O Sport Clube Lusitânia de Toronto vai de “Vento em Popa”!!!
O Baluarte dos fans da cor verde, a 9 de Abril de 1976, instalou-se no 103 da Ossington Ave, em Toronto, onde permaneceu até ao final de 2011.
Aspecto geral da sala de festas e da mesa com o Buffet
Infelizmente devido à falta de manutenção do imóvel e à vontade do seu proprietário para efectuar reparações indispensáveis à asseveração de uma contínua rentabilidade e porque o clube, financeiramente devido à falta de acorrência, já não podia manter as condições adquadas à sua funcionalidade, mudou-se para as instalações da Casa dos Açores do Ontário sitas no 1136 da College Str, da grande cidade cosmopolitana de Toronto.
Aspecto geral da sala de festas e dos convivas
A mudança, por iniciativa do então presidente da Assembleia Geral Jonathan Silva e do presidente do Executivo Arthur Freitas, não foi fácil devido à negatividade de alguns sócios que discordavam com a mudança talvez contagiados pelo saudosismo, bairrismo e divisões que nos dias de hoje já não teem razão de existir. A Casa dos Açores do Ontário, “nunca foi, não é, nem nunca será, apenas dos micaelenses”, afirmou Carlos Botelho, expresidente do Executivo, a quem se ficou devendo, doa a quem doer, a iniciativa da compra do imóvel e sua reconstrução que deveria ser o orgulho de todos os açorianos “porque ela é de todos nós”.
Aspecto geral da sala de festas e da mesa com o Buffet
Ali já se encontram também os clubes, cada qual com seu próprio escritório: “Amor da Pátria” e “Operário”. E como ali todos se dão bem, pondo de parte, quezílias, sotaques e divergências opiniosas, enchendo o Salão Nobre em dias de festa.
Mais um aspecto geral da sala de festas e da mesa com o Buffet
Foi o que aconteceu no dia 28 de Janeiro de 2012: O Sport Clube Lusitânia de Toronto matou dois suínos e serviu um abundante jantar a duzentas e quarenta pessoas cuja ementa constava de torresmos, Molho de fígado, Morcela, Sarapatel, Chouriço, Inhame e Batata doce assada no forno. Talvez que ainda houvesse mais alguma especialidade do dia, mas como comi de mais, levando-me a tomar uns copos do Mateus e obrigando-me a fazer dieta nos dias seguintes, francamente; não me recordo! Porém havia uma transbordante alegria e boa disposição das senhoras que prepararam e serviram a comida: Bernadete Fraga ( Chefe da cozinha), Teresa Silva, Filomena Nunes, Fátima Valadão, Lúcia Gouveia e Luís Fraga.
Grupo Folclórico "Alma da Terceira" do S. C. Lusitânia de Toronto
Foi de facto uma noite para recordar algumas tradições terceirenses, como foi o caso do chamado “Rancho à porta” formado por membros do grupo folclórico da casa “Alma da Terceira” sob a presidência de Mário Aguiar.
Aspecto geral da sala e da mesa para o buffet
O grupo, mais tarde, exibiu-se exuberantemente em algumas modas regionais terceirenses.
Aspecto geral da sala de festas e dos convivas
Porque em anos idos fiz parte do grupo “Canção Regional da Recreio dos Artistas” de Angra do Heroismo, posso afirmar, mas sem vaidade ou pretensões, que tanto os bailarinos como os cantadores e tocadores fizeram um excelente trabalho. Bravo!!! Confesso que me fizeram sentir saudades dos meus tempos (…!?) Depois, para nos ajudar a digerir a (porcalhada), dançamos a contento ao som das cantigas suaves e bem ritmadas do José Ficher que, a propósito, veio da Terceira a convite do presidente do executivo do Sport Clube Lusitânia de Toronto, Arthur Freitas. Este, felicíssimo pelo sucesso da festa e de como os lusitanistas estão aderindo à nova morada, orgulhosamente apresentou a nova direção: Presidente da Assembleia Geral, Jonathan Silva e V. Pres, Manuela Sequeira. Concelho Fiscal; Pres, Kelly Homem, V. Pres, Nancy Pereira e Secretária Andrea Iguanez. Direção: Pres, Arthur Freitas, V. Presidentes; Tony Reis, Filomena Belerique, Dave Homem e Fátima Freitas, secretárias, Elizabeth Freitas, Nancy Pereira, Brian Silva e Maria Reis. Directores; Teresa Silva, Filomena Nunes, Jimmy Silva, Delfino Viveiros, Wendy Gonçalves, Helder Sousa, Danny Toste, António Roque Pereira e Gary Dias.
Aspecto geral da sala de festas e dos convivas
Estes homens, todos eles em idades compreendidas entre os trinta e quarenta anos de idade, mui simpaticamente e com um semblante que deixava transparecer franca satisfação, trouxeram para as mesas o pão e o feijão guisado com chouriço e pedaços de canelos dos suinos que nos pôs a ferver, como é sabido. Depois, de igual modo, vieram recolher a louça sem que primeiro nos perguntassem se algo mais era necessário.
Aspecto geral da sala de festas e dos convivas. No Pódio Arthur Freitas
Uma atitude bem profissional e exemplar de quem, talvez trabalhando na construção, sabe ser útil em outras actividades quando responde à chamada. São estes jovens que darão continuidade às nossas tradições. Bem hajam pela vossa aderência!
Este moço é natural da Ilha de S. Miguel. Tem uma agilidade que só por ela merece ser reconhecido
A festa terminou com as cantigas, às “trocas e baldrogas” de um jovem que apenas se identifica por Ye… Ye… Soube apenas que ele é natural de S. Miguel, Açores e verifiquei que ele tem uma coragem que por si só merece reconhecimento. Quantos indivíduos desejariam ter o sangue frio à Ye… Ye… para convencer o público a aplaudir e a rir escancaradamente como fizeram os convivas naquela noite. É que só para ver as articulacões e movimentos acrobáticos daquele moço vale a pena vê-lo e recompensá-lo com alguns dólares porque ele bem os necessita. Creio que nesse aspecto ele terá sido feliz porque estava entre o seu povo em dia de matança onde nem a aguardente faltou para afujentar a gripe e aqueles diabos que às vezes nos molestam
A Canção Nacional Portuguesa, agora Património Imaterial da Humanidade, em troca de ajuda monetária para uma causa mui nobre
Na cidade de Hamilton existe uma organização chamada “Portuguese Support Services For Quality Living” que quer dizer em português serviços de apoio para uma melhor qualidade de vida.
Da esquerda para a direita: Gabriel Teves, Manuel Silva, Januário Araújo, Sandra Silva, Avelino Teixeira e Leonardo Medeiros
É uma organização que abrange dois programas: “ECHO” que se dedica a pessoas com mais de vinte e un anos de idade com dificiências, físicas, motoras e mentais, e “Briges of Roots” que abrange pessoas da terceira idade com ou sem quaisquer dificiências físicas apenas carenciando de companhia. Esta organização começara com alguns pais com filhos dificientes, que lutavam com grandes dificuldades onde os deixar enquanto trabalhassem e outras pessoas que conheciam famílias em circuntâncias semelhantes.
Aspecto geral da sala de festas do Portuguese Support Services For Quality Living
O objectivo era oferecer aos dificientes melhores condições de vida: local para estarem juntos e acompanhados por alguém que lhes fosse útil. Estas pessoas deram as mãos e com a colaboração do Senhor Padre Janeiro, expároco da Igreja de Santa Maria em Hamilton, obtiveram a sala de festas da Igreja para iniciar o programa e extendê-lo a outras famílias.
A partir de então o programa foi crescendo e actualmente é oferecido aproximadamente a 30 indivíduos. O espaço tornou-se pequeno e foi necessário adquirir-se um velho imóvel, sito no 746 da Barton Str, que depois de limpo e pintado foi aberto no dia 22 de Junho de 2008.
O imóvel custou aproximadamente 130 mil dólares mas infelizmente não oferece todas as condições inerentes às necessidades dos utentes. A sua compra tal como a sua reconstrução foi possível graças à grande ajuda de várias entidades e organizações benéficas.
Outro aspecto geral da sala de festas do Portuguese Support Services For Quality Living
Vários indivíduos da nossa comunidade não só ajudaram na aquisição e reconstrução do edifício como também contribuíram para a aquisição do novo imóvel que fica ali vizinho.
Este último já se encontra em reconstrução e oferecerá melhores condições logísticas aos seus utentes. Quem sabe se um dia seremos nós, eu e os leitores, a fazer parte daquele grupo de utentes!? As coisas acontecem quando menos as esperamos! Por isso, vamos enlear as nossas mão e ajudar aquela organização da forma como pudermos.
Ainda mais um aspecto geral da sala de festas do Portuguese Support Services For Quality Living
O Governo Regional dos Açores também tem contribuído, anualmente, de alguma forma, para com a organização em questão e do Governo Provincial Canadiano também já foram recebidas algumas ajudas. Mas este louvável projecto necessita de mais contribuições financeiras e por isso são levadas a cabo várias angariações de fundos durante todo o ano.
Da esquerda para a direita: Gabriel Teves, Januário Araújo, Leonardo Medeiros e Avelino Teixeira
Nelas incluem-se noites de Fado às quais acorrem muitos estrangeiros não só por gostarem da Canção Nacional Portuguesa, agora Património Imaterial da Humanidade, mas também por quererem contribuir financeiramente para uma causa digna e justa. Foi o que aconteceu no Sábado dia 21 de Janeiro. A sala quase se encheu de convivas de nacionalidade portuguesa e inglesa.
O Fadista Castiço, natural da Ilha Terceira, Manuel Silva
Depois de municiosamente ter sido servido um abundante e delicioso jantar, Jacinta Ribeiro, Directora Executiva, introduziu o autor deste escrito que por sua vez apresentou o programa e o elenco que o constituío: Gabriel Teves na Guitarra Portuguesa, Januário Araújo na Viola de Fado e Leonardo Medeiros no Baixo Acústico.
Este Exímio Trio, primeiramente, como é da praxe, executou uma variação, para depois acompanhar o apresentador da noite ao que se seguiu Manuel Silva e Sandra Silva. Ela com uma voz bem afadistada, potente e doce, e ele com uma propensão castiça e talento a desabrochar cada vez mais, agradaram de sobremaneira. No interveal procedeu-se a algumas arrematações que sempre ajudam para com as depezas.
Mais um aspecto geral da sala de festas do Portuguese Support Services For Quality Living
Bem poucos convivas quiseram ir para casa sem ver o “fim do fia da meda”. Foi então que se fizeram algumas fotos para a prosperidade e assinalar mais uma noite de fado em Hamilton a favor da grande obra humanitária “Portuguese Support Services For Better Quality Living” cuja direção é formada por Aderito Pimenta, Alcindo Boucinha, Ana Fernandes, Cremilde Cowles, José Fernandes, Jason Teixeira, Liz Lopez, Maria Custódio, Marina Ribeiro, Manuel Madaleno, Manuel Simas e Zilda Ribeiro. O Executivo é constituído pelo Presidente Joe Botelho, V. Presidente Fátima Custódio, Tesoureira Helena Medeiros e a secretária Venilde Peterson.
Da esquerda para a direita: Gabriel Teves, Januário Araújo e Leonardo Medeiros
No dia 10 de fevereiro realizar-se-á a festa dos amigos e a 18 de mesmo mês a festa das amigas. Não faltem a estes eventos. Agradece a todos que contribuiram para o sucesso da noite de fados com os seus donativos e com o seu trabalho e a Clint Alves prprietário de Sound Soft Pruductions pelo excelente e profissionl som que nos providenciou.
Guitarristas, Fadistas e o Executivo do Portuguese Support Services For Quality Living
Um bem haja a este punhado de gente boa que, em prol dos menos favorecidos, física e financeiramente, se esforça para fazer a diferença na vida dos carenciados. Dá-lhes o vosso incondicional apoio para que essa diferença se extenda aos que ainda a aguardam.
Nos dias de hoje em que tanto se necessita de algo que atenue as nossas tristezas, preocupações e o peso das nossas responsabilidades quotidianas, nem o ar que respiramos suaviza essa inquietação porque está podrido. E a culpa é toda nossa: não nos preocupamos com o meio ambiente e quedamo-nos quietos e submissos perante as exigências que nos impõem. Os noticiários, tanto de cá como de lá, são quase todos de um conteúdo negativo. Até parece que os jornalistas primam por essa negatividade ou talvez sejam encorajados pelos responsáveis das producões radiofónicos e telivisivas, que emitem esses noticiários, para se debruçarem sobre o infortúnio dos que sofrem quer por consequências sobrenaturais quer por vontade dos homens sem escrúpulos que os governam. Infelizmente são as más notícias que atraem as maiores audiências. Isto, de acordo com os inquéritos feitos pelas redes televisivas e auditivas. Então, se assim é, porque não se ocupam da miséria que nos causam os milionários, exploradores da humanidade, que existem, cada vez mais, por esse mundo fora? Da moderna escravidão que se pratica nos países subdesenvolvidos e América do Norte? Quem, tendo um coração humano, se poderá divertir ou passar o tempo de lazer mirando um ecran saciado pelas desgraças que acontecem dia após dia? Quem, tendo um coração pulsante, poderá sentir-se bem consigo próprio, enquanto vê televisão, ao deparar-se com imagens de seres humanos sem tecto onde se abrigar nem uma mísere fatia de pão para calar a fome? Quem, auferindo chorudos salários, poderá sentir-se realizado quando há indivíduos que nem o salário mínimo é-lhes pago pelo árduo trabalho que executam e mesmo assim, ainda, involuntariamente, contribuém para salários exageradas como são os dos nossos governantes. E estes, apesar de nos exigirem o aperto do cinto, como na gíria se diz, descaradamente abusam das ajudas de custo que auferem, no caso de deslocações, e votam anualmente no incremento dos seus próprios salários sem se preocuparem com o aperto do cinto dos cidadãos que estão sob os seus cuidados e que deveriam previamente ser consultados para tal fim. Governantes que apenas governam os seus próprios interesses e os de certos grupos que tentam apossar-se das rédeas governamentais dos países que agora se encontram em desalinho. Eles não se cansam de sugar o líquido excrementício dos pobres.
Os políticos renderam-se às multinacionais. Esqueceram-se de que são os salários da classe trabalhadora que movimenta a economia de uma nação e que são as pequenas empresas que mais empregam trabalhadores. Como poderão eles, talvez numa maioria, a ganhar o ordenado mínimo, desprovidos do poder de compra, contribuir para a economia do seu país? E ainda, desavergonhadamente, lhes pedem que comprem e que gastem o pouco dinhero que lhes resta depois de pagarem a renda da casa e comprar o pão para pôr na mesa. Como poderão eles educar seus filhos? Haveremos ainda de chegar ao tempo em que Portugal era governado por ditadores e são frequentavam os liceus e as universidades os filhos dos ricos ou de pais bem empregados, ou então de pais que passavam necessidades para dar estudo aos filhos.
E como podemos ignorar os salários dos chamados CEOs, homens e mulheres, por enquanto mais mulheres do que homens, que geram as grandes multinacionais e os bancos onde depositamos os poucos centavos que nos restam? Até quase que, matematicamente, nem sabemos como descrevê-los!? Como podem eles aquietar-se tranquilamente sabendo da fome que existe no mundo? Será que apenas tiveram inteligência para conseguir a sua formação e não para sugerirem aos líderes dos seus países uma fórmula para sair do impacto em que se encontram sujeitos às exigências e imposições da Troica? Nos Estados Unidos há milhares de cidadãos, com aproximadamente setenta anos de idade e outras mais idosos, à procura de emprego porque a reforma não lhes basta nem apenas para sobreviver! Porque será que essa informação não nos chega via canais televisivos americanos ou canadianos?! Ela faz parte da tal negatividade que mencionei no início deste meu desabafo! Para ter-mos conhecimento desta realidade é necessário que vejamos uma Aljazeera ou uma Press Tv, porque as outras estações televisivas silenciaram-se. Que pena! É que cada vez mais somos manipulados por essa gente indecente e não abrimos os olhos!
A situação de desespero em que se encontra a Europa e os Estados Unidos, quanto a mim, não é mais do que uma manobra política capitalista para acabar com a classe média e ter a classe pobre prostrada a seus pés e resignadamente pronta a trabalhar por qualquer paga que lhes propõem porque… soa dizer-se… mesmo pequena que seja sempre é melhor do que nenhuma. E é exactamente isso que os empregadores querem ouvir. Que pena sermos tão submissos quando temos a liberdade para expelirmos livremente, no ar que respiramos, o nosso desabafo…
Sim, porque a minha vida mesmo que me pertença depende muitas vezes da forma como os políticos agem. Mas afinal, ser mais dócil para com minha esposa não foi possível porque por influência dos movimentos femininos ela às vezes agiu com certa arrogância se bem que depois me viesse lamber as orelhas despertando as minhas glândulas procriadoras.
Ser mais paciente para com quem de mim precisou não consegui porque apesar de me ter dado por inteiro e desfeito em mil préstimos, não fui bem entendido e fui espezinhado cruelmente. Mas como diz o velho ditado “cá se faz cá se paga” a seu tempo hei-de ver o resultado de tais atitudes para comigo.
Ter uma maior compreensão e aceitação das exigências que me foram impostas, muito especialmente pelos criadores das leis que regeram a minha vida de cidadão, não foi possível porque cada vez mais me sinto revoltado com elas. Só facultaram os abastados a se abastecerem cada vez mais à minha custa porque sou eu, e outros pobres como eu, que contribuíram para a construção e reconstrução das estradas por onde andam os atrelados pertencentes às grandes companhias multinacionais. Que contribuíram para a construção das escolas onde se educaram os profissionais deste país, dos quais alguns mais tarde abusarão dos poderes que lhes forem atribuídos. Porque somos nós os trabalhadores que pagamos impostos por cada cêntimo que amealhamos enquanto que aos milionários e semi-milionários foram-lhes dadas grandes margens para desviarem parte dos seus lucros depositando-os no estrangeiro. Tais lucros foram o fruto do árduo trabalho dos seus empregados explorados e mal pagos pelo trabalho que executaram. Por consequência durante este ano que agora finda, para além de muitas outras coisas que não consegui entender nem tolerar incluo o aumento dos chorudos salários dos políticos, do Canadá e de Portugal, incrementados por eles próprios e sem a nosso consentimento. Esses salários provêm do dinheiro dos contribuintes dos quais eu sou um deles.
Durante este ano, não consegui acalmar a minha raiva e o meu desespero por me aperceber que esses políticos, animais irracionais, pediram-me insistentemente para apertar o cinto enquanto eles, constantemente, foram alargando os seus. Durante todo o ano foram me pedindo sacrifícios em prol de uma solução para a crise financeira que eles próprios descuidadamente e, talvez propositadamente, criaram. E com que coragem e austeridade o fizeram!? Nunca ouvi nenhum deles dizer ou sugerir que os seus ordenados fossem reduzidos ou pelo menos congelados indefinidamente até que a crise se dissipasse. Pelo contrário, sentaram-se nos parlamentos instituindo leis que só me prejudicaram e beneficiaram a eles próprios e aos seus amigos, os homens de negócio e senhores de grandes companhias industriais.
Como poderei sentir-me feliz e calmo se cada vez há mais crianças a morrer sem uma mísera fatia de pão para saciar a fome e sem tecto? Se há milhões de indivíduos a perecerem por falta de medicamentos porque os mesmos se tornaram cada vez mais caros por imposição das companhias farmacológicas internacionais! Porque durante todo o ano ouvi dizer que vacinas contra o cancro, contra a hepatite, contra o HIV etc, etc, etc… tinham sido descobertas. Onde estão elas?! Talvez foram compradas pelas tais multinacionais e postas de parte porque a elas não lhes convém a cura dos doentes mas sim o prolongamento do sofrimento para que à custa de tais infelizes se encham, ainda mais, os cofres das tais multinacionais até que rebentem pelas costuras!
Será que no novo ano haverá um melhor raciocínio de todas as partes cúmplices deste caos que teima enlear-se nas nossas vidas!? Não sei! Não espero e ardo em pessimismo! Enquanto isso, vou pedir ao Homem Grande que me dê mais paciência e mais saúde para poder ser útil ao próximo e mais receptível do que de mim for exigido. Caros amigos: Façam o mesmo e tenham um novo ano muito feliz…
Natal da Terceira Idade efectuado por duas organizações
Presépio ao vivo pelos membros do grupo Vida e Esperança do centro Abrigo
Texto e fotos de Avelino Teixeira
Um tarde vivida na íntegra da sua essência entre amigos e conhecidos, todos de mãos dadas em busca de paz e amor, bens tão carenciados nos dias de hoje!
Mesa de iguarias sendo guardada por Luís Reis, de touca vermelha, presidente da secção da Terceira Idade da Casa dos Açores do Ontário
O evento, levado a efeito em parceria com o Centro Abrigo e o Grupo da Terceira Idade da Casa dos Açores do Ontário, a cargo de luís Reis, atraiu pessoas que talvez pela primeira vez acorressem áquela casa açoriana agora em rumo diferente e bem acolhedor.
Presépio ao vivo pelos membros do grupo Vida e Esperança do centro Abrigo
É que cada vez ali mais se respira um verdadeiro ambiente de fraternidade que já era ambicionado há muitos anos.
É impressionante notar-se o semblante de indiferença nas pessoas de várias procedências do arquipélago que actualmente vão frequentando as festas da Casa dos Açores do Ontário.
Aspecto geral da sala de festas da Casa dos Açores do Ontário
De facto podemos vestir camisolas com diferentes emblemas mas comungarmos da mesma essência, isto é, ser-se português embora nascido em diferentes parcelas de Portugal.
Outro aspecto geral da sala de festas da Casa dos Açores do Ontário
Naquela casa, por graça Divina, já se vêm pessoas que nasceram em todas as ilhas do arquipélago dos Açores e continente português.
Ainda mais um specto geral da sala de festas da Casa dos Açores do Ontário
Como é saudável podermos degustar das diversas gastronomias que essas mesmas pessoas trazem consigo e que compõem a cozinha portuguesa talvez a melhor no mundo dos comilhões.
Grupo Coral Feminino da Casa os Açores do Ontário
É exactamente o que aconteceu nos dias que antecederam à comemoração do nascimento do Redemptor. Uma iniciativa conjunta de pessoas de bom gosto que se dedicam à união da açorianidade, proporcionando conforto e alegria aos idosos e outras que trablham em prol dos atormentados pela violência doméstica e pela falta de recursos humanos cada vez mais escassos nos dias de hoje.
Grupo Vida E Esperança em plena actuação
Neste último aspecto, está em causa o Centro Abrigo, criado há vinte anos inicialmete para ajudar mulheres vítimas de vilência doméstica, a funcionar no edifício da Dufferin Mall em Toronto.
Aspecto geral da audiência naquele dia
Sem quaisquer fundos lucrativos, com apoios governamentais e da United Way, tem desempenhado um papel vital no seio da comunidade de expressão portuguesa de cuja alguns sectores também têm apoiado grandemmente o centro.
Após dez anos de funcionamento, criou um programa denominado “Integração e Desenvolvimento Comunitário” para ajudar recém-chegados e refugiados de expressão portuguesa, nomeadamente brasileiros e angolanos, em assuntos relacionados com a saúde emocional e bem estar, nomeadamente no que concerne a problemas de depressão, dificuldades matrimoniais, conflito entre gerações, trauma e outras situações com que o ser humano se depara e se defronta no seu dia a dia.
Grupo Terceira Idade do centro Abrigo em actividade de passeio
Milhares de indivíduos acorrem áquele centro em busca de ajuda nos seguintes aspectos: apoio social, emprego, violência doméstica, advocacia, aconselhamento individual e familiar. Estas pessoas são sempre atendidas com o maior carinho e seus assuntos tratados na maior confidencialidade possível. Só em 2010 foram ouvidas e ajudadas 760 mulheres vítimas de violência familiar. Regularmente, por ano, são atendidos à volta de cinco mil indivíduos e seus familiares totalizando o número de aproximadamente nove mil clientes. No centro trabalham vinte funcionários todos de origem portuguesa, excepto um deles, que podem tratar gratuitamente de assuntos variados como preenchimento de formulários vários, requerimento de pensões e submissão do Anual Income Tax de acordo com os regulamentos protocolares da Revenue Canada.
Quando o grupo se desloca em passeios
Como se tudo isto não bastasse, ainda em 2010 foi formado o grupo “Terceira Idade” com o fim de providenciar ajuda espiritual e entretenimento aos idosos de qualquer área citadina, e outras, abrindo-lhes as portas às terças e quintas feiras.
Membros do grupo Terceira Idade do centro Abrigo em passeio
Em colaboração com os utentes, naqueles dias é servido um abundante lanche seguido de programas de educação física, entretenimnto com música e dança nos quais voluntariamente todos participam. Para além de tais formas de lazer e exercício mental, são efectuados, de quando em vez, passeios de recreio e visitas a locais de interesse turístico.
Presépio ao vivo pelos membros do grupo Vida E Esperança do centro Abrigo
Em 2011, quase no final do ano, Zélia Tavares, voluntária naquele centro em algumas actividades com aproximadamente sessenta seniores, pediu à fadista mais antiga da comunidade portuguesa de Toronto para que formasse um grupo coral com eles.
Os pastores representados pelos filhos dos membros do grupo Vida E Esperança do centro Abrigo
Marília dos Santos, Conselheira, que ali trabalha há nove anos, também já tinha surgido o mesmo e se aproximado de Fátima Ferreira. Em princípio o grupo seria apenas para entretenimento pessoal, mas acabou por se tornar útil a outros centros e uma forma de expôr os partipantes a outras organizações públicas. Desde então, Fátima Ferreira tem enveredado todos os esforços possíveis para preparar o grupo constituído por aproximadamente trinta elementos que já tem actuado esporadicamente pela cidade de Toronto, em outros centros da terceira idade como Saint Clair Seniores e S. Cristovão, sempre com imenso agrado.
Grupo coral Vida E Esperança em plena actuação
O “Vida e Esperança”, como não poderia deixar de ser, também esteve presente naquele dia na Casa dos Açores do Ontário dando provas do seu talento, da dedicação e mestria de que tem sido alvo da parte da sua responsável. E com que forma se apresentaram!
Grupo coral Vida E Esperança do centro Abrigo dirigido pela cantora Fátima Ferreira
Todos irradiando uma contangiante alegria e sem convicções pessoais o que lhes fica muito bem. Musicalmente eram acompanhados por Messias Medeiros e Danieli Mazza.
Membros do grupo Vida E Esperança do centro Abrigo
Estão portanto de parabéns pela excelente actuação que terminou, como não podia deixar de ser, com a celebérrima canção Merry Christmas.
Depois, e ainda com membros do grupo coral, procederam à formação do presépio ao vivo quadro que indubitavelmente culminou, de uma forma extraordinária, a tarde natalícia que teve o seu início com actuações pelo grupo Chamarrita do Pico.
Chamarrita do Pico pelos membros do clube Amor da Pátria sedeados na Casa dos Açores
De António Cordeiro e Sonia Tavares, naturais de S. Miguel, acompanhados à Guitarra, Viola e Acordeão, respectivamente por Gabriel Teves, David Freitas, da Ilha de S. Miguel, e Barry Ivo oriunda da Ilha Graciosa. Mina Cabral, senhora de uma mui agradável voz e propensão artística, nascida no Canadá fila de pais micaelenses, que acompanhada com playback, entoou canções natalícias em inglês.
Da esquerda para a direita: Gabriel Teves, Mina Cabral, David Freitas, Barry Ivo e o vocalista António Cordeiro
A apresentação do espectáculo e condução de sorteios esteve cabalmente a cargo de Débora Cruz uma autêntica profissional.
Mesa de iguarias alimentícias à moda açoriana
Depois de tudo, foi um nunca mais acabar de degustar as diferentes gastronomias que foram a delícia de todos os presentes. Parabéns ao Centro Abrigo e Casa dos Açores do Ontário.
Como é bem saber-se que os cantores luso canadianos persistem nas suas carreiras e mesmo que seja em regime de part-time vão fazendo sucesso cantando para um público de várias nacionalidades que os recebe de braços abertos.
Joe Puga recebe uma ovação
Seu nome artístico é Joe Puga mas aquando do seu baptismo deram-lhe o nome de José Carlos Pinheiro. Nasceu a 8 de Agosto em Montreal, Quebec. Seus pais são naturais da Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel, Açores. Graças às suas raízes, e pelo facto de ter crescido no seio de uma família com cinco filhos em cujo lar sempre se ouvia música popular portuguesa, e se falava a língua de Camões, continuou a gostar delas. O seu primeiro álbum intitula-se “O Canadiano Português”.
Joe Puga com bailarinas Fruit De La Pacion
A sua inclinação para as cantigas talvez se deva ao facto de sua mãe cantar maravilhosamente bem, embora nunca o tenha feito em público. Porque sempre conviveu muito com a comunidade portuguesa de Montreal, através do seu primeiro trabalho discográfico, o comunicativo, mágico, emocional, dinâmico e dedicado cantor afirma o quão é importante falar e cantar em português.
Jordelina Benfeito, Kathleen Magalhães, Sarah Pacheco
E para que isso acontecesse de uma forma correcta e perfeita, porque nunca frequentara a escola portuguesa, pediu ajuda a uma senhora que prima pela gramática e pelo vocabulário camoniano e dá pelo nome de Adelaide Vilela.
Joe Puga com o Grupo Folclórico Português de Montreal
Joe Puga começou a cantar com a idade de 15 anos quando ainda frequentava a escola. É com um grupo de colegas da mesma, todos portugueses, que ele forma o conjunto musical Reality. Com um reportório totalmente constituído por música tradicional portuguesa, mas com uma roupagem mais ao estilo latino, actuam em cidades vizinhas. Fazem-no sempre com relevante sucesso e na presença de seus pais que são os seus mais fiéis e leais admiradores.
Joe Puga e Kathleen Magalhães
Mais tarde vem a ser vocalista de outros conjuntos musicais. Em 1997 inicia uma carreira a solo fazendo-se acompanhar de um grupo de bailarinas. Com estas e com a sua canção Tic. Tic. Tac., do seu album Fruit de la Pasion, o cantor atinge o auge da sua carreira e é reconhecido pela sua editora KLM Records com o disco d’ouro. É por essa altura que a sua canção é colocada no topo da lista das músicas mais tocadas em várias estações de rádio em toda a América do Norte, enquanto que, simultaneamente, com a sua editora e grandes nomes da música internacional, nomeadamente Vincente Degeorgio, Dave Pickel e Brian Adams, Joe Puga concluía grandes projectos musicais.
Joe Puga e balarinas Fruit De La Pacion
Voa até Ásia, Japão, Austrália, México e Portugal. É no país de origem de seus pais que se apresenta na Praça da Alegria da R.T.P.I e também na R.D.P.I e, oportunamente, lança o seu CD “Obrigado” com o qual se revela, com grande brio e positivismo, em Portugal Continental e Insular.
O inconfundível Joe Puga em plena actuação
Com mais de 500 espectáculos realizados pelas cinco partidas do mundo, decide voltar ao estúdio para gravar mais um trabalho discográfico com o qual culmina 25 anos de carreira artística em 2010. A gravação é da responsabilidade de Hernani Raposo.
Joe Puga demonstrando o seu poder interpretativo
É um projecto intuitivamente constituído por “Cóvers” para demonstrar a sua versatilidade interpretativa. Em 2011 realiza uma série de espectáculos de entre os quais se destaca uma actuação na Ribeira Grande, Ilha do Arcanjo. Ali já havia estado em 2004 e fôra recebido pomposamente pelo presidente daquela Edilidade.
Sarah Pacheco, Kathleen Magalhães e Jordelina Benfeito
No dia 10 de Dezembro, Joe Puga apresentou o seu novo trablho discográfico intitulado “Viva” no Centre Leonardo da Vinci em Montreal Quebec perante uma entusiástica assistência, muitos amigos e família. O pomposo evento, que indubitavelmente marca a carreira do artista, constou de Cocktail e espectáculo com a participação do Grupo Folclóric Português de Montreal, bailarinas do Fruit De La Pacion, de Sarah Pacheco, Jordelina Benfeito e a jovem Kathline Magalhães. Os acompanhamentos musicais estiveram a cargo de Hernani Raposo e sua orquestra composta por ele próprio, Caco na Bateria e Daniel Fernandes nos teclados.
Joe Puga com bailarinas Fruit De La Pacion
O novo trabalho discográfico é constituído por onze temas dos quais alguns são originais nomeadamente Tola Bengala, Sangue Latino, Falta de Amor e Viva. Do naipo fazem parte criações dele próprio que vêm confirmar a sua intuição e propensão para os rítimos da América Latina, bem como letras de Adelaide Vilela para músicas e arranjos de Hernani Raposo. Mas, como grande romântico que é, Joe Puga também se dedica às canções do seu género muito prinicipalmente as dos anos Setenta. Com alguma intuição para o Fado, neste seu novo trabalho, em homenagem a Amália Rodrigues de quem ele tanto gostava, incluiu o tema “Ó Gente da minha terra”.
Para além dos lançamentos efectuados em Montreal e arredores, Joe Puga apresenta também o seu novo trabalho em Mississauga, mais precisamente no Radisson Plaza Convention Centre, no dia 31 de Dezembro.
O grupo coral e instrumental “Melodias de Sempre” em advento natalício
Aspecto geral do Salão Nobre da Casa do Alentejo de Toronto
Aconteceu na Casa do Alentejo de Toronto no sábado dia 26 de Novembro cuja festa também serviu para angariar fundos para a gravação de um trabalho discográfico.
Aspecto bem cuidado das mesas
A sala decorada a preceito com a cor verde e vermelha, próprias da quadra festiva, quase se encheu de amantes das melodias que colocaram Portugal no painel musical internacional.
A simpatiquíssima e dinâmica Maestrina, natural da Ilha Terceira, Maria Martins
Algumas delas pela voz da saudosa Amália Rodrigues e outras instrumentalizadas por famosos compositores e executadas por grandes orquestras sinfónicas que de quando em vez são transmitidas pela CBC e talvez outras estações de rádio que nós desconhecemos.
Naquele dia, obviamente, o reportório era todo voltado para as melodias natalícias. E de que maneira o interpretaram!
Membros do Grupo Coral Instrumental Melodias de Sempre
O grupo é constituído pelos músicos: Alberto Moniz, na Trompete, Manuel Avelar no Clarinete, José Silva no Bandolino, David Fernandes no Baixo, Manuel Quadros na Guitarra Clássica e Rogério Leal ao Acordião.
Pelas vozes de: Júlia Azevedo, Maria Bernardo, Eduarda Cardoso, Laurinda Carrasqueira, Rogério Leal, Maria José Marques, Fernanda Medeiros, Lassalete Mendes, Odete Morgadinho, Luís Palaio, Maria Lídia Santos, Evangelina Soares, Lourdes Vila Flor e Maria Xavier. Este grupo de pessoas amadurecidas e dedicadas a uma causa que merece a atenção da comunidade portuguesa é dirigido por Maria Martins, natural de Angra do Heroismo, Ilha Terceira. Veio para o Canadá ainda menina. Neste país obteve o seu nível académico sem esquecer o idioma do país em que nasceu e começou a crescer. Pretende perpetuá-lo através do reportório com nova roupagem que com a juda de seu pai Alberto Moniz vai paulatinamente introduzindo ao grupo.
Grande concentração da ensaidora e Maestrina do Grupo Coral / Instrumental Melodias de Sempre
A ideia de formar o Melodias de Sempre começou a despontar quando Maria e seu marido José Martins estavam envolvidos no clube Amor da Pátria tendo em mente seu pai Alberto Moniz Trompetista e Compositor já muito conhecido na Ilha Terceira. Ela pretendia criar algo que o envolvesse, marcasse a sua existência na comunidade e servisse de recordação para os dias vindouros. Se pensou melhor o fez.
Músicos e cantores do Grupo Coral Instrumental Melodias de Sempre
Actualmente o grupo está a criar a sua plataforma e muito embreve irá gravar o seu primeiro CD.
Da esquerda para a direita: Fátima Bento Editora do jornal "A Família Portuguesa", Porfírio Ribeiro com a Esposa, Victor Martins e o Guitarrista António Amaro
No evento, realizado graças ao patrocínio de muitas firmas portuguesas voluntários, som e luzes de Martins Sound Mix , participaram os seguintes intérpretes:
Da esquerda para a direita: Rogério Leal, Profírio Ribeiro e Victor Martins
Porfírio Ribeiro, Rogério Leal, Victor Martins e o grupo musical “More Than Us” compost por Alex, Diego, Andrés, David e Jason.
Alex Diego, oriundo da Ilha Terceira, Vocalista, Andrés, David e Jason
Estes jovens, com uma apreciada formação musical, vão ir muito longe se forem apoiados, como merecem, pela comunidade incluíndo a rádio e televisão.
Avelino Teixeira e Maria Martins na companhia de uma interessante criança sorteando a rifa a favor do evento
O jantar foi preparado e servido pelos voluntários da Casa do Alentejo que muito atenciosamente, como sempre, fizeram o seu melhor.
O Centro Cultural Português de Mississauga foi sala de visitas para o “Cantador de histórias”
Rodrigo está em digressão pela América do Norte para apresentar o seu mais recente trabalho discográfico “Cantador de histórias” que assinala cincoenta anos do seu percurso fadista que iniciou aos vinte anos de idade. Até então tinha sido apenas intérprete de canções latinas.
Rodrigo cantando as suas histórias entre as mesas e todos lhe prestam atenção
Um dia, ao visitar uma casa de fado em Alcântara, cantou “Biografia do Fado”, o único fado que sabia de cor, e apaixonou-se pela Canção Nacional até aos dias de hoje já com a bonita idade de setenta anos. É um testemunho vivo dos vários percursos que o fado teve.
Aspecto geral da sala de festas do Centro C. P. de Mississauga
Cantador de histórias? sim! porque é um fadista que se entrega de alma e coração à história que peculiarmente transmite, com muita profundidade, através da lírica que interpreta.
Rodrigo cantando histórias entre as mesas
Cada fado do seu reportório tem uma história e autores que ocupam um lugar muito especial no seu coração, porque “a eles deve a ferramenta com que vem trabalhando durante meio século”. O fado, que se tornou património imaterial da Unesco no dia 27 de Novembro, é uma história por si próprio. Nele se insere a vida dos portugueses de ontem, hoje e muito possivelmente de amanhã se os fadistas da nova vaga não deturparem a sua verdadeira essência.
Paulo Filipe depois de ter feito uma excelente actuação no final do espectáculo assina autógrafos
Pouco se sabe sobre o fado até ao primeiro quartel do século desanove devido às sucessivas invasões napoleónicas e à revolução nacional portuguesa que cemeçou a 1810.
Aspecto geral da sala de festas do Centro C. P. de Mississauga
Sabe-se algo mais a partir de 1820 altura em que nasce Maria Severa que depois de se ter prostituído e ter tido uma relação amorosa com o Conde de Vimioso morre em 1846. É nessa altura que se começa a saber a história da cantiga do povo português. Começou por ser cantada nas prisões pelos homens tatuados, nas hortas e nas tabernas onde se vendia vinho que bem poucos podiam tragá-lo. Por isso era necessário ter-se algo que atraísse os fregueses. Nesses locais, muitos deles sem dignidade alguma, para além de se cantar um fado de improviso praticava-se a prostituição e defrontava-se o ciume com navalhadas. Só depois de surgirem poetas populares com as suas histórias mais limadas o fado tomou um novo rumo, foi reconhecido como cantiga nacional e subiu ao palácio real.
Fadistas , Guitarristas, Patrocinadores e Presidente do Executivo Gilberto Moniz
No sábado, dia 25 de Novembro, a Canção Nacional esteve no Centro Cultural Português de Misissauga onde sempre acontece algo de especial. Desta feita não fugiu à regra. Com o patrocínio de R.E.D. de Rodrigo Valente, Europa Carpentry de Carlos Silva e Regional Insurance de Luís Arruda, aconteceu de uma forma que não enfadou ninguém, antes pelo contrário deixou a audiência sequiosa por mais.
Ricardo Parreira, Rodrigo, Marco Oliveira, Hernani Raposo e Paulo Filipe
A primeira parte do espectáculo foi entregue a Paulo Filipe que como sempre agradou e convenceu os amantes da modalidade que tem a propensão necessária para enveredar por caminhos de sucesso.
Ricardo Parreira, Rodrigo, Marco Oliveira, Hernani Raposo e Paulo Filipe
Ele não só cantou como encantou com o seu semblante afadistado e o cuidado de deixar saber os títulos e autores dos fados que canta. Qualidade muito rara nos trilhos fadistas. Foi bisado e teria cantado mais se assim o entendesse porque não cansava a audiência.
A segunda parte estava destinada a Rodrigo. Apesar do seu cansaço causado por uma longa viagem por terras do “Tio Sam” e de uma constipação que teimosamente não o deixava, demonstrou extraordinariamente a sua capacidade e potencial fadista e cantador de histórias.
Rodrigo contando as suas histórias entre as mesas
Fê-lo, como sempre, com dignidade e simplicidade juntando aos fados que cantava a história por detrás dos mesmos.
Rodrigo cantando as suas histórias entre as mesas e todos lhe prestam atenção
Quando se despediu já passava das duas horas da madrugada de sábado mas ainda ninguém se tinha atrevido ir para casa porque noites de fado assim bem à maneira não acontecem com muita frequência.
Ricardo Parreira, Rodrigo, Marco Oliveira, Hernani Raposo
Rodrigo trouxe consigo dois músicos muito jovens; Ricardo Parreira e Marco Oliveira.
Marco OLiveira senhor de uma linda voz
Este último também tornado fadista, dono de uma riquíssima voz, que por vezes lembra Frei Hermano da Câmara, já com um disco no mercado da especialidade, demonstrou a contento o seu talent e capacidade. O nosso Hernani Raposo também estava lá com o seu baixo doce e harmonioso. Todos estes ingredientes propícios a uma noite de cantigas foram ligados por um maravilhoso som produzido por Tony Silva proprietário do TNT.
O Centro Cultural Português de Mississauga está mais uma vez de parabéns
A ARTE DE IMPROVISAR NA CASA DOS AÇORES DO ONTÁRIO
Cantigas ao desafio na Casa dos Açores do Ontário
Cúmplices da cantoria
Uma tarde inesquecível na companhia de cinco excelentes improvisadores de origem jorgense terceirense e micaelense. Uma iniciativa em conjunto com o grupo Os Três Amigos de Scarborough; João Martins, Manuel Morgado e José Cordeiro
Bruno de Oliveira natural de S. Jorge, Ildeberto Ferreira natural dos Arrifes
O isolamento do Arquipélago Açoriano em tempos idos criava estados depressivos aos seus habitantes. E digamos que ainda continua a causar tais sentimentos muito especialmente aos que vivem no estrangeiro e usam a Sata para visitar as “Ilhas de Bruma”. Esta companhia transportadora, que infelizmente quase é a única a voar para aquelas paragens, ignora as necessidades dos açorianos que religiosamente visitam os Açores todos os anos, cobrando preços isorbitantes, reduzindo o peso da bagagem entre ilhas e abusando da paciência dos mesmos por vezes até com a sua arrogância.
António Izidro natural de S. Jorge, Paulo Botelho natural da Candelária
É o que acontece quando se tenta entrar em contacto com o seu balcão em Toronto. Raramente se consegue contacto pessoal e se se deixa mensagem à secretária automática esta nunca a devolve.
Bruno de Oliveira natural de S. Jorge, João Pinheiro natural dos Altares a viver na Artísia, Estados Unidos
Há quem prefira o arquipélago para anualmente passar férias por este ser propício à meditação e a um revigoramento emocional que todo o ser humano carece. Vejamos o que escreveu o Ilustre Improvisador José Eliseu natural de S. Bartolomeu, Ilha Terceira: Os primeiros povos que chegaram aos Açores e seus descendentes depararam-se com várias dificuldades ao longo dos subsequentes séculos. Debravaram matos, erupções vulcânicas e ataques dos piratas estrangeiros.
João Pinheiro natural dos Altares, Ilha Terceira, Paulo Botelho natural da Candelária
As sucessivas resistências foram moldando o carácter dos ilhéus e suas vivências de entre as quais emergiu a poesia como eco da alma insular. O cheiro das algas, o bulício das ondas, o chilrear dos pássaros, a fragância dos bosques e o silêncio dos campos são dádivas da natureza que induzem a inspiração do poeta açoriano que possui características muito peculiars.
António Izidro natural da freguesia de Santo Antão, Bruno de Oliveira da freguesia de Norte Pequeno Ilha de S. Jorge
De entre eles destacam-se os poetas populares nomeadamente os improvisadores. Fim de cotação. É o caso dos homens das cantigas ao desafio que passo a referir:
Bruno de Oliveira natural da freguesia de Norte Pequeno Ilha de S. Jorge
Bruno Oliveira nascido a 14 de Dezembro de 1987 na freguesia Norte Pequeno, Concelho da Calheta, Ilha S Jorge que começa a cantar por brincadeira a 5 de Setembro de 2009 na festa do Senhor Santo Cristo da caldeira em S. Jorge. É formado em Engenharia e Gestão do Ambiente e actualmente docente na Escola Básica e Secundária das Velas.
António Izidro natural da freguesia de Santo Antão Ilha de S. Jorge
António Izidro que aparece como tocador de Viola da Terra aos 15 anos de idade mas depois desperta para o improviso iniciando-se aos 19 anos. Presentemente tira o curso de Música variante de Direcção Coral e Formação Musical. Estes dois jovens, de uma encantadora delicadeza, amabilidade e improvisação fora de série, participaram numa cantoria no Domingo 13 de Novembro na Casa dos Açores do Ontário realizada em parceria com o grupo Três Amigos constituído por João Martins, Manuel Morgado e José Cordeiro.
João Pinheiro, Vasco Aguiar, Nuno Bruno Oliveira e Ildeberto Ferreira
Para além dos cantadores acima referidos, participaram também na fenomenal cantoria mais três conhecedíssimos improvisadores que sendo menos jovens porém não deixaram de impressionar o auditório com a sua mestria, calma e ponderância: Paulo Botelho natural da Candelária, que canta desde os vinte anos de idade, Hildeberto Ferreira natural dos Arrides a viver no Canadá desde 1970 e João Pinheiro natural dos Altares, Ilha Terceira a residir na artísia, Estados Unidos d’América. Estes cinco improvisadores, qual deles o melhor, deixaram os corações açorianos, presentes na sala, a pulsar de alegria, entusiasmo e amor. Todos eles, excelentes actores, ocuparam-se dos mais variados motivos de interesse para os açorianos. E se era necessário retorquir ao parceiro em tom mais azedador faziam-no discreta e respeitosamente.
O último segmento da cantoria foi preenchido com António Izidro e Bruno Oliveira que cantaram as belezas das nove ilhas do Arquipélago Açoriano de uma forma que indiscutivelmente marcou o evento e originou intermináveis ovações.
Ildeberto Ferreira e Bruno Oliveira
Para além dos momentos solenes da cantoria, aconteceram também outras instâncias em que o humor dominou por completo a assistência: as velhas da Terceira e a desgarrada final em que no palco todos os cantadores se fizeram acompanhar de todos os tocadores: Gabriel Teves, João Carlos Silva, Januário Araújo, Délio Borba e Ryan de Sousa.
Foi indubitavelmente uma cantoria para não esquecer que acabou com João Carlos Silva, natural de S. Mateus, Ilha Terceira, na interpretação de alguns fados do saudoso Fernando Farinha. O som esteve a cargo de Marco Paulo.
De parabéns está a Casa dos Açores do Ontário e os Três Amigos de Scarborough.