Elaine Paiva

Esta página é patrocinada por Amar Flowers.

Página 5 de 5

Página:  Anterior  1  2  3  4  5 

 
Número:  6
Data:  QUINTA - FEIRA 1 DE DEZEMBRO 2005
Título:  THE BOBs - BLOG PORTUGUÊS ESCOLHIDO PELO PÚBLICO

Blog escrito por Portugueses foi escolhido pelo público o melhor weblog no idioma português no Concurso do The BOBs (The Best Of The Blogs).

O júri do Deutsche Welle International Weblog Awards 2005 anunciou os ganhadores das 13 categorias do evento.
Na categoria Melhor Weblog, o argentino Mais respeito que sou tua mãe ganhou a disputa entre os oito finalistas. Trata-se de um blog-novela, que convenceu o júri com muita criatividade e uma bem-sucedida mistura de telenovela e comédia.



O ganhador do Prêmio Especial Repórteres Sem Fronteiras é o blog egípcio Manal and Alaa’s Bit Bucket.


Na última segunda-feira (14/11), o júri já havia anunciado esse resultado como forma de protesto contra o bloqueio e a censura de weblogs nomeados. Clique aqui para ver os ganhadores do Prêmio do Júri de 2005.

Resultado mais que satisfatório

Mais de 2500 Weblogs e Podcasts foram sugeridos por usuários de todo o mundo nas 13 categorias do concurso em sua primeira fase, de 1º a 30 de setembro. O júri então escolheu oito finalistas para cada categoria – uma tarefa nada fácil, afinal de contas eram weblogs e podcasts nos nove idiomas permitidos: alemão, inglês, chinês, espanhol, francês, persa, árabe, russo e português.


Usuários também decidiram



Blog Tupiniquim de Luís Galrão e Fernando Sousa.

Mais de 100.000 usuários participaram da votação online nas últimas quatro semanas e votaram em seus favoritos entre os oito finalistas nomeados pelo júri. Na categoria Melhor Weblog, o português Tupiniquim foi o escolhido do público. Os demais ganhadores você encontra na página de resultados.

O site Tupiniquim apesar de ter como foco notícias de índios brasileiros, é coordenado por internautas de Portugal. Os portugueses Luís Galrão e Fernando Sousa reúnem diversas notícias sobre questões indígenas e links para outros endereços virtuais que tratam do assunto.

Segundo Galrão, a participação no concurso foi muito importante, pois ajudou na divulgação dos assuntos citados no blog. "Como ativistas dos direitos humanos nos interessamos muito pela temática indígena", afirmou o internauta por e-mail a folha online.


Fontes: Folha online



The BOBs (The Best Of The Blogs).





Elaine Paiva
lanapaiva@oi.com.br

http://sleiyver.civiblog.org/blog/



Número:  5
Data:  SEGUNDA - FEIRA 22 DE NOVEMBRO 2005
Título:  INFORME LITERÁRIO - "120 HORAS"

Olá gente!


Eu havia prometido falar sobre LPB essa semana, mas como continuo com um problema particular resolvi deixar para vocês um informe Literário mais o artigo do Luis Eduardo Matta sobre LPB.

Informe Literário – 1ª Edição – Vênus Creations


120 Horas

ORIENTE MÉDIO, 1998.

Intriga internacional, drama, amor, poder, traição e mistério estão na base deste arrepiante thriller de ação e suspense. Aurélio Marcondes Amorim, um cientista brasileiro de alto escalão, é friamente assassinado depois de anos trabalhando no obscuro programa nuclear da Síria. Seu desaparecimento é uma etapa fundamental para a consolidação de uma meta: dotar a Síria da bomba de hidrogênio, a mais poderosa e mortífera arma jamais concebida pelo homem.
Na esteira da morte de Aurélio, algumas coisas começam a acontecer. No Rio de Janeiro, seu irmão, Horácio, aflito com o seu súbito silêncio, toma a decisão dramática de deixar o Brasil para localizá-lo a qualquer custo. Auxiliado pelo grande amigo Gabriel Karam, ele se lança numa busca frenética, que trará revelações inquietantes. Em Beirute, Randa Nohra, uma badalada estilista da alta sociedade libanesa, vê sua vida sofrer uma reviravolta, depois que o marido Fauzi, colega de Aurélio no programa nuclear, desaparece sem dar explicações. E quando um helicóptero é seqüestrado e uma carta misteriosa contendo um poema macabro anuncia um monumental ataque radioativo em plena Semana Santa católica, uma sucessão de crimes e acontecimentos perturbadores é deflagrada e tem início uma corrida desesperada contra o tempo, cujas conseqüências são imprevisíveis.
Ambientado em cenários tão diversos quanto o mundo glamouroso da alta-costura e os bastidores do tráfico internacional de armas, 120 HORAS é o relato assustador e quase real de uma conspiração diabólica que arrasta homens e mulheres comuns para um labirinto de situações insólitas e nebulosas. Um surpreendente thriller brasileiro à altura dos melhores já produzidos no gênero, cuja trama ágil e envolvente, de suspense incessante e ação de parar o coração, prenderá a atenção do leitor da primeira à última página.
O livro 120 horas poderá ser encontrado nas melhores livrarias do Brasil.

www.livrariacultura.com.br
www.siciliano.com.br

Sobre o Autor



LUIS EDUARDO MATTA NASCEU no Rio de Janeiro, cidade onde mora, em 1974, descendente de libaneses pelo lado paterno. Iniciou sua carreira literária em 1993, aos 18 anos, com a publicação de Conexão Beirute-Teeran, um thriller com tinturas policiais, ambientado no pós-guerra do Líbano, que recebeu prefácio do escritor Mansour Challita, ex-embaixador da Liga dos Estados Árabes e uma das maiores autoridades em assuntos de Oriente Médio no Brasil.
Seguiram-se dez anos até a reestréia, em 2003, com o bem-sucedido best-seller Ira Implacável: Indícios de Uma Conspiração, uma arrepiante trama de espionagem sobre uma grande conspiração terrorista internacional tendo o Brasil e o Oriente Médio como cenários. Em 2005, dando seguimento ao gênero, Luis Eduardo Matta foi ainda mais longe e produziu uma verdadeira obra-prima do suspense que abre definitivamente um novo caminho na moderna literatura brasileira: o thriller 120 Horas.
A publicação de 120 Horas é mais um passo para a materialização de um sonho antigo de Luis Eduardo Matta, um apaixonado pelos romances de espionagem e suspense desde a mais tenra adolescência, que nunca se conformou com a pouca atenção dispensada ao gênero pelos autores brasileiros. Sua decisão de abraçar a carreira literária veio acompanhada de um forte desejo de enveredar por um universo ficcional que, apesar de extremamente instigante e sedutor, permanecia inexplicavelmente escasso nas letras nacionais. Lidando com temas atuais num estilo, a um só tempo, ágil, sutil e refinado, o autor consegue dar ao thriller uma fisionomia brasileira sem, contudo, despojá-lo das características fundamentais que o consagraram como um gênero universal. Desta forma, a Literatura em língua portuguesa adquire feições diferentes, inovadoras que, longe de se contraporem à sua longa e gloriosa tradição, vêm preencher uma lacuna histórica.
Além dos livros, Luis Eduardo Matta, desde 2003, dedica-se à redação de artigos e ensaios, que foram publicados em diversos sites e revistas, a maioria no portal de cultura Digestivo Cultural, do qual é colaborador. É, também, idealizador de um movimento batizado como LPB - Literatura Popular Brasileira, que defende o desenvolvimento de uma literatura de entretenimento brasileira. Seus dois ensaios sobre o tema, publicados, respectivamente em novembro de 2003 e em agosto de 2004 causaram grande polêmica e levantaram um importante debate que, aos poucos, vem ganhando força e adeptos.
Escrevendo num ritmo frenético, Matta já tem projetos para vários livros na mesma linha do thriller, que pretende desenvolver com calma ao longo dos próximos anos. Quando não está isolado no seu escritório em Copacabana, às voltas com os enigmáticos enredos de suas histórias, ele pode ser visto passeando discretamente pelas ruas e alamedas do Rio de Janeiro, a cabeça muitas vezes a léguas de distância, à espera da visita inesperada de alguma idéia arrebatadora, capaz de alterar o destino de suas personagens e o rumo de sua narrativa.
Hoje, Luis Eduardo Matta é o único escritor de suspense não-policial em atividade no Brasil. Sua literatura apresenta-se, inclusive, como uma nova alternativa dentro da moderna narrativa internacional de suspense. O "thriller verde-amarelo" já é uma realidade e a sua consagração poderá assegurar, finalmente, ao Brasil e à língua portuguesa um assento no seleto clube dos autores do gênero. Vale aguardar as suas próximas aventuras.

Links de Acesso:
Digestivo Cultural
http://www.digestivocultural.com

Fonte: Site de Luis Eduardo Matta
www.lematta.com


A LPB na novíssima Literatura
por Luis Eduardo Matta

Território historicamente ocupado por eruditos e vanguardistas, a Literatura brasileira revezou-se ao longo do século XX entre o apuro da linguagem acadêmica e a busca constante por estilos que traduzissem a alma do povo e fizessem um diagnóstico fiel e contundente de um país em permanente mutação, ainda hoje carente de uma identidade na qual se reconheça por inteiro e se aceite em definitivo.

Sem querer entrar na discussão do que é ou não válido em relação à produção literária nacional, o fato é que tanto a erudição, quanto a experimentação, por mais extraordinários que tenham sido os resultados, acabaram abrindo um abismo considerável entre livros e leitores. Assim como no Direito, as leis, verbosas e intricadas, muitas vezes parecem ter sido redigidas de maneira a não serem assimiladas pela população leiga, muitos escritores brasileiros, guardadas as devidas exceções, atravessaram o último século aparentemente mais preocupados com o virtuosismo estilístico do que em se fazer compreender. Confrontados por um mercado leitor atrofiado, o prestígio junto à crítica exigente sempre à procura de um novo Machado ou Guimarães Rosa apresentava-se como o único caminho para a consagração, já que as possibilidades de se atingir uma vendagem razoável eram – e de certo modo, continuam sendo – bastante reduzidas. Pelo menos no início da carreira.

Um escritor que se proponha a produzir Literatura de entretenimento no Brasil esbarrará, primeiramente neste obstáculo – a dificuldade de profissionalização – para em seguida se defrontar com um inimigo ainda maior: a entranhada rejeição a este segmento ficcional, enraizada nos nossos círculos intelectuais. Experimente buscar a opinião de críticos e editores sobre o assunto e eles serão quase unânimes em alegar, antes de tudo, que não possuímos tradição nas letras de entretenimento em nosso país; um argumento que começa a fazer água, antes mesmo de ser concluído. Afinal, tradições sempre podem ser inauguradas. O Brasil não tinha tradição em Literatura urbana até Rubem Fonseca, nem em Literatura infanto-juvenil até Monteiro Lobato; e não foi o próprio Machado de Assis que, com o seu Memórias Póstumas de Brás Cubas inaugurou a escola realista, deixando para trás o romantismo que predominava na cena literária nacional até então?

Existe, é claro, o peso dos cânones e o temor de contrariar toda a nossa célebre trajetória literária, um dos orgulhos da cultura brasileira. Não podemos nos esquecer que vivemos, hoje, ainda muito próximos de um período extremamente rico da Literatura nacional em que brilharam autores geniais do quilate de Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, Erico Veríssimo, Clarice Lispector, Jorge Amado, Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto, entre muitos outros. É compreensível que as gerações surgidas logo a seguir se sintam oprimidas pela sensação desanimadora de que nunca conseguirão se igualar aos mitos, que dirá superá-los. No entanto, é preciso ter em conta que a reunião, num espaço de seis décadas, de tantos escritores extraordinários em atividade, como aconteceu no Brasil recentemente, é uma circunstância raríssima em qualquer Literatura do mundo e é muito provável que ela não se repita por aqui tão cedo. Os novos escritores precisam, então, vencer essa verdadeira angústia de influência e encontrar o seu próprio rumo no terreno da criação literária, sem o medo de estar cometendo um crime inafiançável.

Vendo por esse ângulo, a ausência de uma tradição de ficção de entretenimento no Brasil pode até ser positiva, uma vez que existe todo um vasto universo ainda bastante inexplorado a ser criado, sem a necessidade de se prestar contas aos cânones do passado. E a sua consolidação, a meu ver, só traria benefícios a todos. Aos editores, pois estes contariam com obras de mais fácil difusão e assimilação, que lhes proporcionariam receitas maiores permitindo-lhes, assim, investir naqueles autores mais sofisticados, de vendagem mais lenta e leitura mais complexa e elaborada; a um segmento de escritores, que enfim se libertariam da obrigação velada de sempre escrever o livro da sua geração e poderiam assumir-se simplesmente como artesãos das letras, contadores de histórias, dando, assim mais asas à criatividade e menos à erudição e à experimentação; e, acima de tudo, aos leitores, que ganhariam uma opção de leitura agradável e despretensiosa, com personagens e identidade brasileiras, sem mais precisar recorrer aos autores de língua inglesa sempre que desejassem se entregar a uma leitura mais digestiva. Seria uma renovação natural, semelhante à que ocorreu com a música. Do mesmo modo que, em dado momento da História, nasceu a MPB – Música Popular Brasileira –, que enriqueceu o panorama musical brasileiro, ampliando a gama de estilos e estimulando a criatividade de novos e talentosos artistas, seria excelente que o mesmo ocorresse com a Literatura e tivéssemos a oportunidade de assistir ao nascimento de algo como uma LPB – Literatura Popular Brasileira –, que longe de competir com a Literatura já existente, se somaria a esta, diversificando ainda mais a maneira brasileira de se pensar e produzir boa ficção.

Quem sabe, nos próximos anos, não surja uma corrente de escritores, empenhada em dar vida a uma LPB, numa mobilização semelhante às ocorridas no decorrer do século XX que, por tantas vezes, propuseram novos caminhos para se escrever e pensar o Brasil? Eu não tenho a menor dúvida de que este é o grande passo do qual nosso país necessita para aproximar em definitivo pessoas e livros, criando uma relação fecunda de intimidade e trazendo a leitura para o dia-a-dia do povo que, apesar de olhá-la com reverência, ainda prefere guardar reservada distância. No dia em que uma parcela dos escritores decidir produzir trabalhos de qualidade voltados primordialmente para o público e encontrar aliados no meio editorial que acreditem no seu potencial e decidam lhe dar o adequado suporte, a Literatura brasileira viverá, talvez, um dos momentos mais importantes e revolucionários de toda a sua História: a dessacralização do ato de ler e a sua imediata incorporação ao lazer das pessoas comuns.


LUIS EDUARDO MATTA
Matéria publicada no site Paralelos Org em 2003
http://www.paralelos.org/out03/000456.html

Nota por Elaine Paiva

Quando o Luis Eduardo Matta fala em LPB começamos a refletir também sobre a democratização da literatura em vários países. E para democratizar a literatura é impossível não falar de incentivos fiscais do Governo às editoras no sentido de diminuir os impostos e conseqüentemente baixando os custos das publicações possibilitando a entrada no mercado de novos autores. Eu não sei como é em Portugal, Canadá, Suíça ou França, mas sei que no Brasil um jovem ou novo escritor encontra diversas barreiras para publicar sua obra e leva muito tempo para ter seu trabalho reconhecido pela mídia. Luis Eduardo Matta é um deles. Inteligente, perseverante, educadíssimo e batalhador.

Valeu Lem! Sucesso!


O livro 120 horas já é sucesso no Brasil antes mesmo do seu lançamento oficial que será dia 28 de novembro, segunda-feira, a partir das 19 horas na Livraria Timbre, no Shopping da Gávea, Rua Marquês de São Vicente, 52 - 2º andar - lj. 221 - Gávea.


Na próxima semana vamos voltar ao assunto sobre LPB (Literatura Popular Brasileira) e LPP (Literatura Popular Portuguesa) e também falaremos sobre Pedro Silva, Nascido na cidade templária de Tomar que está lançando seus dois novos livros. “Templários (ordem militar e religiosa)” Editora Catedral das letras, Brasil, 2005 e "Confraria Mística Brasileira: a história", Editora Câmara Brasileira de Jovens Escritores, Brasil, 2005.

E para encerrar esse informe gostaria de lembrar aos escritores, assessorias de imprensa e poetas que a minha página não é só voltada para a literatura e informes do Brasil não, é também para todos as pessoas que falam o idioma português.

Sds...Elaine Paiva

lanapaiva@oi.com.br

http://sleiyver.civiblog.org/blog/



Número:  4
Data:  SÁBADO 19 DE NOVEMBRO 2005
Título:  LATA MÁGICA

Lata Mágica

Odilene e Willam
são estudantes secundaristas, residem em bairros de periferia nas cidades de Recife e Paulista, PE. Atuam de forma independente em projetos experimentais na área da imagem - fotografia. As fotos produzidas são artesanais, fotografadas com uma lata de leite ninho.



Lata Mágica
, trabalho experimental, que teve início há 2 anos, onde Odilene Andrade e Willam Duarte desenvolvem fotografia autoral, e se utilizam de uma lata (leite ninho) como câmera. Um tipo de fotografia primitiva, sem utilizar lentes ou outro equipamento sofisticado, onde a luz solar sensibiliza o papel virgem e assim, vai desenhando a fotografia. A mágia da arte de fotografar estimulando o olhar para o mundo.



Nesses suportes não existem lentes, mas um pequeno furo de alfinete que funciona como um diafragma fixo de uma objetiva. Assim, o tamanho e formato das imagens dependem do material usado na construção de cada câmera, resultando nos mais variados efeitos. A câmera do tipo Pin-hole também não possui visor, a composição, o tempo certo da exposição e o enquadramento das fotografias só podem ser acertados pela experiência. E esta talvez seja uma das suas características principais – vale o elemento supresa.

Visite o blog de Willian e Odilene e conheça esse trabalho bonito e interessante desses dois adolescentes.

http://latamagica.blogspot.com/

Fotos exclusivas do blog lata mágica.



Nota por Elaine Paiva

Em breve estaremos falando mais sobre o Edilene e William do projeto lata mágica.

Elaine Paiva
lanapaiva@oi.com.br



Número:  3
Data:  SEGUNDA - FEIRA 14 DE NOVEMBRO 2005
Título:  FAZENDO A DIFERENÇA

Fazendo a Diferença.

Conforme prometido, nosso texto hoje será sobre o quanto a cultura nordestina vem crescendo no Brasil.

O nordeste brasileiro apesar de lindo enfrenta em algumas regiões grandes dificuldades, como a miséria, seca, fome, falta de saneamento, estrutura na saúde pública, pistolagem, violência, exploração de trabalho escravo e de prostituição infantil.

Há mais ou menos uns dez anos atrás, eu só encontrava notícias negativas sobre o nordeste, ressalvando apenas no que se referia a sua arte e folclore. A maioria das publicações falava de fome, seca, miséria. E nos últimos anos li vários artigos e matérias sobre trabalho escravo e prostituição infantil.

Boas notícias sobre o nordeste somente eram encontradas quando uma ong e alguns institutos desenvolviam projetos sociais e culturais no intuito de levar uma esperança ao povo nordestino.

Os anos passaram, algumas situações foram mudando com o desenvolvimento agrícola, de cooperativas (e foi quando começamos a ouvir falar das cooperativas das rendeiras e de notícias de que o nordeste estava exportando o trabalho artesanal dessas mulheres maravilhosas) do crescimento do trabalho informal, do turismo e investimentos de estrangeiros na região nordestina. E só para constar, alguns dos investidores são de origem portuguesa. Mas apesar dos novos ventos, muitos dos problemas que citei acima continuam tirando o sono de órgãos e pessoas interessadas em fazer “um nordeste” com um olhar no futuro e amadurecido dando esperança a esse povo tão cansado e humilhado de depender de programas sociais do governo.

Recentemente assisti a uma entrevista na televisão onde um político, o Deputado Roberto Freire, citou trecho de uma música de Luiz Gonzaga sobre programas sociais muito interessante que reproduzo aqui para vocês.

“Dê uma esmola, para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”

Não há nada mais honroso do que você olhar para sua família na hora do almoço ou jantar e sentir o brilho e alegria nos olhos deles diante de uma refeição fruto do seu trabalho. O povo nordestino não quer esmola, eles querem trabalho. Eles querem olhar para seus filhos com orgulho passando a eles confiança e esperança de um novo amanhecer.

É preciso boa vontade; é preciso querer; é preciso olhar, ouvir e sentir o que realmente o povo nordestino precisa e buscar caminhos para atende-lo de forma mais justa.


E, é de boa vontade e saber ouvir que uma instituição vem fazendo a diferença no nordeste. Estou falando do Centro Cultural do Banco do Nordeste.

Há um ano recebo informes culturais do jornalista e assessor de imprensa do BNB (Banco do Nordeste Brasileiro - www.bnb.gov.br ) Luciano Sá e venho observando a quantidade de projetos patrocinados pela instituição. Alguns projetos simples como teatro, dança, programa para crianças e outros bem ousados como a exposição "O UNIVERSO DA LITERATURA DE CORDEL" que retrata a cultura do Nordeste brasileiro que o BNB levou a Toulon na França (no ano do Brasil na França) e cinema como, o 15º Festnatal que terá sua 1ª Mostra de Curtas Nordestinos onde o melhor Curta-Metragem receberá um prêmio no valor de R$ 5.000 reais (+- $.2.450 dólares canadenses) e o prêmio BNB de cinema. E também para o melhor longa-metragem, com prêmio de R$ 10 mil (+-$4.900 dólares canadense) para o Melhor Filme, na programação de 1º a 12 de dezembro.

Ora, para uma região que até alguns anos atrás só se falava em miséria, seca, fome e morte, esses projetos parecem um sonho! A gente, lê...lê...lê...e fica querendo ir lá para conferir a veracidade de tudo o que está acontecendo. É como se fosse um outro nordeste. Um nordeste desconhecido das grandes metrópoles. Mas não é. Esse é o mesmo nordeste que iniciei o texto, a diferença, é que esse nordeste que falo está crescendo não só na área cultural como também na área de turismo, no ramo imobiliário e outros grandes negócios.

Além desses projetos citados acima o Centro Cultural BNB patrocina também literatura, música e artes visuais. Para o novo edital liberado para estes três itens as linhas de atuação adotadas foram as seguintes:

Literatura (incentivo à leitura e criação de acervos bibliográficos; edição e divulgação de obras literárias; e realização de eventos coletivos ou de formação literária);

Música (registro e difusão de música contemporânea; formação e desenvolvimento de bandas, corais e orquestras; e realização de eventos coletivos ou de formação musical);

Artes Visuais (implantação e manutenção de museus; e realização de eventos coletivos e de formação em artes visuais)

Interessante comentar que antes do edital ficar pronto, o banco convocou os artistas, produtores, entidades culturais e demais interessados em cultura para que eles enviassem suas idéias e sugestões via internet. Quando eu li o release do informe que o Luciano me enviou nem acreditei. Como assim? O banco está convidando os produtores e demais interessados para dar sugestões para decidir as linhas de atuação do novo edital? Não é possível! Pois é gente, mas era isso mesmo. Veja o texto liberado pelo banco sobre o informe de colheita de idéias.

Colheita e adoção de sugestões
Para a consolidar o edital 2006, o BNB colheu sugestões via Internet, durante um período de duas semanas (17 a 31 de outubro último), oriundas de artistas, produtores, entidades culturais e demais interessados.

O objetivo dessa fase do Programa era estabelecer, de forma compartilhada com a sociedade, as linhas de atuação, critérios de avaliação, segmentos contemplados e alocação de recursos referentes ao Programa BNB de Cultura – Edição 2006.

Após a colheita e a posterior análise e seleção, foram adotadas as seguintes sugestões: a fim de garantir a interiorização do Programa, serão destinados pelo menos 50% dos recursos (no mínimo, R$ 1 milhão, portanto) para projetos cujas ações sejam realizadas em municípios com até 100 mil habitantes, dentro da área de atuação do BNB (os nove estados do Nordeste, Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo); inclusão da área de Audiovisual (não contemplada na primeira edição do Programa, em 2005); inserção do item “Implantação e manutenção de museus”, na área de Artes Visuais; priorização para projetos com temáticas da cultura popular nordestina; e apoio à realização de eventos coletivos ou de formação artística que promovam a participação dos públicos infantil e da terceira idade.

Meus amigos e visitantes da Vênus Creations, eu acompanho editais de patrocínios há três anos e nunca tinha visto nada parecido com isso. Ouvir e sentir as idéias daqueles que desenvolvem projetos foi uma decisão muito democrática do banco.

Imaginem vocês da comunidade portuguesa do Canadá que são envolvidos em várias associações e grupos que divulgam a cultura portuguesa, se o BCPbank, resolvesse abrir um espaço para patrocinar projetos culturais e antes de divulgar o edital, convidassem as pessoas envolvidas nessas associações para durante duas semanas enviarem suas idéias e sugestões? Seria demais não? Ou melhor, seria o máximo!

O Centro Cultural BNB está plantando uma semente e cabe a sociedade nordestina acompanhar os trabalhos e cobrar de cada gestão a mesma preocupação das gestões anteriores para que possamos sentir “um nordeste crescendo a cada dia”; “um nordeste bonito de se noticiar”; “Um nordeste bonito de se ver”; “Um nordeste bonito de viver”.

Deixo um texto da literatura de cordel muito interessante para vocês como encerramento desse artigo.

Cordel do Fogo Encantado

No início do século passado, quando a maioria pregava que para se falar de amor em matéria de poesia, a erudição era fundamental; eis que Zé da Luz largou esta daqui.

Ai se sesse
Se um dia nos se gostasse,
Se um dia nos se queresse,
Se nós dois se empareasse,
Se juntim nós dois vivesse,
Se juntim nós dois morasse,
Se juntim nós dois drumisse,
Se juntim nós dois morresse,
Se pru céu nós assubisse,
Mas porém se acontecesse de São Pedro não abrisse a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice,
E se eu me arreminasse e tu com eu insistisse,
Pra que eu me arresouvesse,
E a minha faca puxasse,
E o bucho do céu furasse,
Tarvez que nós dois ficasse,
Tarvez que nós dois caísse,
E o céu furado arriasse,
E as virge toda fugisse!!!

Citações:

Centro Cultural BNB www.bnb.gov.br
Luciano Sá: Jornalista e Assessor de Imprensa do BNB
BCPBANK: Banco Comercial Português - www.bankbcp.com/bcpbank/
Roberto Freire: Deputado Federal pelo estado de Pernambuco e presidente do partido popular socialista.

 Luiz Gonzaga: Maior responsável pela divulgação da música nordestina no resto do Brasil, Luiz Gonzaga nasceu na Fazenda Caiçara, em Exu (PE). Filho de um lavrador e sanfoneiro, desde criança se interessou pela sanfona de oito baixos do pai, a quem ajudava tocando zabumba e cantando em festas religiosas e forrós. Saiu de casa em 1930 para servir o exército como voluntário. Viajou pelo Brasil como corneteiro, tendo baixa em 1939. Resolveu ficar no Rio de Janeiro, com uma sanfona recém-comprada. Passa então a se apresentar em ruas, bares e mangues, tocando boleros, valsas, canções, tangos. Por essa época percebe a carência que os migrantes nordestinos têm de ouvir sua própria música, e passa a tocar, com grande sucesso, xaxados, baiões, chamegos e cocos. Foi no programa de calouros de Ary Barroso e tocou seu chamego "Vira e Mexe", com grande aprovação do público e do temível apresentador, que lhe deu nota máxima. Clique aqui e leia sua biografia.

Nota Por Elaine Paiva
Em tempo:
É importante comentar também que empresas privadas vêm participando ativamente de alguns projetos no nordeste, mas hoje especialmente, eu quis contar a vocês sobre o trabalho do Centro cultural BNB.

Eu havia prometido falar também na edição de hoje sobre LPB (Literatura popular brasileira) mas devido a problemas particulares eu não tive tempo de desenvolver o texto;

Essa semana não foi possível buscar e incluir os curtas (shows & eventos da semana) pelo mesmo motivo acima;

Na próxima semana estaremos falando sobre LPB e Luis Eduardo Matta, escritor que está lançando seu terceiro livro, 120 horas.

Sds...Elaine Paiva
lanapaiva@oi.com.br



Número:  2
Data:  SEGUNDA - FEIRA 7 DE NOVEMBRO 2005
Título:  EDITORAS E PARCERIAS

Editoras e Parcerias.

 

 

Nosso tema de hoje é editora e parcerias. Cuidados, direitos e deveres.

 

Os jovens e novos escritores devem ter muito cuidado ao procurarem editoras para publicarem suas obras. Existem editoras e “editoras”. Vejam exemplos abaixo:

 

Editoras que se interessam pela sua obra e publicam seu livro:

  • A editora banca tudo e te paga “X valor” pelos direitos autorais e “X valor” por capa de livro. O valor da capa do livro varia de uma editora para outra. Toda a divulgação corre por conta da editora bem como sua distribuição, seja em livrarias – lojas ou sites online ou assessorias de imprensa e jornais. Lançamento do livro, participação em eventos literários, como Bienais, feiras, fóruns e outros seguimentos voltados para a área literária.

  • O autor também pode e deve fazer a sua parte divulgando seu trabalho através de amigos, sites e grupos, caso faça parte de algum.

 

Editoras Prestadoras de Serviços:

  • O autor assina um contrato baseado em um orçamento pré-acordado entre autor e editora, ou seja, você paga para publicar seu livro;

  • O livro só é entregue ao autor após 60% do pagamento acordado entre autor e editora;

  • A editora separa 5% do total contratado de livros para divulgação junto à mídia;

  • Dependendo do contrato, o autor pode vir a ganhar 70% por cada livro (capa e direitos autorais) vendido pela empresa contratada, seja pelo site da editora, feiras, bienais e todo e qualquer evento literário;

  • O escritor fica com uma cota de livros do total contratado para divulgar seu trabalho e todo o valor da venda do livro feita pelo autor pertence a ele exclusivamente;

 

Sobre o Lançamento do Livro: Nem sempre as prestadoras de serviços conseguem um bom espaço para um escritor desconhecido. É importante que o autor corra atrás de um local por contra própria e não fique esperando pela editora. Ressalvando apenas as editoras que já incluam todo o trabalho de divulgação, lançamento e mídia no pacote.

 

Do desenvolvimento do livro.

  • O autor deve acompanhar todo o desenvolvimento de seu livro, desde a revisão, capa de livro, releases, capa de orelha e contra-capa;

  • É importante que o autor procure alguém que possa ler a sua obra antes da publicação e que esteja disposto a fazer um release ou contra-capa para seu livro;

  • Não esquecer em hipótese alguma os créditos das pessoas que te apoiaram ou participaram do desenvolvimento do livro. Você é quem deve decidir os títulos. Seja apoio, colaboradores (releases e contra-capa) assessoria de imprensa ou patrocínio;

  • Se o autor contratou um serviço profissional fora da editora não esquecer de lhe dar o crédito. Exemplo: Eu fiz o copidesque do meu livro com uma profissional fora da editora antes de enviar minha obra para ser analisada. Fiz questão de incluir o nome dela na página de créditos;

  • A primeira página do livro depois dos créditos da editora e do autor deve ser em branco;

  • A página que antecede o primeiro capítulo deve ter uma dedicatória;

  • O autor deve discutir com a editora o valor do livro. Não esqueçam de fazer as contas senão vocês jovens e novos escritores acabam no prejuízo. Porque se depender de algumas editoras elas botam o preço baixo para fazer o livro girar. E aí, o autor acaba nem recebendo o que investiu.

 

Observar as alterações e inclusões de texto.

  • Nenhuma inclusão ou alteração do texto pode ser processada sem o consentimento do autor; Ressalvando apenas a parte da correção ortográfica, entretanto, se o autor tiver dúvidas sobre determinada correção feita pela editora, vale a pena consultar alguém que domine bem ortografia ou do meio literário para tirar dúvidas para até mesmo se for o caso, não aceitar aquela correção substituindo-a por outra mais coerente no texto. (Eu fiz isso e deu certo)

 

O autor, a empresa, seus direitos e deveres:

  • O autor é responsável pelo registro de sua obra nos departamentos indicado pelo governo. No Brasil , os escritores podem registrar suas obras na Biblioteca Nacional, Rua da Imprensa, nº 16, sala 1205 – Centro – Rio de Janeiro. www.bn.br

  • Muitas editoras incluem no pacote do autor o registro do ISBN. É preciso conferir se a empresa oferece esse serviço ou se o autor é quem terá que providenciar;

  • Quando o contrato da publicação da obra for parcelado é primordial que o autor mantenha o pagamento da editora em dia para não correr o risco de ter seu trabalho atrasado ou até mesmo cancelado;

  • Divulgar seu trabalho entre familiares, amigos, grupos, parceiros e toda e qualquer forma de publicidade é obrigação do autor. Não espere que a editora faça isso por você, pois “dependendo da editora” ela vai estar sempre mais preocupada com os escritores mais famosos que faça parte do seu catálogo ou com aquele que mandou fazer maior quantidade de livros.

  • O autor deve ter cuidado com a cota de livro que reserva para divulgar junto aos jornalistas e parceiros. Observe quem pode realmente ajudar a divulgar sua obra. Pois, se o autor sair distribuindo livros para várias pessoas sem esse critério quando se der conta terá praticamente dado boa parte dos livros.

  • Da cota de livros entregue ao escritor é importante ele verificar se todos os capítulos foram impressos, pois eu já passei vergonha de ter vendido um livro que só havia sido impresso até o 7º capítulo. Ainda bem que era uma pessoa conhecida onde eu pude trocar sem maiores problemas.

 

Parceiros

 

Durante o desenvolvimento do livro o autor deve procurar fazer contatos com vários seguimentos ligados a arte e cultura. Normalmente quem é ligado a algum tipo de Arte, seja música, pintura, teatro, dança está ligado ou conhece alguém da área literária que pode ser de grande valia;

 

Para quem tem site uma boa dica é o que chamamos de trocar figurinhas, ou seja, “Eu te divulgo e você me divulga”. Troca de links também é muito bem vindo, mas não é o mais importante. O ideal e mais apropriado são os releases ou notícias sobre o seu trabalho em bons sites mesmo que seja uma pequena nota.

 

Sua participação no acompanhamento na divulgação e venda do livro é fundamental.

 

Como citei acima, algumas editoras dão mais importância a escritores famosos ou aqueles que mandam fazer uma maior quantidade de livro.

 

Ora cliente é cliente. Não importa se um autor mandou fazer 500 e o outro 5000. Os direitos sãos os mesmos bem como os deveres. É muito comum a reclamação de escritores de que em feiras, bienais e outras exposições de livros, as editoras prestigiam os autores que mandam fazer uma maior quantidade de livro ou os mais famosos do catálogo colocando seus livros na frente e em destaque enquanto os “considerados” pequenos (os que têm uma tiragem pequena – mínimo 300 livros) ficam no fundo da vitrine do stand.

  • Na minha participação na Bienal do Rio de Janeiro eu reclamei muito. Perguntava tudo e pelo fato de observar a diferença de tratamento que os responsáveis pela editora davam a determinados livros e escritores passei a ir todos os dias a feira. A cada dia conseguia colocar meu livro mais pra frente até colocá-lo na prateleira principal. Quando o meu livro foi colocado no local onde todos deveriam ter seus “15 minutos de fama” dei uma folga para os editores e fiquei em casa. Mas não pensem vocês que descansei, pois eu voltei e lá estava o meu livro de novo no fundo da prateleira. E aí, nem precisei pedir, uma das atendentes colocou o livro um pouquinho mais pra frente. Tudo bem, já tinha sentido o meu direito respeitado igual ao dos outros autores, agora o restante do trabalho era comigo.

  • Um outro detalhe importante no que se refere ao meu trabalho é que como eu já trabalhava há mais de 4 anos em divulgação fiz o dever de casa direitinho. Da minha cota eu já vendi sozinha, 112 livros e a editora 4 exemplares. Não preciso nem comentar o que penso sobre o número de venda da empresa contratada informada até o presente momento.

 

O pensamento de alguns editores me leva crer que, ou eles têm pouca inteligência ou que realmente só o dinheiro conta para a empresa. Tudo bem que o dinheiro é importante, afinal você paga impostos, funcionários e tem uma série de despesas, mas desrespeitar o direito de um cliente em favor de outro porque ele pagou mais, é burrice. Não é porque um escritor começa pequeno que um dia não var “ficar grande”. Temos que observar que o público leitor está sempre nos surpreendendo e também que alguns autores fazem um ótimo trabalho de divulgação.

  • Sabem aquela obra que algumas editoras não acreditavam que podiam cair no gosto do público e os críticos odiavam? Pois é, às vezes, o livro não é bom e precisa mesmo ser amadurecido, mas o danado do autor faz um trabalho tão bom de marketing que acaba virando sucesso!

 

Um outro detalhe que as editoras prestadoras de serviços tem que observar é o seguinte: Mesmo quando um escritor consegue -uma editora que se interessa por seu trabalho e faz um contrato para publicação de seus livros - não quer dizer que ele vá deixar de fazer um outro tipo de trabalho com a editora que esteve com ele desde o começo.

 

Não é bem o caso que vou citar, mas achei interessante deixar esse exemplo:

 

O poeta Euclides Cavaco tem seus livros, seus cd´s e atualmente participou de uma antologia onde todos os autores pagaram uma cota para a publicação dos Livros, Terra Lusíada e Terra Latina.

 

Ora, o poeta Euclides Cavaco é conhecido em Portugal e em vários países que falam o idioma português; É conhecido também na Espanha, nos Estados Unidos, Canadá, em países da América Latina e em muitos outros lugares. Não precisava participar da Antologia Terra Lusíada e Terra Latina onde todos os autores participantes do projeto pagaram uma cota para a publicação do livro. (o poeta me corrija se eu estiver errada). Mas gente ele gosta desses eventos! Música e poesia fazem parte da vida do poeta Euclides Cavaco, tanto é que ele fez uma música para o álbum Amor de Artista 2005 da Vênus Creations. É a linguagem da vida dele. E o meio onde ele se sente bem.

 

Participações em antologias são sempre muito agradáveis para os escritores porque parecem que eles falam o “mesmo idioma”, o idioma daquilo de mais precioso que temos em nossa mente, que são nossas idéias e pensamentos. Pois então, como disse no início ele não precisava participar desse projeto, mas participou dele porque confiou nos Editores. Essa é uma das grandes diferenças entre uma editora e outra. Confiabilidade, competência e credibilidade.

 

Enfim, é importante que as editoras façam uma reflexão sobre como direcionar seu trabalho junto aos escritores para os próximos anos, seja ela prestadora de serviço ou não. No Brasil a Literatura está em baixa porque tudo é caro e os leitores estão tendo dificuldades em adquirir novos livros. Devido a essas e outras dificuldades alguns jovens e novos escritores estão abrindo editoras. Acesse o link intitulado Jovens escritores lançam suas próprias editoras nota publicada no site da Câmara brasileira do livro. Não sei se essa é a saída, mas como no mundo nada pode ficar inerte temos que colocar nossos trabalhos para frente de alguma forma.

 

Quero deixar claro aqui, que o fato de eu não ter ficado satisfeita com a minha editora não a desqualifico para as outras pessoas. Conheço autores que já estão na 4ª e 5ª edição de suas obras nesta empresa e pessoas que adoram seus editores. É uma questão de visão, enquanto muitos gostam outros não. Eu não gostei e ponto final.

 

Citações:

 

Euclides Cavaco é poeta, escritor, cantor, apresentador e tudo o que ele quiser ser, pois qualquer atividade que abrace o fará muito bem!

 

Editora Abrali: Os Livros Terra Lusíada e Terra Latina foram publicados pela editora Abrali que vem desenvolvendo vários projetos de antologias com bastante criatividade e obtendo ótimos resultados. Vale ressaltar aqui que a abrali tem procurado dar atenção igual a todos os escritores, membros ou não, que estejam participando de projetos literários da editora. Atualmente a Editora Abrali está com três projetos de antologia. Margens do Atlântico, Projeto 18 e Dois Povos e Um Destino (Dois Povos é exclusivo para integrantes do Grupo Editado pelo Projeto Cultural ABRALI) www.abrali.com

 

Copidesque: Limpeza do texto; inserção e exclusão de textos; Observações importantes sobre a história e seus personagens; buracos no texto; textos contraditórios e outros toques muito interessantes. A pessoa que faz o copidesque só altera aquilo que você autoriza. É a parte mais chata do nosso trabalho, mas vale a pena ouvir esses revisores.

 

ISBN: O ISBN, acrónimo de International Standard Book Number (Número padrão internacional de livro) é um sistema identificador único para livros e publicações não periódicas. Foi criado no Reino Unido em 1966 pela livraria W H Smith, sendo chamado inicialmente de "Standard Book Numbering" ou "SBN". Desde então, passou a ser amplamente empregado tanto pelos comerciantes de livros quanto pelas bibliotecas, até que, em 1970, foi adotado internacionalmente como padrão ISO 2108 pela International Organization for Standardization.

O fundamento do sistema é identificar numericamente um livro e sua edição segundo o título, o autor, o país (ou código de idioma) e a editora. Uma vez fixada a identificação, ela só se aplica àquela obra e edição, não se repetindo jamais em outra. Utilizado também para identificar software, seu sistema numérico é convertido em código de barras, o que elimina barreiras linguísticas e facilita a sua circulação e comercialização. A versatilidade deste sistema de registro facilita a interconexão de arquivos e a recuperação e transmissão de dados em sistemas automatizados, razão pela qual é adotado internacionalmente. O ISBN simplifica a busca e a atualização bibliográfica, concorrendo para a integração cultural entre os povos.

O sistema ISBN é controlado pela Agência Internacional do ISBN, sediada em Berlim, na Alemanha, que orienta, coordena e delega poderes às Agências Nacionais designadas em cada país. A Agência Brasileira, com a função de atribuir o número de identificação aos livros editados no país, é, desde 1978, a Fundação Biblioteca Nacional, a representante oficial no Brasil. Em Portugal, Angola e Cabo Verde, a atribuição do ISBN vem sendo controlada pela Apel desde 1988.

 

Fonte: Wikipédia a enciclopédia livre.

 

Curtas...

 

Euclides Cavaco, Fátima Toste e Avelino Teixeira estarão presentes na VIII Semana Cultural Açoreana

 

Na terça-feira, dia 8, uma Noite de Letras

Variações em guitarra e viola com António Amaro, Hernâni Raposo e Leonardo Medeiros.

Haverá depois uma homenagem a Alfred Lewis e seu patrimônio literário, com António José Medeiros e Fátima Toste, com a colaboração de Ana Júlia Sança e Leo Machado. No final, a apresentação da antologia "Terra Lusíada".

 

Quarta-feira, dia 9 é a chamada Noite da Gastronomia

Intervenção de Tony Azevedo, em gastronomia açoriana. Actuações de Décio Gonçalves e Nélia Maria. Haverá ainda a apresentação do trabalho discográfico de Euclides Cavaco "Retalhos do Fado". No final, uma prova de produtos açorianos.

 

No sábado, dia 12, será o encerramento oficial da VIII Semana Cultural Açoriana, com discursos apropriados e a atuação de Avelino Teixeira.

 

Fonte: Jornal Sol Net

 

Nota por Elaine Paiva

 

Na próxima semana estarei falando especialmente da região nordeste onde vocês irão conhecer em se falando de cultura, o que é fazer a diferença na região mais pobre do Brasil. E também sobre LPB. Assunto que vem sendo discutido pelo escritor Luis Eduardo Matta (Ira Implacável e 120 horas) muito comentado entre os escritores. Acredito que os escritores luso-canadianos também venham a discutir esse assunto futuramente.

Até semana que vem!

Sds...Elaine Paiva

 

lanapaiva@oi.com.br



Número:  1
Data:  SEGUNDA - FEIRA 31 DE OUTUBRO 2005
Título:  CRÍTICOS, CRÍTICAS E MÍDIA

Críticos, Críticas e Mídia.

Antes de deixar o meu texto, quero me apresentar aos visitantes da Vênus Creations.
Meu nome é Elaine Paiva, sou escritora, autora do livro “O Segredo da Sra Greey” e das obras não publicadas (O Assassinato de Paul Bennet e Pedro e Paulo, em - Os Doadores); divulgadora da arte e cultura, mídia & Entretenimento no Brasil, e também, colunista literária de um site gaúcho; mantenho um blogger cultural e agora cheguei até a Vênus Creations a convite de Joe Furtado.

O que é um crítico? O que é uma crítica? Até onde a mídia é fundamental?
Boa pergunta! Eu posso falar um pouco sobre o assunto narrando minha própria experiência.
Lancei em Abril deste ano, iniciando minha carreira literária pelo meu segundo livro – O Segredo da Sra Greey”.
Livro que meu deu muito prazer de escrever porque foi inspirado para o Dia das Mães no ano de 2003. E quando falamos em família, na maioria das vezes, trazemos a tona nossos melhores sentimentos.

Enviei meu trabalho para algumas editoras e não recebi resposta de nenhuma que se interessasse, apenas de editoras “prestadoras de serviços”, ou seja, você paga para publicar uma obra. É muito comum em várias partes do mundo – escritores iniciantes – pagarem para verem suas obras publicadas. E isso, não é só para os iniciantes. Grandes escritores que não tem mídia e não são considerados “comerciais”, também pagam por suas publicações.
Lancei o livro, recebi muitos elogios e também algumas críticas.
Críticas Construtivas, outras nem tanto e algumas que nem vale a pena comentar.
Eu gostei muito de uma crítica construtiva que recebi de um amigo, escritor e grande talento no Brasil. Seu nome é Alexandre Fraga. Ele me deu toques como – se você é mulher e escreve para um personagem masculino, precisa ter cuidado para não colocar palavras femininas no texto da personagem, assim como eu que sou um homem tenho que ter cuidado quando escrevo para uma personagem feminina; ter cuidado com ansiedade e outros toques muito legais; Por outro lado, o meu amigo Geraldo Nogueira que fez a capa de orelha do meu livro, comentou que para ele não existem palavras femininas ou masculinas e que tranqüilamente poderia falar:- o menino é engraçadinho. Porém, se olharmos pelo lado da construção de cada personagem, o Alexandre tem razão. Esse foi um toque que me chamou a atenção, pois partindo dessa orientação posso dar mais vida e forma as personagens;
Um outro leitor que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente, adorou o livro, mas comentou que eu deveria ter dado também um nome fictício para a cidade do personagem principal, já que eu havia dado um nome fictício para a cidade onde a estória é narrada; Outro toque muito legal;
Isso é uma crítica. São observações que valem a pena ouvir, refletir, analisar e tentar melhorar a cada obra.
Recebi também uma outra crítica de um rapaz que não gostou do meu livro. Disse que não gostou porque da forma que narrei a estória não existe.
Leiam: - Não gostei do livro porque não existe mais essa formalidade de Senhor, senhora e senhorita. Não gostei também da personagem que conta as histórias da cidade. Não existem mais mulheres assim, românticas e que esperam seu príncipe encantado, e muito menos aquelas que querem casar com os homens que moram em grandes Metrópoles.
Hein? Não existem mulheres românticas? Algumas moças de cidades do interior não querem casar com rapazes que moram em grandes Capitais? Quando li não acreditei.
Fiquei refletindo e não me contive. Pedi para uma amiga que trabalha com esse leitor para sondar o quê realmente ele não gostou. E ela me trouxe a seguinte resposta:
- Eu acho que ele não entendeu o livro, ele nem sabe qual é o segredo. E ele disse também que essa história de feiticeiras não existe. (É lógico que não existe é ficção – palavras minhas) Ora, o segredo é uma das partes mais comentadas e elogiadas pelos leitores. Tudo bem, eu posso entender que ele não goste da estória, mas dizer para as pessoas que o livro não é bom porque não está de acordo com seus anseios, religião e conceitos? Ora, uma pessoa como essa não tem argumento para falar do meu e de nenhum outro livro.
Conheço também seis pessoas que compraram o livro e até hoje não leram, simplesmente porque viram logo nas primeiras páginas, nomes estrangeiros.
Ora, então ta. Vamos imaginar um português radical (O Manoel) visitando a Vênus Creations.

- Olha Joe, eu fiz uma visita rápida na sua página e não gostei. Você é Português, tem um site com o nome “Vênus Creations” e assina como Joe Furtado? Não volto mais lá”. Só volto lá se você mudar a página para Vênus Criação e assinar, João, Joaquim, Manoel ou qualquer outro nome de um Português.
Gente, o Manoel nem leu o conteúdo do site. Ele não tem idéia do esforço e da dedicação das pessoas que colaboram com a página. Ele não tem a mínima idéia do quanto os Administradores vem tentando melhorar a cada dia o sistema e Lay out abrindo espaço para talentos que precisam de ajuda porque não encontram apoio no governo e nem das grandes mídias.
Resumindo: O Manoel é igual as seis pessoas que citei acima. Um “crítico” que só aceita ler algo se estiver dentro de suas convicções. Esse não é crítico, isso não é crítica, isso não é nada.
Enfim, para encerrar Críticos e Críticas deixo uma frase que li em um site.
“Se crítico fosse bom, já teriam erguido uma estatua em sua homenagem”

E a mídia, Elaine? Onde entra nessa história e qual sua real importância?

A mídia é muito importante para os artistas e de grande ajuda para alavançar uma carreira. Porém, algumas vezes, essa mesma mídia pode atrapalhar todo um projeto e suas expectativas. Exatamente pelos críticos que estão nas grandes mídias porque “eles” são formadores de opinião. Se for um crítico ético, vale a pena a “nota que ele vai te dar” mesmo que ele não rasgue elogios ao seu trabalho. Mas se forem “críticos” como citei acima, a “mídia” pode te derrotar. Mas só se você deixar. É preciso saber responder a certos críticos. Por isso, quem pode pagar deve ter uma assessoria de imprensa que é de muito valor, principalmente, nesses casos.

É importante dizer que “mídia” não é a parte mais importante da vida de um artista. Ele não deixa de caminhar porque não tem mídia. Ele deixa de caminhar senão acreditar em si próprio. E isso, vocês da comunidade portuguesa do Canadá tem um grande exemplo. Se o cantor, Mano Belmonte, dependesse de mídia e não acreditasse no seu talento, não teria completado 30 anos de carreira.

Parabéns meu amigo pelo seu talento e sua perseverança!

E encerrando esse primeiro artigo quero deixar uma frase meio piegas e talvez até um pouco clichê, mas é muito verdadeira.

“Nunca deixem de acreditar em si mesmo e muito menos desistam de seus sonhos!”

Citações:
Alexandre Fraga: Escritor e autor do livro “Quando os Demônios Vão ao Confessionário”

Geraldo Nogueira é Diretor do Conselho Nacional do Centro de Vida Independente e Vice-Presidente para a América Latina da Reabilitation International.

Notas:
Na próxima semana estaremos falando sobre editoras e parcerias;
Quem desejar poderá enviar a venus creations divulgação de eventos literários;
Aos poucos vamos ajustando outras divulgações as necessidades dos visitantes.

E por fim, gostaria de agradecer ao Joe Furtado pelo convite e ao João Ledo pela chamada carinhosa e aproveitar a oportunidade de corrigir uma informação equivocada que lhe foi passado. Eu tenho apenas um livro publicado e outros dois prontos, porém não publicados.

Sds...Elaine Paiva
Rio de Janeiro - Brasil

lanap@terra.com.br

http://sleiyver.civiblog.org/blog



 
Página 5 de 5

Página Anterior

Página Inicial

© Venus Creations. Todos os Direitos Reservados.