21,5; DP = 4,76). A maioria indicou ser estudante de universidades particulares (63,3%), solteira (88,9%), de classe média (66,4%) e católica (73,1%). Estes se descrevem com um nível de religiosidade (M = 2,7; DP = 1,1) acima da mediana teórica da escala de resposta (2; amplitude de 0 = Nada religioso a 4 = Muito religioso). Quanto à sexualidade, 96% afirmaram ser heterossexuais e 70% disseram já ter tido a primeira relação sexual, com idade - na data da iniciação sexual - variando de 11 a 27 anos (M = 16,2; DP = 2,31). Neste caso, as mulheres relataram um início mais tardio (M = 17,6; DP = 2,05) do que os homens (M = 15,5; DP = 2,10), t (262) = 7,82; p < 0,001.

Instrumento

Questionário de Atitudes Sexuais. Compõe-se de cinco factores: auto-erotismo, heterossexualidade, homossexualidade, variação sexual e comercialização do sexo (Hannon et al., 1999). Como os participantes do estudo eram primordialmente adolescentes e jovens adultos, os itens da escala original relativos ao factor variação sexual foram retirados devido ao tipo de actos sexuais que expressavam (sexo anal, sexo grupal, etc.). Esta decisão foi tomada na tentativa de evitar o presumível aumento de respostas em branco, a recusa de participantes em responder ou dos responsáveis em autorizar sua aplicação. No lugar destes itens foram incluídos outros que faziam referência ao sexo pré-marital (por exemplo, Para mim, manter relações sexuais antes do casamento não é aceitável; Manter relações sexuais antes do casamento vai me proporcionar um maior conhecimento do meu corpo, para a Self Scale; e Para pessoas do sexo oposto, manter relações sexuais antes do casamento não é aceitável; Manter relações sexuais antes do casamento vai proporcionar às pessoas do sexo oposto um maior conhecimento de seu corpo, para a Other Scale) e ao uso de camisinha (por exemplo, Só uso camisinha com meu/minha parceiro/a quando estou saindo com outras pessoas; Tenho vergonha de pedir para meu/minha parceiro/a usar camisinha, para a Self Scale; e Pessoas do sexo oposto só usam camisinha quando estão saindo com outras pessoas; Pessoas do sexo oposto têm vergonha de pedir para seus/suas parceiros/a usarem camisinha, para a Other Scale).

Um estudo piloto foi realizado para verificar a compreensão dos itens, traduzidos do original em inglês por um psicólogo bilingue e revisado por outro. Este foi realizado com 28 estudantes do ensino médio de uma escola pública de João Pessoa. Os participantes apresentaram idades variando de 14 a 20 anos (M = 15,5; DP = 1,32), sendo 53% do sexo feminino. Sugeriu-se aos participantes que indicassem os itens de difícil compreensão, opinando acerca de sua melhor redacção. Este estudo resultou na retirada do item 24 da SS (Para mim, é aceitável manter relações homossexuais) e 19 da OS (É aceitável que pessoas do sexo oposto mantenham relações homossexuais), devido à dificuldade apresentada pelos participantes de compreender seu conteúdo. Como os itens 20 (Teria relações sexuais com um parceiro do mesmo sexo) da SS e 18 (É aceitável que a mulher mantenha relações sexuais com uma parceira do mesmo sexo) da OS apresentavam o mesmo conteúdo semântico, decidiu-se eliminá-los, fazendo com que 32 passassem ao instrumento final.

Os participantes foram solicitados ainda a indicar sexo, idade, estado civil, religião, nível de religiosidade e classe social, além de responderem perguntas acerca de sua sexualidade: a orientação sexual, a vivência de intercurso sexual prévio e, em caso de resposta positiva, que idade tinha na época da primeira relação.

Procedimento

Os participantes responderam os questionários individualmente, porém em ambiente colectivo de sala de aula. Uma vez obtida a autorização do professor da disciplina, os aplicadores se apresentavam solicitando a colaboração voluntária dos estudantes. Foi-lhes informado que se tratava de uma pesquisa sobre condutas e atitudes sociais, não havendo respostas certas ou erradas. Uma vez tendo concordado em participar, estes preencheram um termo de livre consentimento. A todos foi assegurado que suas respostas seriam confidenciais. Em média, 20 minutos foram suficientes para concluir sua participação.

Resultados

Previamente, realizou-se uma análise do poder discriminativo dos itens deste questionário. Esta considerou grupos-critério internos, com os 50% dos participantes com pontuações totais abaixo (grupo inferior) e acima (grupo superior) da mediana. Através do teste t, compararam-se as médias para cada item. Os resultados desta análise sugeriram retirar os itens 03, 06, 10, 22, 27 e 30 da SS (Self Scale) e 04, 05, 11, 25, 26 e 31 da OS (Other Scale), pois não diferenciaram estatisticamente os grupos comparados (p > 0,05). O leitor interessado poderá solicitar dos autores as tabelas correspondentes a estas análises. Desta forma, as escalas passaram à análise fatorial com 26 itens cada. A tabela correspondente poderá ser solicitada.

Nas análises factoriais realizadas, inicialmente, foram verificados o Kayser-Meyer-Olkin (KMO) e Teste de Esfericidade de Bartlett, para comprovar a adequabilidade dos dados à realização da análise factorial. Para a SS, o KMO encontrado foi de 0,88, e o Teste de Esfericidade de Bartlett,?2 = 5709,35, p < 0,001. Para a OS, o KMO foi 0,90 e o Teste de Esfericidade de Bartlett,?2 = 7104,90, p < 0,001, considerados satisfatórios.

A análise PC (Principal Components) permitiu identificar, para ambas as escalas, a existência de seis componentes com valores próprios (eigenvalues) superiores a 1. Com relação à SS, o primeiro componente geral apresentou um valor próprio de 7,8, explicando 29% da variância total, enquanto o segundo componente apresentou um valor de 3,6, explicando menos da metade desta variância (13%). Do terceiro ao sexto componente, estes contribuíam para a explicação de menos de 10% da variância. Além disso, o primeiro componente integrou 25 dos 26 itens da medida, enquanto que todos os outros componentes abarcaram menos de dez itens. O mesmo padrão foi encontrado na OS, que apresentou seis componentes, dos quais o primeiro explicou cerca de 36% da variância, com valor próprio de 9,6 e integrando 25 itens. Do segundo componente em diante, o número de itens caiu para três em cada factor e a percentagem de variância explicada foi reduzida para menos de 10%. Portanto, decidiu-se por uma solução unifactorial, tanto para a SS como a OS.

Para as duas escalas, adoptou-se o critério de carga factorial igual ou superior a |0,30| para que o item fizesse parte do factor. A inclusão das sub-escalas (SS e OS) tem o objectivo de comparar as pontuações dos participantes no mesmo factor em ambas medidas. Neste sentido, intuitivamente - por questão de praticidade - optou-se por excluir de uma escala os itens retirados nas análises individuais da outra escala, tornando-as equitativas quanto ao número de itens. Portanto, no total foram excluídos da SS os itens 05 e 12, e na OS, os itens 01 e 28. Desta forma, ao fim desta análise cada uma das escalas apresentava 24 itens.

Por meio da Análise Factorial dos Eixos Principais (PAF), solicitando-se um único factor, a SS apresentou valor próprio de 6,67, explicando 27,8% da variância total, como descrito na Tabela 1 (próxima página).

De acordo com esta tabela, a medida apresenta uma estrutura unifactorial, com os 24 itens atendendo ao critério previamente estabelecido do valor mínimo das cargas factoriais e apresentado um Alfa de Cronbach de 0,90. Os resultados destas análises realizadas com a OS podem ser observados na Tabela 2 (página 51).

No caso da OS, seu factor único apresentou valor próprio de 8,38, explicando 34,9% da variância total. Além disso, esta apresentou consistência interna (Alfa de Cronbach) de 0,92.

Discussão Parcial

Depois da análise do poder discriminativo dos itens, da análise factorial exploratória e do cálculo do Alfa de Cronbach, comprovou-se que, dos 33 itens que inicialmente compunham esta medida, 24 podem ser adequadamente empregados para avaliar um factor geral de atitudes frente à sexualidade. Uma análise do conteúdo dos itens revela que este factor geral pode ser interpretado como uma dimensão de liberalismo / conservadorismo sexual. Portanto, aparentemente, não se confirma a estrutura factorial que previa a existência dos quatro factores propostos pelos autores da escala original. Resta, porém, ponderar a natureza da análise factorial empregada, cujo propósito é reunir o maior número de itens em factores principais. Não pretende, pois, testar modelos teóricos.

A despeito do que antes se comentou, com o fim de efectuar uma análise factorial confirmatória para comprovar a estrutura teoricamente multidimensional da medida em questão, consideraram-se os resultados obtidos da sua elaboração e realizou-se uma análise qualitativa dos 24 itens restantes, procurando agrupá-los em categorias e/ou factores semanticamente consistentes. Esta decisão permitiu constituir os seguintes blocos de itens, com sua respectiva identificação:

1. Auto-erotismo. Concepção da masturbação como expressão alternativa da sexualidade (Por exemplo, A masturbação é uma boa saída quando não estou envolvido/a com um/a parceiro/a, na SS; e É aceitável que as pessoas do sexo oposto utilizem a masturbação como uma expressão sexual quando não estão envolvidas com um/a parceiro/a, na OS).

2. Sexo pré-marital. Concepção do sexo antes do casamento como uma forma de conhecer o próprio corpo e o/a companheiro/a (Por exemplo, Praticaria sexo com meu/minha noivo/a antes do casamento, na SS; e É aceitável que uma pessoa do sexo oposto mantenha relações sexuais com seu/sua noivo/a antes do casamento, na OS).

3. Pornografia. Visão do uso da pornografia com fins de aprimorar o relacionamento sexual (Por exemplo, Eu não utilizaria pornografia porque é prejudicial, na SS; e Pessoas do sexo oposto não deveriam utilizar materiais pornográficos porque é prejudicial, na OS).

4. Homossexualidade. Aceitação de actos homossexuais (Por exemplo, Trocaria carícias com uma pessoa do mesmo sexo, na SS; e É aceitável que pessoas do sexo oposto troquem carícias com pessoas do mesmo sexo, na OS).

5. Comercialização do sexo. Relação dos actos sexuais com ganhos financeiros (Por exemplo, Prestaria favores sexuais por dinheiro, na SS; e Acho aceitável que pessoas do sexo oposto prestem favores sexuais por dinheiro, na OS).

6. Outros. Itens diversos (Por exemplo, Teria relações sexuais apenas buscando meu prazer pessoal, na SS; e É aceitável que pessoas do sexo oposto tenham relações sexuais apenas buscando seu prazer pessoal, na OS).

Inicialmente, o grupo denominado Outros, por ser constituído por itens semanticamente diversos, torna-se, consequentemente, de difícil interpretação e rotulação sob uma categoria teoricamente consistente. Portanto, decidiu-se pela exclusão destes itens. Além disso, os itens 09 da SS (Aceito estar atraído/a por pessoas de ambos os sexos) e 12 da OS (É aceitável que pessoas do sexo oposto sintam-se atraídas por pessoas de ambos os sexos), do factor teórico Homossexualidade, foram excluídos por representarem a bissexualidade e não a homossexualidade propriamente, como ocorre com os outros itens deste factor.

O factor Comercialização do sexo, embora possa ser relevante para integrar um factor geral de liberalismo - conservadorismo sexual, diverge do propósito dos demais factores, que têm enfatizado o sexo como um aspecto positivo, seja para a obtenção directa do prazer, o interrelacionamento entre pessoas ou a aprendizagem / estimulação da prática sexual. Além disso, este factor reuniu o menor número de itens, o que implica menor variabilidade de resposta dos participantes e dificulta avaliar em que medida poderia estar relacionado com as demais variáveis pesquisadas. Este conjunto de argumentos foi levado em conta para não incluir a Comercialização do sexo no modelo a ser testado sobre as atitudes sexuais.

Portanto, ao cabo chegou-se a um instrumento estruturalmente diferente daquele apresentado originalmente. Com os quatro factores restantes (auto-erotismo, sexo pré-marital, pornografia e homossexualidade), constituídos por 16 itens de cada escala (SS e OS), compôs-se o Questionário de Liberalismo / Conservadorismo Sexual (QLCS), a ser testado mediante o uso de uma análise factorial confirmatória, procurando comprovar a existência destes quatro factores de primeira ordem e de um factor de segunda ordem, denominado como Liberalismo / Conservadorismo Sexual, objectivo do segundo estudo.

Estudo 2 - Análise Factorial Confirmatória do QLCS

Método

Participantes

Participaram desta pesquisa 313 estudantes de uma universidade pública de João Pessoa, sendo 159 mulheres e 154 homens, com idades entre 17 e 56 anos (M = 21,8; DP = 4,88). A maioria indicou ser solteira (87,5%) e de classe sócio-económica média (64,9%). Quanto à religião, a maioria disse ser católica (52,3%) e se considerar com um nível de religiosidade (M = 2,1 DP = 1,2) por volta da pontuação mediana teórica (2; amplitude de 0 = Nada religioso a 4 = Muito religioso). Além das perguntas demográficas, foram inseridas questões relativas à sexualidade: 93% disseram ser heterossexuais; 70% afirmaram ter tido a primeira relação sexual, com idade - na data da iniciação sexual - variando de 9 a 28 anos (M = 16,7; DP = 2,65). As mulheres tiveram seu primeiro intercurso sexual em idade mais tardia (M = 18,4; DP = 2,62) do que os homens (M = 15,7; DP = 2,10), t (210) = 8,12; p < 0,001.

Instrumentos

Para avaliar o liberalismo sexual dos participantes, foi utilizado o Questionário de Liberalismo / Conservadorismo Sexual (QLCS), desenvolvido a partir do instrumento de Hannon et al. (1999), já descrito anteriormente.

Escala de Conservadorismo Moral. Elaborada por Wald, Owen e Hill (1988, citados por Knight, 1993), apresenta dez itens relativos aos aspectos morais do liberalismo e conservadorismo, principalmente no que diz respeito aos papéis sexuais tradicionais e a condutas sociais específicas (por exemplo, Homens e mulheres deveriam ter os mesmos direitos legais; O governo deveria proibir o uso particular de maconha), respondidos em escala de cinco pontos, variando de 1 = Concordo totalmente a 5 = Discordo totalmente. Esta escala foi validada em amostras de congregações religiosas na região Sul dos Estados Unidos, tendo reportado consistência interna (Alfa de Cronbach, a) de 0,80. No contexto brasileiro os resultados foram mais moderados; o componente único (análise PC) apresentou valor próprio de 1,81, explicando 18% da variância total (a = 0,47).

Escala de Tradicionalismo Moral. Desenvolvida por Conover e Feldman (1986, citados por Knight, 1993), mede o apoio a valores sociais e morais conservadores, sendo apresentada como teoricamente relacionada, mas distinta das medidas de fundamentalismo religioso e autoritarismo. É constituída por oito itens, formulados como sentenças abstractas que enfocam as avaliações de mudanças nos valores e nas práticas morais da sociedade (por exemplo, Há muita liberdade sexual hoje em dia; Novos estilos de vida estão contribuindo para a destruição de nossa sociedade), sendo respondidos em escala de cinco pontos, variando de 1 = Concordo totalmente a 5 = Discordo totalmente. Seu Alfa de Cronbach (a) quando da elaboração foi 0,74. No presente estudo o componente único (análise PC) apresentou valor próprio de 3,12, explicando 39% da variância total (a = 0,77).

As escalas de conservadorismo e tradicionalismo moral tiveram alguns itens invertidos para que medissem na mesma direcção, ou seja, quanto maior a pontuação, mais atitudes conservadoras. Esperava-se que estas se correlacionassem negativamente com as sub-escalas de liberalismo sexual. Os participantes foram solicitados ainda a responder, além de questões demográficas constantes no primeiro estudo, o nível sócio-económico e o quanto se avaliam como liberais ou conservadoras no que diz respeito à sexualidade, devendo ser indicado em uma escala de cinco pontos (0 = Muito conservador e 4 = Muito liberal).

Procedimento

Os participantes foram solicitados a responder os questionários individualmente, em ambiente colectivo de sala de aula. Depois de obtida a autorização do professor da disciplina, os aplicadores solicitavam a colaboração voluntária dos estudantes. Foi-lhes informado que se tratava de uma pesquisa sobre condutas e atitudes sociais, não havendo respostas certas ou erradas. Estes preencheram um termo de livre consentimento. A todos foi enfatizado o carácter confidencial dos dados, assim como a natureza voluntária da participação. Em média, 30 minutos foram suficientes para concluir sua participação.

Resultados

Análise Factorial Confirmatória

Considerando o objectivo principal da presente pesquisa, isto é, conhecer a validade de construto do Questionário de Liberalismo / Conservadorismo Sexual, foi elaborado um modelo acerca da sua estrutura factorial. A análise factorial confirmatória é adequada para a testagem da estrutura factorial, pois permite: (a) a especificação de modelos teoricamente relevantes; (b) a identificação de factores de primeira e segunda ordens; e (c) a comparação de modelos alternativos para determinar qual possui o melhor ajuste (Bisquerra-Alzina, 1989). O modelo final testado da SS por meio do AMOS 4 pode ser observado na Figura 1.

Como é possível observar na Figura 1, a solução com os quatro factores foi estabelecida para a SS. No geral, o modelo teórico se ajustou razoavelmente aos dados: a razão ?2/gl foi de 3,38, com GFI de 0,89, AGFI de 0,85 e RMRS de 0,08. Além disso, a escala geral apresentou consistência interna (Alfa de Cronbach) de 0,88, sendo os índices específicos de cada factor também considerados satisfatórios: homossexualidade (a = 0,90), sexo pré-marital (a = 0,87), auto-erotismo (a = 0,82) e pornografia (a = 0,67). Com relação à OS, os resultados obtidos podem ser observados na Figura 2 (página 54).

Da mesma forma que na SS, a solução com quatro factores específicos e um geral para a OS também foi estabelecida, com um ajuste satisfatório do modelo aos dados. A razão ?2/gl foi igual a 1,87, com GFI = 0,93, AGFI = 0,91 e RMRS = 0,06. O índice de consistência interna da escala geral foi de 0,90. Os Alfas dos factores específicos também foram considerados aceitáveis: homossexualidade (a = 0,93), auto-erotismo (a = 0,87), sexo pré-marital (a = 0,81) e pornografia (a = 0,70).

Em resumo, tanto para a SS como para a OS foi confirmada a existência de um factor de segunda ordem denominado Liberalismo / Conservadorismo Sexual e quatro de primeira ordem. O instrumento final é formado, assim, por 16 itens de cada escala. Posteriormente, procurou-se analisar a validade convergente desta medida.

Validade Convergente

Com o objectivo de testar a validade convergente do Questionário de Liberalismo / Conservadorismo Sexual (QLCS), procurou-se verificar a correlação entre as pontuações totais das suas sub-escalas com aquelas de conservadorismo e tradicionalismo moral. Foram calculadas ainda as correlações com o grau de religiosidade e o nível de conservadorismo auto-percebido dos participantes (Tabela 3).

Como pode ser observado nesta tabela, as pontuações totais do liberalismo sexual apresentaram correlações negativas com o conservadorismo moral (SS: r = -0,54, p < 0,001; OS: r = -0,58, p < 0,001) e tradicionalismo moral (SS: r = -0,62, p < 0,001; OS: r = -0,66, p < 0,001), indicando a convergência do conteúdo destas medidas. As pontuações totais de liberalismo sexual se correlacionaram negativamente com o grau de religiosidade (SS: r = -0,43, p < 0,001; OS: r = -0,44, p < 0,001) e positivamente com o grau de conservadorismo / liberalismo auto-percebido (SS: r = 0,61, p < 0,001; OS: r = 0,61, p < 0,001). O conservadorismo e tradicionalismo moral se correlacionaram directamente com o grau de religiosidade (r = 0,31 e 0,45, respectivamente; p < 0,001 para ambos). Da mesma forma, o nível de liberalismo auto-percebido apresentou correlações inversas com o conservadorismo moral e tradicionalismo moral (r = -0,42 e -0,49, respectivamente; p < 0,001).

Finalmente, a média de liberalismo (M = 2,5; DP = 0,93) auto-percebido dos participantes se situou acima do ponto mediano da escala de resposta (2; amplitude de 0 = Muito conservador a 4 = Muito liberal), t (312) = 46,97; p < 0,001, sugerindo que estes são mais liberais do que conservadores em temas de sexualidade.

Discussão Geral

O propósito principal deste estudo foi apresentar uma medida multi-factorial do liberalismo / conservadorismo sexual, comprovando sua validade de construto e convergente. Espera-se que este tenha sido alcançado. Embora esta pesquisa ofereça contribuições para conhecer o liberalismo / conservadorismo sexual, não se descartam limitações. Particularmente, é necessário assinalar que as amostras não podem ser consideradas representativas da população paraibana, pois foi constituída exclusivamente por estudantes universitários. Não se conhece o padrão de resposta ao Questionário de Liberalismo / Conservadorismo Sexual na população geral. Neste sentido, espera-se que novos estudos possam ser realizados, com a aplicação deste instrumento em diferentes amostras, de forma a aprofundar o conhecimento acerca do liberalismo / conservadorismo sexual.

Além disso, a colecta de dados foi realizada com base em auto-relatos. Por conseguinte, os resultados apresentados são evidências acerca das atitudes e dos comportamentos sexuais reportados pelos participantes. Entretanto, não foi o propósito deste estudo efectuar generalizações. Pretendeu-se unicamente apresentar um instrumento acerca do construto liberalismo sexual que pudesse ser adequado para utilização em pesquisa no contexto brasileiro. Finalmente, cabe assinalar que a Escala de Conservadorismo Moral apresentou índice de consistência interna bem abaixo do que seria recomendado (a = 0,70; Nunnally, 1991), o que demanda rever a pertinência de empregá-la em pesquisas futuras. Apesar desta limitação, sua correlação com o QLCS, indicação da validade convergente deste questionário, é consistente com a observada para a Escala de Tradicionalismo Moral. Feitos estes comentários, cabe considerar mais pormenorizadamente os resultados antes descritos.

Estrutura Factorial

Inicialmente, exigiu-se conhecer os parâmetros psicométricos do Questionário de Atitudes Sexuais. Sua versão original possui 33 itens em cada sub-escala, num total de 66 itens, distribuídos entre os factores Auto-erotismo, Heterossexualidade, Homossexualidade e Comercialização do sexo. Para a realização do presente estudo, os itens relativos a variações sexuais (sexo oral, anal etc.) foram substituídos por itens acerca de sexo pré-marital e o uso de camisinha. As análises estatísticas efectuadas no instrumento proposto (QLCS) sugeriram que esta medida poderia ser perfeitamente reduzida a 16 itens em cada sub-escala (total de 32 itens), avaliando as dimensões Auto-erotismo, Sexo pré-marital, Pornografia e Homossexualidade, com índices de consistência interna satisfatórios em ambas as sub-escalas (Self: a = 0,88; Other: a = 0,90). Portanto, oferece-se aqui uma nova estrutura do liberalismo sexual, que poderá ser útil em estudos futuros, apresentando-se de modo mais parcimonioso.

Validade Convergente

Quanto à validade convergente do presente instrumento, as escalas de conservadorismo e tradicionalismo moral foram incluídas na pesquisa com o objectivo de verificar sua correlação com as sub-escalas propostas de liberalismo sexual. Neste sentido, as medidas de conservadorismo e tradicionalismo moral apresentaram correlações negativas com ambas as sub-escalas do liberalismo sexual, o que pode indicar uma convergência do conteúdo destas pontuações. Correlações positivas com o grau de religiosidade do participante também foram encontradas, tanto para o conservadorismo como o tradicionalismo moral, corroborando achados prévios acerca da relação entre o conservadorismo e a religiosidade (Joe, Jones & Miller, 1981). Além disso, foi solicitado aos participantes que respondessem o quanto se consideravam conservadores / liberais com relação à sexualidade. Estas pontuações se correlacionaram positivamente com o liberalismo sexual dos participantes, tanto na sub-escala Self como na Other, e negativamente com o conservadorismo e tradicionalismo moral. Tais achados parecem comprovar a validade convergente deste instrumento.

Atitudes Liberais / Conservadoras

Além dos resultados referentes às correlações do liberalismo / conservadorismo sexual com o nível de religiosidade e de liberalismo auto-percebido dos participantes, é interessante observar a tendência liberal destes com relação aos temas abordados, principalmente no que diz respeito à sexualidade do outro, o que corrobora o estudo de Hannon et al. (1999). A maior aceitação com relação ao outro é característico de um posicionamento ideológico liberal que, como afirmam Knight (1993) e Ten (1999), enfatiza a liberdade individual e, principalmente, a tolerância às diferenças. Tal posicionamento não é aceito pelos conservadores, que enfatizam um padrão social de comportamento que deve ser seguido e respeitado por todos (Knight, 1993), principalmente no que diz respeito à moralidade e ao estilo de vida (Robinson, 1993).

No entanto, esta tendência liberal pode ser atribuída a outros factores. A maior liberalização do comportamento sexual dos jovens é amplamente divulgada na literatura (Caron & Moskey, 2002; McCabe & Cummins, 1998; Risman & Schwartz, 2002). Se considerado que a amostra é constituída, basicamente, por jovens (Média de idade = 21; DP = 4,88), é esperado que este padrão seja observado. Além disso, de acordo com Tamayo (1988, 1994), os universitários priorizam mais um padrão valorativo que enfatiza a tolerância e a abertura à mudança do que a população geral.

Pesquisas Futuras

Recomenda-se que outras variáveis sejam associadas ao liberalismo sexual, de forma a garantir um estudo mais minucioso do mesmo. A análise das características demográficas, como diferenças de género, idade e religião, que não foram levadas em consideração neste estudo, mereceriam maior atenção. Caberia, igualmente, sugerir o uso da Teoria da Acção Racional, amplamente utilizada em pesquisas acerca de comportamentos na área da saúde (Dias, 1995; Gonçalves & Dias, 1999). De acordo com Ajzen (2001), o melhor preditor para o comportamento individual é a intenção comportamental, ou seja, as pessoas agem de acordo com suas intenções. Estas, por sua vez, são determinadas pelas atitudes frente ao comportamento em questão (âmbito pessoal) e pela norma subjectiva (âmbito social). Tal teoria pode ser de grande importância para o estudo da conduta sexual geral, mediante a construção de instrumentos que abarquem o tema e sirvam como base para a elaboração de modelos teóricos que expliquem este comportamento e que possam ser associados às atitudes liberais / conservadoras frente à sexualidade.

Outro ponto a ser levado em consideração é a relação entre o liberalismo sexual e o comportamento real dos participantes. Poderiam ser incluídas questões acerca do tipo de experiência sexual já vivenciada pelos respondentes no que diz respeito aos quatro factores do liberalismo (auto-erotismo, sexo pré-marital, pornografia e homossexualidade), de forma a verificar em que medida sua pontuação nestes factores estaria correlacionada com suas experiências respectivas.

Finalmente, ao compreender a sexualidade enquanto uma construção permanente, influenciada pelas relações interpessoais e pelo contexto social, o construto liberalismo / conservadorismo sexual pode estar relacionado a alguns construtos que parecem ser importantes para sua explicação. Ao conceber os valores humanos como representações cognitivas das necessidades, que ajudam a orientar o comportamento dos indivíduos, estes podem ser considerados importantes para a compreensão do liberalismo / conservadorismo sexual (Hardy & Rafaelli 2003; Heaven & Oxman, 1999; McCree, Wingood, DiClemente, Davies & Harrington, 2003). Nesta direcção, caberia igualmente conhecer a relação do liberalismo sexual com a desejabilidade social, definida como uma tendência inconsciente de criar uma impressão positiva de si mesmo, evitar críticas e receber a aprovação geral (Crowne & Marlowe, 1960). Essa tendência pode ter influência sobre os construtos estudados e as respostas dadas aos instrumentos de medida, devido ao fato de que o objecto de estudo é de natureza privada e pode abranger comportamentos e sentimentos socialmente indesejáveis.

Por: Valeschka M. Guerra; Valdiney V. Gouveia
(Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Brasil)

Adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca
www.venuscreations.ca/ManoBelmonte
Só Sexo



Número:  75
Data:  SÁBADO, 12 DE JANEIRO DE 2008
Título:  ASSEXUAL

Este artigo é sobre a assexualidade humana.

* Assexualidade é a idéia de orientação sexual caracterizada pela indiferença à prática sexual, ou seja, o assexual é um indivíduo que não sente atração sexual tanto pelo sexo oposto quanto pelo sexo igual. Algumas pessoas acreditam que a assexualidade não é uma orientação sexual mas uma disfunção sexual, enquanto há a probabilidade de um terceiro tipo de pessoas que não acreditam na assexualidade.

Debate

Há um desacordo sobre se a assexualidade é uma orientação sexual legítima. Alguns argumentam que ela cai sobre o nome de distúrbio de hipoatividade sexual ou distúrbio da aversão sexual. Entre os que não acreditam ser uma orientação, outras causas sugeridas incluem abuso sexual passado, repressão sexual, problemas hormonais, desenvolvimento tardio de atração, e não ter encontrado a pessoa certa. Muitos assexuais auto-identificados, enquanto isso, negam que tais diagnósticos se apliquem a eles; outros argumentam que, porque a sua assexualidade não lhes causa angústia, não deveria ser vista como um distúrbio emocional ou médico. Outros argumentam que no passado, foram feitas afirmações semelhantes sobre a homossexualidade e bissexualidade, apesar do facto de que muitas pessoas agora as considerem como orientações legítimas.

Em virtude da falta de pesquisa no assunto, existem poucas provas documentadas em favor de qualquer lado no debate.

Pesquisa

Um estudo feito com cordeiros chegou ao resultado de que cerca de 2% a 3% dos indivíduos estudados não tinham interesse aparente em acasalar com sexo algum. Outro estudo, foi feito com ratos e gerbils, em que até 12% dos machos não mostraram interesse nas fêmeas. Suas interações com outros machos não foram medidas, contudo, então o estudo é de uso limitado no que toca à assexualidade (Westphal, 2004).

Uma pesquisa de opinião no Reino Unido sobre sexualidade incluiu uma pergunta sobre atração sexual, e 1% dos entrevistados responderam que "nunca se sentiram atraídos sexualmente por absolutamente ninguém" (Bogaert, 2004). O Kinsey Institute conduziu uma pequena pesquisa sobre esse assunto, que concluiu que "os assexuais parecem melhor caracterizados por pouco desejo sexual e excitação que por baixos níveis de comportamento sexual ou alta inibição sexual" (Prause e Graham, 2002). Esse estudo também menciona um conflito quanto à definição de "assexual": os pesquisadores descobriram quatro definições diferentes na literatura, e afirmaram que era incerto se aquelas identificando assexual estavam se referindo a uma orientação.

Variações

Há diferenças entre as pessoas que se identificam como assexuais, principalmente entre elas a presença ou ausência de uma direção sexual ou atração romântica. Alguns experimentam apenas um desses, enquanto outros experimentam ambos, e ainda outros nenhum deles. Há uma discórdia sobre qual dessas configurações pode genuinamente ser descrita como assexual. Enquanto um número de pessoas acreditam que todas as variações sejam qualificadas como tal, muitas outras acreditam que para ser assexual, deve-se ter falta de direção sexual, atração romântica ou ambos.

A direção sexual desses assexuais que têm uma, não é dirigida a nada; é apenas um desejo por estimulação sexual ou liberação. Pode variar de fraco a forte, e de raro a frequente. Alguns assexuais experimentam sentimentos sexuais mas não têm desejo de fazer o ato, enquanto outros procuram liberação sexual, seja via masturbação ou por contato sexual, ou ambos.

Para aqueles assexuais que experimentam sentimentos de atração romântica, ela pode ser direcionada para um ou ambos os gêneros. Esses assexuais freqüentemente têm desejos por relacionamentos românticos, variando de ligações casuais até casamento, mas freqüentemente não querem que essas relações incluam atividade sexual. Por causa dessa orientação sexual, alguns assexuais se descrevem como assexuais gays, bissexuais, ou heterossexuais; isso é relacionado ao conceito de orientação afetiva.

Aqueles assexuais que não querem relacionamentos românticos estão numa posição difícil, já que a maioria das pessoas não são assexuais. Assexuais capazes de tolerar o sexo podem fazer par com não-assexuais, mas então sua falta de atração pode ser psicologicamente angustiante para seu companheiro, fazendo um romance de longa duração difícil. Assexuais que não podem tolerar o sexo devem ou se comprometer com seus companheiros e ter uma certa quantidade de qualquer jeito, dar a seus companheiros permissão de procurar sexo em algum outro lugar, ter relacionamentos sem sexo com aqueles poucos que ele tem desejo, só namorar outros assexuais, ou ficarem solteiros.

Alguns assexuais usam um sistema de classificação desenvolvido (e então aposentado) pelo fundador da Asexual Visibility and Education Network, uma das principais comunidades online de assexuais (abreviada como AVEN). Nesse sistema, assexuais são divididos em tipos de A a D: um assexual do tipo A tem direção sexual, mas sem atração romântica, um tipo B tem atração romântica mas não tem direção sexual, um do tipo C tem ambos, e o tipo D, nenhum. As categorias não significam que são inteiramente discretas ou "escritas na pedra"; o tipo de uma pessoa pode mudar, ou pode-se estar na fronteira entre dois tipos. Note que a própria AVEN não usa mais esse sistema, já que ele é muito exclusivo, mas um número de assexuais ainda a sentem como uma ferramenta útil para explicar sua orientação.

Note que a assexualidade não é o mesmo que celibato, que é a abstinência deliberada de ativiade sexual; muitos assexuais fazem sexo, e a maioria dos celibatários não são assexuais.

Assexualidade e religião

Muitas religiões ou seitas religiosas acreditam que a assexualidade é uma condição espiritualmente superior, e alguns assexuais crêem que sua falta de "desejos básicos" os permite sentir uma espiritualidade mais profunda, embora outros assexuais considerem isso uma atitude elitista. Por exemplo, é possível que em séculos passados, muitos padres católicos, monges, e freiras eram assexuais, incluindo muitos santos canonizados. Em outros credos, crianças eram consideradas um dom de Deus que não deveria ser recusado, um meio de espalhar a religião, ou ambos; deveria ser notado, no entanto, que alguns assexuais têm filhos, e algumas religiões elogiam tanto a assexualidade quanto as crianças. Além do mais, de acordo com algumas crenças religiosas, a sexualidade mesmo é sagrada ou um dom divino; certas variedades de Tantra envolvem sexo, por exemplo, e alguns tipos de neopaganismo e Nova Era incluem o conceito de sexualidade sagrada.

Atualmente, a assexualidade enfrenta pouca condenação religiosa.

Assexualidade na ficção

Talvez o exemplo mais antigo de personagem assexual possa ser encontrado em Hipólito, que evita todas as mulheres e devota sua vida à castidade. Em Os Miseráveis, de Victor Hugo, os dois protagonistas, Jean Valjean e Javert, podem ser considerados assexuados. Na ficção, o romance de John Braine The Jealous God (1964) é um bom exemplo de sexo visto principalemtne como pecado. Por outro lado, em seu romance de ficção científica Distress (1995), Greg Egan imagina um mundo no século XXII onde "assex" é uma das sete configurações de gênero conhecidas. Citação de Distress:

"Asex não era nada mais que um termo guarda-chuva para um grupo largo de filosofias, estilos de vestir, mudanças cirúrgicas e de cosméticos, e alterações profundas biológicas. A única coisa que uma pessoa assex tinha necessariamente em comum com outra era a visão que os parâmetros de gênero (neural, endócrino, cromossômico e genital) não interessavam a ninguém mais, somente a si próprios, geralmente (mas nem sempre) a seus amantes, provavelmente a seu médico, e às vezes a alguns poucos amigos próximos. O que uma pessoa realmente fazia em resposta a essa atitude poderia variar de tão pouco como clicar no botão 'A' nos formulário de censo, a escolher um nome assex, a fazer redução de peito ou de pêlos do corpo, ajustes do timbre de voz, reescultura facial, 'empouchment' (cirurgia para fazer os genitais masculinos retráteis), todas as formas de assexualidade neural ou física, hermafroditismo.

Um exemplo de personagem assexual simpaticamente apresentado na ficção científica é Aghora, um dos Metabarões de Alejandro Jodorowsky, que não é apenas assexual, mas também um transexual.

O conto de Samuel R. Delany de 1969, "Aye, and Gomorrah..." retrta uma sociedade onde astrouanutas se tornam sem sexo por que a radiação cósmica faz seus órgãos reprodutores inúteis.

O romance de Ryan A. Morgan de 1997, John-Jack Christian, conta sobre um adolescente lutando para lidar com sua assexualidade num ambiente adolescente normal, antes de recorrer ao fisiculturismo para se manter são.

Na série original de TV Doctor Who (1963-1989), o Doutor quase sempre era retratado como assexual apesar de sua regular companhia de mulheres jovens e atraentes. Já que a primeira companheira do Doutor, Susan Foreman, foi apresentada por sua neta, freqüentemente se assume, mas nunca foi confirmado, que o Doutor tenha sido casado anteriormente, e com filhos. O filme de 1996 causou alguma controvérsia entre os fãs do Doctor Who por ter o beijo do Oitavo Doutor com sua companheira Grace. Na nova série (2005), o Doutor ocasionalmente flerta, e tem um relacionamento romanticamente tingido com sua companheira Rose Tyler.

Nas tirinhas online da K. Sandra Fuhr, Boy Meets Boy (terminado) e Friendly Hostility (em produção), o cínico Collin Sri'Vastra diz ser assexual. Mais tarde ele cria um relacionamento com sua melhor amiga, Kailen "Fox" Maharassa, mas seu nível afetivo/romântico parece ser muito baixo, pelo menos no início.

Um dos personagens centrais do The House of Spirits de Isabel Allende, Clara, poderia ser considerada assexual. Nos anos posteriores, ela expressava uma falta de interesse no coito, comentando que isso apenas fazia seus ossos doerem.

Fonte: Wikipédia
Adaptação: Mano Belmonte



Número:  74
Data:  TERÇA-FEIRA, 08 DE JANEIRO DE 2008
Título:  

"Piranha" é a palavra da moda em Londres

Depois dos agitos do réveillon, uma nova palavra está sendo incorporada ao dia-a-dia dos britânicos: "piranha". Sim, exatamente aquele peixe devorador que é comumente associado a um certo comportamento feminino. A palavra foi primeiramente usada pela advogada Diane Benussi para descrever mulheres que usam as festas de fim de ano para tirarem algum proveito. E agora virou moda, como relata o "Daily Mail".

"Festas no escritório são uma excelente oportunidade para fazer com que colegas de trabalho cometam um deslize. O álcool flui, elas podem usar roupas mais sexy e estão todos geralmente mais relaxados", explica Benussi.

De acordo com a advogada há "piranhas" que entram em empresas com grande número de empregados do sexo masculino com a única intenção de arrumar um parceiro e, se tirarem a sorte grande, talvez até os próprios donos do negócio. Ou seja: profissionais liberais.

"Para essas mulheres isso funciona mais do que procurar uma agência de namoro", conta a advogada, que descreve uma "piranha" como uma Sharon Stone - a devoradora de homens de "Instinto Selvagem" - repaginada.

Para as tais "piranhas" de Londres não faz diferença se a presa é casada ou não. Muitas delas são tão hábeis que convencem a vítima a fazer sexo inseguro. Resultado previsível após nove meses. Benussi, especialista em direito matrimonial, disse que o número de divórcios provocados pelas "piranhas" está crescendo assustadoramente.

Como age uma "piranha"?

Menussi: Ela sempre ri das suas piadas, mesmo aquelas sem graça; veste-se de forma que você sempre a note; mexe no cabelo toda vez em que está falando com a vítima; ouve os seus problemas com uma atenção samaritana; fala dos próprios problemas de um jeito doce e deixa uma lágrima escapar para animar o instinto protetor do eleito da vez; sempre apóia suas visões políticas e vive tecendo elogios rasgados à presa.

Em rio em que há piranhas, alligator não nada de costas.

Fonte: Jornal O Globo.

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Só Sexo



Número:  73
Data:  SEXTA-FEIRA, 04 DE JANEIRO DE 2008 (P.M)
Título:  BRITÂNICA DE 24 ANOS TEM 200 ORGAMOS POR DIA

Photobucket Inglaterra - A britânica Sarah Carmen, 24 anos (foto), que sofre de uma síndrome rara, tem 200 orgasmos por dia, ou seja, um a cada sete minutos.

Em entrevista ao jornal “News of the World”, ela contou que qualquer coisa a faz chegar ao clímax, como o barulho do trem, ou o som do secador de cabelo.

Durante a entrevista, de 40 minutos, Sarah afirmou ter tido oito orgasmos. Ela sofre da Síndrome de Excitação Sexual Persistente, que leva ao aumento do fluxo sanguíneo para os órgãos sexuais causando excitação por grandes períodos, mesmo sem que haja estímulo sexual.

“Quando começou, aos 19 anos, meu namorado estranhou a quantidade de orgasmo que eu atingia durante a transa”, contou ela. “Muitas vezes queria ter o número necessário de orgasmos para acalmar-me. As vezes, queria ter uma vida normal”.

Sarah contou também que dispensa convites para ir a locais públicos com música alta e muita agitação. Ir à bares ou clubes barulhentos está fora de questão porque as vibrações a deixam doida. "Tenho que encontrar bares quietinhos. E eu tenho mais orgasmos quanto mais eu bebo, porque me relaxa, então eu tenho que beber muito pouco agora.

A situação mais hilária de orgasmo foi enquanto ela respondia a um questionário de pesquisa de mercado. "Eu tive um orgasmos na frente da pesquisadora. Ela sabia o que estava acontecendo e me olhou estranho. Eu tentei explicar que não podia ajudar, mas eu estava gemendo tanto que tive que sair andando".

Sarah está fazendo tratamento e segundo os médicos não há uma explicação científica provada para o problema dela. O mais provável é a infecção da região pélvica que pode estar estimulando os nervos do clitóris.

Fonte: Jornal O Dia Online (Brasil)

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Só Sexo



Número:  72
Data:  SEXTA-FEIRA, 21 DE DEZEMBRO DE 2007
Título:  FELIZ NATAL

Ùltima moda do inverno Canadiano

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Telegrama

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BOAS FESTAS E UM NOVO ANO FELIZ E POTENTE!

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Só Sexo



Número:  71
Data:  SEXTA-FEIRA, 14 DE DEZEMBRO DE 2007
Título:  



Número:  70
Data:  SEXTA-FEIRA 7 DE DEZEMBRO DE 2007
Título:  O ''SACRIFÍCIO'' DE SER HOMEM...

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Sim, porque não são só as mulheres que sofrem.

Deve ler com bastante atenção.
Porque os homens também merecem...

Ser homem é:
- Sentir a dor física de uma bolada nos tomates;
- A tortura de ter de usar fato e gravata no Verão;
- O suplício de fazer a barba todos os dias;
- O desespero das cuecas apertadas;
- A loucura que é fingir indiferença diante de uma mulher sem soutien;
- A loucura de resistir olhar para umas pernas com uma mini-saia;
- Ir à praia e resistir olhar para aquele mulherão que está deitada ao lado;
- Viver sob o permanente risco de ter de andar à porrada;
- Vigiar o grelhador no churrasco ao fim de semana, enquanto todos se divertem;
- Ter sempre de resolver os problemas do carro;
- Ter de reparar na roupa nova dela;
- Ter de reparar que ela mudou de perfume;
- Ter de reparar que ela mudou a tinta do cabelo de Imedia 713 para 731 loiro/bege;
- Ter de reparar que ela cortou o cabelo, mesmo que seja só 1cm;
- Ter de jamais reparar que ela está com um pouco de celulite;
- Ter de jamais dizer que ela engordou, mesmo que seja a pura verdade;
- Desviar os olhos do decote da secretária, que se faz distraída e deixa a blusa desabotoada até ao umbigo;
- Ter a obrigação de ser um atleta sexual;
- Ter a suspeita de que ela, com todos aqueles suspiros e gemidos, só está a tentar incentivar-nos;
- Ouvir um NÃO, virar para o lado conformado e dormir, apesar da vontade de partir o quarto todo e fazer um escândalo;
- Ter de ouvi-la dizer que está sem roupa, quando o problema é onde colocar novos armários para guardar mais roupa;
- Ter de almoçar aos domingos na casa dos sogros, discutir política com aquele velho reaça, tratar bem os sobrinhos, controlar-se para não olhar para o decote da irmã dela e não arrear um arraial de porrada ao irmão dela, sacana do caraças que vem sempre pedir dinheiro emprestado.

Depois Elas ainda acham que é fácil, só porque NÃO TEMOS O PERÍODO!

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Só Sexo



Número:  69
Data:  DOMINGO, 25 DE NOVEMBRO DE 2007
Título:  O SEXO MOVIMENTO MUNDIAL

O SEXO MOVIMENTO MUNDIAL

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AMIGOS:
De facto o mundo no seu eterno movimento
Dá-nos entender que o sexo é sim, constante
No mundo sexual isto é deveras importante,
É preciso, faz parte da vida cem por cento!

Há milhões de seres com esse comportamento,
Fornicam; haverá coisa na vida mais excitante?....
Também logo é a minha vez, assim neste instante
Acompanho o mundo a fornicar, com todo contento!

Pra tudo há maré, prazer, trabalho e…ténis
Pra vitalizar com potência o nosso pénis,
É um instrumento muito, muito apreciado!...

Pró sexo não há hora é, quando há calor,
Assim se liga co’a presença no computador,
Que se clica ou fornica ao segundo por todo lado!

UM ATENTO AMIGO
Algures em St. CLAIR



Número:  68
Data:  SÁBADO, 24 DE NOVEMBRO DE 2007
Título:  PEQUENO MA SABIDO

PEQUENO MAS SABIDO

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AMIGOS:
Esta curiosa imagem tem tanta realidade
Comparada co’o desejo sexual humano,
Nós, como os animais, isto não é arcano
O prazer do sexo, tem pra todos igualdade!

O cão reage: VOU ÀS PUTAS!...Talvez seja plano,
Então deambula pela rua, livre, à vontade,
Surge a cadela, zás, faz amor com naturalidade,
Talvez um dia seja este clima já tão mundano?!!!

Lá por ser “pechote” é dotado, tem carência,
O cio espevita por igual sua potência
Pra estes momentos agitados, mas almos!...

E, pra lição ser completa e cheio de razão,
Respondeu bem:--É pá, também tenho tesão
Ouve bem: Os animais não se medem aos palmos!

ALGURES EM St. CLAIR

Só Sexo



 
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