Elaine Paiva

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Número:  36
Data:  SEGUNDA-FEIRA 27 DE AGOSTO 2007
Título:  VÍDEOS INTERESSANTES

Ronaldinho, as bolas na trave e o efeito chroma key - Toda a verdade sobre o comercial da Nike

Assista os vídeos abaixo e veja como possivelmente seria produzido o comercial. Divertido!!

Ronaldinho: Touch of Gold

Farsa de Ronaldinho na trave (efeito cromaqui)

A Evolução da Dança em 6 minutos

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Número:  35
Data:  SEGUNDA-FEIRA 06 DE AGOSTO 2007
Título:  A ROSA

Hiroshima, 6 de Agosto de 1945, 8h15

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket Imagem captada no google - blog.uncovering.org

Vinícius de Moraes e Gerson Conrad criaram uma música em memória deste momento. Chamaram-lhe Rosa de Hiroshima. A interpretação dos Secos e Molhados pela voz de Ney Matogrosso.

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

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Número:  34
Data:  DOMINGO, 18 DE JULHO DE 2007
Título:  ERIKA RODRIGUES

Erika Rodrigues, mais um talento que saiu do Programa Raul Gil.

Erika Rodrigues nasceu em Diadema, São Paulo. Uma garota tímida que se mostrava muito romântica. Mas a tal timidez a impedia de soltar a voz frente às pessoas. Estamos falando de uma cantora que teve seu primeiro contato com um microfone aos 19 anos quando participou de um concurso de música em sua cidade. Venceu o concurso e ganhou mais que o troféu, ganhou confiança o bastante para se apresentar. Começou a abrir shows de alguns artistas.

Pela televisão surgia um festival de música pela Rede Record no Programa Raul Gil. Erika inscreveu-se e soltou a voz, como se para espantar qualquer medo. E semana após semana ia conquistando o público, que a fez vencer. Erika gravou seu primeiro disco, que em 3 dias ultrapassou a venda de 20 mil copias. Fez uma turnê por todo o país com grandes públicos.

Erika sempre gostou da arte de atuar, por isso ingressou num curso de teatro. Seu primeiro espetáculo foi 'O Musical dos Musicais' dirigido por Wolf Maya. O segundo trabalho teatral de Erika recebeu a direção cênica de ninguém menos que Bibi Ferreira, a dama do teatro brasileiro.

Um sonho começa a tornar-se real. O sonho que se faz cada vez maior diante de tantas realizações. Acredite naquilo que você quer. Tudo acontece para que você o consiga.

Fonte: Site Oficial de Erika Rodrigues

De Criança a Padre, todos queriam cantar com essa talentosa cantora.

Erika Rodrigues e Adair Cardoso - Abandonada

Fafá de Belem - Abandonada
(michael Sullivan / Paulo Sérgio Valle)

Abandonada por você
Tenho tentado te esquecer
No fim da tarde uma paixão
No fim da noite uma ilusão
No fim de tudo a solidão
Apaixonada por você
Tenho tentado não sofrer
Lendo antigas poesias
Rindo em novas companhias
E chorando por você

Mas você não vem
Nem leva com você
Toda essa saudade
Nem sei mais de mim
Onde vou assim
Fugindo da verdade

Abandonada por você
Apaixonada por você
Sem outro porto ou outro cais
Sobrevivendo aos temporais
Essa paixão ainda me guia

Abandonada por você
Apaixonada por você
Eu vejo o vento te levar
Mas tenho estrelas pra sonhar
E ainda te espero todo o dia

Marcello Beckman e Erika Rodrigues - "Tocando em Frente"

Almir Sater - Tocando em Frente
Renato Teixeira

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Erika Rodrigues e Padre Marcelo Rossi - Sonda-me

Salmo - Sonda-me

Senhor,
Eu sei que tu me sondas
Sei que também me conheces
Se me acento ou me levanto
Conheces meus pensamentos
Quer deitado ou quer andando
Sabes todos os meus passos
E antes que haja em mim palavras
Sei que tudo me conheces

Senhor eu sei que tu me sondas (4 vezes)

Deus, tu me cercaste em volta
Tuas mãos em mim repousam
Tal ciência, é grandiosa
Não alcanço de tão alta
Se eu subo até o céu
Sei que ali também te encontro
Se no abismo está minha alma
Sei que aí também me amas.

Senhor eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão

Senhor eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão

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Número:  33
Data:  SÁBADO 28 DE JULHO 2007
Título:  FOTOGRAFIA DE STEVE BLOOM

Para os amantes da natureza: Fotografias de Steve Bloom. Sensacional! Vale a visita

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Clique aqui e visite o site de Steve Bloom

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Número:  32
Data:  QUINTA-FEIRA, 26 DE JULHO DE 2007
Título:  PERSONALIDADES DE PORTUGAL

AGOSTINHO DA SILVA

Agostinho da Silva é dos mais paradoxais pensadores portugueses do séulo XX. O tema mais candente da sua obra foi a cultura de língua portuguesa, num fraternal abraço ao Brasil e aos países lusófonos. Todavia, a questão das filosofias nacionais não é para si decisiva, parecendo-lhe antes uma questão académica: «Não sei se há filosofias nacionais, e não sei se os filósofos, exactamente porque reflectem sobre o geral, se não internacionalizam desde logo».

O problema de que parte é a procura de uma razão de ser para Portugal: o que eu quero é que a filosofia que haja por estes lados arranque do povo português, faça que o povo português tenha confiança em si mesmo», entendendo por «povo português» não apenas os portugueses de Portugal, mas também os do Brasil, laçados de índios e negros, os portugueses de África, tribais e pretos, como também os da Índia, de Macau e de Timor.

Embarcando num sonho universalista em que os portugueses que vivem apenas para Portugal não têm razão de ser, apresentou-se aos olhos tantas vezes desconcertados dos seus leitores como um cavaleiro do Quinto Império, um reinado do Espírito Santo, respirando um misto de franciscanismo e de joaquimismo e, em todo o caso, obra mais de cigarras que de formigas como era próprio das crianças: «Restaurar a criança em nós, e em nós a coroarmos Imperador, eis aí o primeiro passo para a formação do império», o que é dizer que o primeiro passo dos impérios está sempre no espírito dos homens, aptos para servir, como os antigos templários ou os cavaleiros da Ordem de Cristo.

Um império sem clássicos imperadores, que leve aos povos do mundo uma filosofia capaz de abranger a liberdade por que se bate a América, a segurança económica conseguida pela União Soviética, e a renúncia aos bens que depois de ter estado na filosofia de Lao-tsé, diz estar também na de Mao-tsé, mas uma filosofia que as três possam corrigir, purgando a primeira de imperialismos, a segunda da burocracia, e a terceira de catecismos.

É esta uma filosofia que, como gostava de dizer, não parte imediatamente de uma reflexão sobre as ciências exactas, como em Descartes ou Leibniz, mas da fé, como em Espinosa. Partir de crenças como ponto vital e tomar como símbolo preferido que a palavra «crer» parece ter a mesma origem que a palavra «coração», fazendo depois como o Infante, abrindo-se à ciência dos seus pilotos, astrónomos e matemáticos. Tudo dito e defendido com a tranquilidade de quem sabe que até hoje ninguém desvendou os mistérios do mundo e conhece por isso os limites das soluções positivas.

Assim, seria possível valorizar aquilo que a seu ver nos distinguiria como povo e como cultura: um povo e uma cultura capazes de albergar em si «tranquilamente, variadas contradições impenetráveis, até hoje, ao racionalizar de qualquer pensamento filosófico».

Império do futuro precavido e purgado dos males que arruinaram os quatro anteriores, sem manias de mando, ambições de ter e de poder, sem trabalho obrigatório, sem prisões e sem classes sociais, sem crises ideológicas e metafísicas. Esse já não era o império europeu, dessa Europa ávida de saber e de poder, e por isso esgotada como modelo para os outros 80% da humanidade, menos ávida de poder e mais preocupada com o ser.

Trazer por isso o mundo à Europa, como outrora levámos a Europa ao mundo, tal a missão da cultura de língua portuguesa, construindo o seu domínio com uma base espiritual e sem base em terra, porque a propriedade escraviza e só não ter nos torna livres.

Obras

Sentido histórico das civilizações clássicas, 1929; A religião grega, 1930; Glosas, 1934; Sete cartas a um jovem filósofo, 1945; Diário de Alcestes, 1945; Moisés e outras páginas bíblicas, 1945; Reflexão, 1957; Um Fernando Pessoa, 1959; As aproximações, 1960; Educação de Portugal, 1989; Do Agostinho em torno do Pessoa; Dispersos, 1988. Bibliografia
António Quadros, Introdução à Filosofia da História, Lisboa, 1982.

Pedro Calafate

Fonte: Instituto Camões

Reprodução: Matéria em tributo a Agostinho da Silva publicada no TSF Online em 2004

AGOSTINHO DA SILVA, UM HOMEM TRANSPARENTE

Dedicou toda a vida à liberdade do Homem e do Espírito. Fundou universidades, percorreu o país com palestras abertas a todos. Falava 15 línguas e não perdia os desenhos do «Calvin». Agostinho da Silva morreu em 1996, em Lisboa.

Agostinho da Silva nasceu no Porto em 1906 e cresceu em Barca d'Alva. Na faculdade de Letras do Porto conclui a licenciatura em Filologia Clássica com 20 valores e o doutoramento com o «maior louvor». Uma bolsa de estudo leva-o até à Sorbonne e ao Collège de France.

Agostinho torna-se efectivo do liceu José Estêvão em Aveiro, em 1933. Entusiasta, empenha-se muito para além das funções que lhe eram exigidas. «Tinha criado, por exemplo, uma caixa de apoio aos estudantes» mais pobres e outras acções «incómodas» aos olhos do Estado Novo, explica Helena Briosa e Mota, que está a concluir uma tese de doutoramento sobre Agostinho da Silva e o processo PIDE.

Os textos sobre o desenvolvimento cultural e educativo do país, que divulga nas revistas «Labor» e «Seara Nova», também inquietavam Salazar.

Apenas dois anos depois de entrar para o ensino público, o professor é exonerado, por se recusar a assinar a Lei Cabral. Um documento onde tinha que jurar não pertencer a nenhuma sociedade secreta. Para além de Agostinho, só houve mais duas pessoas a dizer não: Fernando Pessoa e Norton de Matos.

Perseguido pelo Estado Novo

Desempregado, Agostinho da Silva começa a dar aulas no ensino privado e explicações particulares. Mário Soares, mestre Lagoa Henriques, Manuel Vinhas, os irmãos Lima de Faria foram apenas alguns dos seus pupilos.

«Dava aulas de Filosofia, Cultura Portuguesa, Direito. Era uma homem perfeitamente pluridimensional», salienta Helena Briosa. Para além disso, falava 15 línguas e dois dialectos africanos.

O professor inicia também uma série de palestras públicas, de Norte a Sul do país. E começa a publicação dos seus famosos cadernos de iniciação cultural, sobre áreas tão diversas como religião ou arquitectura. No total 120 cadernos foram escritos e editados por Agostinho da Silva, entre 1937 e 1944.

Foram os cadernos «O Cristianismo», editado em 1943, e «Doutrina Cristã», 1944, que abriram um fogo-cruzado entre Agostinho, Igreja e Estado Novo.

«Deus não exige de nós nenhum culto (...). Todos podemos ser sacerdotes, porque todos temos capacidades de Inteligência e de Amor (...) Estão ainda longe de Deus, de uma visão ampla de Deus os que fazem consistir o seu culto em palavras e ritos (...)», lê-se numa das passagens do texto.

Mesmo exonerado, Agostinho da Silva incomodava. Depois de muitos duelos travados na imprensa com personalidades como o padre Raul Machado, da Universidade de Lisboa, ou o cardeal patriarca de Lisboa, Agostinho acaba preso na cadeia do Aljube. A sua biblioteca é confiscada e inventariada.

Brasil, à procura de uma nova liberdade

Cansado de Portugal, Agostinho parte para o Brasil, onde deu continuidade à sua «missão» de divulgador cultural.

No outro lado do Atlântico, participou na fundação de universidades e centros de estudo, sobretudo fora dos centros urbanos: a Universidade Federal de Paraíba, a Federal de Santa Catarina, a Universidade de Brasília, o Centro de Estudos Africanos e Orientais da Universidade Federal da Baía.

Helena Briosa conta que Agostinho, com o seu optimismo quase desconcertante, repete muitas vezes «que o Estado Novo lhe fez um favor ao empurrá-lo para fora do país», dando-lhe oportunidade de divulgar a língua e cultura portuguesa em terras latino-americanas.

Numa das cartas, que a investigadora leu à TSF Online, Agostinho faz referência a Fernando Pessoa, afirmando que se tivesse ficado em Portugal «seria provavelmente um triste e cabisbaixo cidadão sentado à mesa de qualquer café (...) pendurado no seu cigarro».

Um abraço luso-afro-brasileiro

Um abraço entre o povo português, africano e brasileiro, foi um sonho que despertou em Agostinho desde novo. É a ideia de uma Comunidade luso-afro-brasileira que partilha no IV Colóquio Internacional de Estudos Luso-brasileiros, em 1959, na universidade da Baía.

No colóquio participa Marcelo Caetano (ainda como reitor e ex-ministro). Contrariando todas as ideias em que assentava a intervenção o homem que viria a suceder a Salazar, Agostinho lança para a mesa aquilo que considera os verdadeiros problemas das colónias africanas.

«O futuro das ideias e das tradições em geral do mundo africano, a dignidade do indivíduo e a liberdade do homem, o impacto da civilização de carácter familiar sobre uma mentalidade fortemente tribal. E outro problema! Sabermos o que pensarão de nós no futuro milhões de africanos».

Como representante do Brasil, cuja cidadania adquiriu em 1958, esteve no Japão, em Macau e em Timor Leste. Viagens, por onde fundou por exemplo, o Instituto de Língua e Cultura Portuguesa, em Tóquio, o Centro de estudos Ruy Cinatti e o Centro de Estudos Brasileiros, ambos Dili.

Regresso a Portugal

A chegada da ditadura ao Brasil, traz Agostinho de regresso a Portugal, em 1969.

Por cá, passa pela direcção do Centro de Estudos Latino-americanos da Universidade Técnica de Lisboa, e foi consultor do Instituto Cultura e Língua Portuguesa (ICALP). Inicia também um grande contacto com a Galiza e com a Catalunha.

Nos últimos anos de sua vida, Agostinho da Silva tornou-se uma autêntica «estrela» nacional graças à sua participação no programa «Conversas Vadias» da RTP1.

Este avozinho com espírito de miúdo conquistou milhões de portugueses que se colavam ao écran para o ouvir. Um ano antes de morrer, com 87 anos e oito filhos adultos, admite, em entrevista ao jornalista da RTP Luís Machado, que «é muito raro» ler jornais. A não ser o «Público», salienta, «mas é sobretudo por causa do Calvin».

Fonte: TSF Online

Entrevista:

Agostinho da Silva (Entrevista 1ª Parte - 1990)

Agostinho da Silva (Entrevista 2ª Parte - 1990)

Agostinho da Silva (Entrevista 3ª Parte - 1990)

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Número:  31
Data:  QUARTA-FEIRA 18 DE JULHO 2007
Título:  “MOMENTOS” DE CRISTIANO RONALDO

Reprodução de texto do Blog Amar-ela de Daniela Mann

Sabem quem é o autor com mais livros vendidos?

Qual Saramago, Pessoa, Alice Vieira, Florbela Espanca, Miguel Esteves Cardoso…

Neste momento, até a Carolina Salgado e a sua saga amorosa com Pinto da Costa já foi destronada!

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Cristiano Ronaldo é o autor do Best Seller do momento. Até já há quem o considere a 8.ª maravilha do mundo!

"Momentos" é o nome da autobiografia, da autoria de Manuela Brandão, que reúne os episódios mais marcantes dos 22 anos de história da vida desta mega estrela do futebol.

Admiro o Cristiano Ronaldo enquanto futebolista e porque tem dignificado o nome de Portugal na área do desporto, no entanto, parece-me irónico que num país de poetas e escritores de grande qualidade, os primeiros lugares do top de vendas sejam arrebatados por figuras como o Cristiano Ronaldo e a Carolina Salgado que não estão, nem nunca estiveram ligados às letras!

Eles não têm a culpa, o pessoal é que gosta muito de saber acerca da vida dos outros!

De qualquer modo, continuação de muito sucesso para o rapaz que tantas glória nos tem dado!

Nota por Elaine Paiva:

Daniela Mann tem razão.

Personalidades como Cristiano Ronaldo e Carolina Salgado que não são do meio das letras, não deveriam ser os mais vendidos, no entanto, não quer dizer que não "mereçam estar" no topo já que se esforçaram em suas profissões e obtiveram sucesso.

O que me preocupa é que não só em Portugal como no Brasil temos grandes poetas e escritores que vivem a margem da mídia e sem o reconhecimento merecido do público. Seja por falta de divulgação e interesse de editoras e muitas vezes do próprio público.

Aqui no Brasil há coisas mais gritantes do que citou Daniela Mann, como por exemplo, Raquel Pacheco (Bruna Surfistinha como ficou conhecida através de seu blog), ex-garota de programa de classe média que lançou o livro "O Doce Veneno do Escorpião - o diário de uma garota de programa", contando suas aventuras sexuais. O livro já entrou na lista dos livros mais vendidos no Brasil na categoria "ficção", tornando-se um "best-seller".

E não para por aí. Recentemente o Ministério da Cultura do Brasil beneficiou a escritora através da Lei Rouanet quase R$ 4 milhões para a produção de um filme baseado no "livro" homônimo.

Que fique claro que não tenho nada contra Raquel Pacheco. Até pelo contrário, fico feliz da jovem ter encontrado um novo caminho em sua vida através das palavras, mas, ver o governo Brasileiro beneficiar, seja quem for, na produção de um filme de aventuras sexuais através de uma Lei criada como forma de incentivar a cultura brasileira em seus mais variados aspectos, é demais para minha cabeça! Tem coisa mais importante na cultura brasileira que mereça tamanho benefício.

Enfim, Como diz Daniela: Eles não têm a culpa, o pessoal é que gosta muito de saber acerca da vida dos outros!

Mas ainda assim, VIVA CRISTIANO RONALDO!!!

CITAÇÕES:

LEI ROUANET: Concebida em 1991 para incentivar investimentos culturais, a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91), ou Lei Rouanet, como também é conhecida, poder ser usada por empresas e pessoas físicas que desejam financiar projetos culturais.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket “Momentos” é o título do livro de Cristiano Ronaldo, que foi apresentado no dia 7 de julho, no Hotel D. Pedro, em Lisboa, em exclusivo para os órgãos da Comunicação Social.

O livro, produzido pela editora Ideias & Rumos, de Pedro Paradela de Abreu, foi escrito pela jornalista Manuela Brandão e é ilustrado com fotografias do fotojornalista Jorge Monteiro (ambos da Gestifute Media). O prefácio foi escrito por Bobby Charlton, figura emblemática do Manchester United e também do futebol mundial.

A obra, de 176 páginas, não é uma biografia, antes pretende dar a conhecer algumas histórias já vividas pela estrela do Manchester United, aliás a exemplo do que o título do livro sugere. “Momentos” estará nas bancas de todo o país a meio da próxima semana e a versão inglesa será lançada este Verão, em data a anunciar futuramente. A Gestifute Media iniciou a pré-publicação do livro, revelando, diariamente, excertos do conteúdo da obra, que já está a venda. Clique aqui e conheça alguns trechos do livro "Momentos" de Cristiano Ronaldo.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket Bruna Surfistinha é a principal personalidade da internet brasileira hoje em dia. Seu blog (www.brunasurfistinha.com) é visitado diariamente por quase 15 mil internautas que se deliciam com os relatos picantes dos programas que ela faz com homens, mulheres e casais em seu flat. Todos os programas (que podem chegar a seis num dia!) são descritos e Bruna ainda criou uma cotação para o desempenho do cliente. Bruna conta também em detalhes as festas que participou em clubes de swing.

Sem medo de mostrar a cara, a garota de programa foi entrevistada em emissoras de rádio, programas de TV e revistas de circulação nacional. Só que muitas histórias ficaram guardadas e só são reveladas agora em O Doce Veneno do Escorpião. Você vai conhecer detalhes reveladores da menina de classe média alta que trocou os finais de semana com a família no Guarujá para se prostituir aos 17 anos. O livro traz ainda um diário secretíssimo de Bruna Surfistinha, com as histórias mais ousadas que ela não teve coragem de publicar no blog. O diário, com 36 páginas negras, vem lacrado. Por fim, Bruna também dá pequenas lições para uma mulher de como conquistar o homem, e jamais perdê-lo para uma garota de programa.

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Número:  30
Data:  SÁBADO 14 DE JULHO 2007
Título:  CURTAS LITERÁRIO

Nem Salazar nem Cunhal; viva Sousa Mendes

* Por Helio Gaspari (Folha de São Paulo)

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket Tirou terceiro lugar. Foi dele a maior operação de resgate conduzida por uma só pessoa durante o Holocausto

DEPOIS DO ESPANTO causado pela entrega do título de "Grande Português" à memória do ditador Antônio de Oliveira Salazar (1889-1970), vem estupefação: o segundo colocado foi o stalinista Álvaro Cunhal, que dirigiu o Partido Comunista de 1961 a 1992. No mês dos 33 anos do renascimento da democracia no além-mar, 60% do eleitorado que participou da competição telefônica de uma emissora de televisão dividiu-se entre o que Portugal infelizmente foi e aquilo que felizmente não quis ser.

Mesmo assim, as coisas boas também acontecem e Aristides Sousa Mendes foi o terceiro colocado, com 13% das preferências, contra 19% dadas a Cunhal.

A amostra foi pequena e viciada. Num país de 10 milhões de habitantes, os telefonemas válidos foram 160 mil. Nada a ver com os 55 milhões de chamadas do "Big Brother" brasileiro. De qualquer maneira, quando Luís de Camões fica em quinto lugar, com 4% dos votos, as coisas não vão bem. Contudo, é o poeta quem ensina:

"Quem há que por fama não conhece
As obras portuguesas singulares?"

Sousa Mendes: Grande português, com certeza!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket Aristides Sousa Mendes e sua posição no certame são uma obra portuguesa singular. Conhecê-lo é uma dádiva. Ele nasceu em 1885, numa família católica da aristocracia. Passou pela Universidade de Coimbra e caiu na carreira diplomática. Rodou por Guiana, Zanzibar, Porto Alegre, São Luís e Curitiba. Estava no consulado do porto francês de Bordeaux quando estourou a Segunda Guerra e chegou-lhe uma circular determinando que não se concedessem vistos a judeus.

A cidade transformou-se em corredor de saída para dezenas de milhares de refugiados impotentes e Sousa Mendes distribuiu resmas de vistos em branco, assinados e carimbados. Calcula-se que tenham sido 30 mil em poucos dias. Foi a maior operação de resgate conduzida por uma pessoa durante o Holocausto. Ele recordaria: "Quantos suicídios e outros atos de desespero se produziram, quantos atos de loucura de que eu próprio fui testemunha?"

Salazar mandou dois funcionários para trazê-lo de volta a Lisboa. Sousa Mendes foi para Bayonne e emitiu mais vistos. Quando a polícia da fronteira com a Espanha foi avisada para não honrar sua assinatura, escoltou judeus abrindo caminho com seu carro oficial. Chegou a empurrar portões. Levado a Lisboa, foi expulso do serviço público. Perseguido pelo ditador, Sousa Mendes perdeu o patrimônio da família (a pecúnia, bem entendido porque, em 1944, dois dos seus 14 filhos saltaram sobre a Normandia com as tropas aliadas).

Nada permitia supor que aquele aristocrata monarquista e cinqüentão agisse daquela forma. No seu encontro com a história, realizou a obra portuguesa singular.

Sousa Mendes morreu em 1954, doente e miserável. Alimentava-se em centros de caridade da colônia judaica. Seus bens foram leiloados e sua casa senhorial virou galinheiro. Nada se escreveu sobre ele, além do que se gravou na lápide: "Quem salva uma vida salva o mundo".

Hoje ele é uma glória de Portugal e nome de praça em São Paulo. Tem busto em Bordeaux e parque em Montreal. Vinte árvores foram plantadas em sua memória na Floresta dos Mártires, em Jerusalém.

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CARTA DO CACIQUE SEATTLE nas livrarias......

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Em 10 de janeiro de 1854, o Cacique Seattle, como era conhecido o chefe das tribos Suquamish e Duwamish, proferiu um histórico discurso em que destacou a transitoriedade da existência, expressou seu profundo amor pela natureza e mostrou a necessidade de se tomar conta da terra e de toda vida sobre a terra.

Clique aqui e leia a primeira página em arquivo PDF.

DIVULGAÇÃO

"Poesia não vende", o quarto livro de Rodrigo Capella.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket Poesia não vende"nasceu da preocupação de Capella com o rumo que a poesia tomou nestes últimos tempos. O livro oferece elementos para o leitor questionar a existência atual da própria poesia no contexto social e literário, através dos seus versos.

Que aborda temas variados como sexo, angustia, esperança, emoção natural e da própria estrutura dos poemas. Esse questionamento tem o objetivo de fazer com que o leitor valorize e respeite a poesia em si e perceba a necessidade de sua incorporação em seu dia a dia, ou seja, perceber a importância do seu papel na prática social.

"POESIA NÃO VENDE“, nasceu para denunciar e questionar o descaso público que a poesia sofreu nestas últimas décadas e protagonizar uma verdadeira revolução literária, junto a sociedade, para que a poesia volte a ser popularizada e valorizada como antigamente, sugerindo a utilização do conceito do letramento como uma das soluções para que a poesia cumpra o seu papel social e ajude a gerar um Brasil mais poético e, conseqüentemente mais culto com pessoas mais conscientes do seu papel social.

“Poesia não vende” , editado pela Caminho das Idéias, tem depoimentos de Ivan Lins, Moacyr Scliar, Bárbara Paz, Carlos Reichenbach, entre outros, que foram escolhidos pela identificação de Capella com o trabalho deles. O autor afirma que eles são poetas porque seus trabalhos têm sentimento, alma e, principalmente, esperança contínua e esse, para Capella, é o tripé básico da poesia.

Rodrigo Capella, 26, é jornalista pós graduado em comunicação jornalística pela PUC-SP, escritor e poeta. Incentivado pela avó, começou a escrever aos 12 anos e publicou seu primeiro livro “ “Enigmas e Passaportes” (Forever Editora, 1997) , aos 16 anos. Depois vieram os livros “ Como mimar o seu cão” e “Transroca, o navio proibido”, ambos pela Zouk Editora em 2005. Agora lança o seu quarto livro e o primeiro de poesia “Poesia não vende” pela Caminho das Idéias. Ainda este ano Capella lançará “Rir ou chorar:o cinema de sentimentos”, pela Imprensa Oficial. “Rir ou chorar: o cinema de sentimentos”, fará parte da coleção Aplauso coordenada pelo Rubens Edwald Filho e conta histórias dos bastidores do cinema nacional enfatizando o trabalho dos profissionais chamados de “bastidores”.. Capella já prepara a biografia do cineasta Paulo Morelli.

Fonte: Verdes Trigos Org

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Número:  29
Data:  SÁBADO 07 DE JULHO 2007
Título:  LIVE EARTH

MADONNA - "HEY YOU" Official Video - Promo for Live Earth

LIVE EARTH

SOBRE O EVENTO

O Live Earth é uma série de 9 concertos que duram 24 horas em 7 continentes que ocorrerá em 07/07/07 e reunirá mais de 100 artistas da música e 2 bilhões de pessoas para desencadear um movimento global a fim de resolver a crise climática.

O Live Earth atingirá este público mundial através de uma arquitetura de mídia global sem precedentes que cobrirá todas as plataformas: TV, rádio, Internet e canais sem fios.

O Live Earth marca o início de uma campanha de vários anos liderada pelo Alliance for Climate Protection (Aliança Pelo Clima), The Climate Group (o Grupo do Clima) e outras organizações internacionais para incentivar indivíduos, corporações e governos a tomarem atitudes para resolver o aquecimento global. O ex-presidente americano Al Gore é o presidente da aliança e parceiro do Live Earth.

O Live Earth foi criado por Kevin Wall, o produtor executivo mundial do Live 8, um evento que reuniu um dos maiores públicos da história para combater a pobreza. Wall formou uma parceria com Al Gore e a Aliança Pelo Clima para garantir que o Live Earth inspire mudanças comportamentais, mesmo muito depois de 07/07/07.

O ex-presidente americano Al Gore é autor de Uma Verdade Inconveniente, o livro best-seller sobre a ameaça e as soluções de aquecimento global e assunto de um filme do mesmo título, que foi indicado para dois Oscars.

O Live Earth organizará os concertos no Giants Stadium de Nova York; Wembley Stadium de Londres; Aussie Stadium em Sydney; praia de Copacabana no Rio de Janeiro; Maropeng at the Cradle of Humankind em Johanesburgo; Makuhari Messe em Tóquio; degraus da Oriental Pearl Tower em Xangai; HSH Nordbank Arena em Hamburgo; e Inonu Stadium em Istambul.

SOBRE O SOS

SOS é a campanha de mensagens contínuas e o movimento mais amplo por detrás do Live Earth. A missão da campanha SOS é ensinar as pessoas a mudar seus comportamentos de consumo e motivar as corporações e líderes políticos a aprovar medidas decisivas para combater a crise climática. A mensagem do SOS é que todo mundo, em todo lugar, pode e deve Responder Ao Chamado para resolver a crise climática. A identidade e a linguagem da campanha SOS são baseadas na chamada de socorro do código morse internacional: três pontos seguidos por três traços e depois por três pontos. O sinal SOS original será usado como uma contínua chamada à ação para levar indivíduos, corporações e governos de todo o mundo a responder ao chamado com uma ação imediata e contínua. A campanha SOS está usando uma plataforma de multimídia poderosa com curta-metragens, anúncios em televisão e rádio, uma experiência interativa na Web, livros, os próprios concertos do Live Earth, para fornecer ao público mundial as ferramentas que ajudarão a combater a crise climática, Esta campanha multimídia garantirá que a mensagem do Live Earth ecoe muito tempo depois de 07/07/07.

Acompanhe o evento no Brasil através do Live Earth Msn Brasil e participe.

Fonte: Live Earth Org.



Número:  28
Data:  QUINTA-FEIRA 05 DE JULHO DE 2007
Título:  Visite Portugal - Vídeo



Número:  27
Data:  QUARTA-FEIRA 05 DE JULHO 2007
Título:  HISTÓRIA - UMA BURLA À PORTUGUESA

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Artur Virgílio Alves dos Reis (nasceu em Lisboa em 3 de Setembro de 1898 - faleceu em Julho de 1955) foi certamente o maior burlão da história portuguesa e possivelmente um dos maiores do Mundo.

Conhecido como o cabecilha da maior falsificação de notas de banco da História. As notas, essas, eram de 500 escudos, efígie Vasco da Gama, corria o ano de 1925.

Filho de uma família modesta - o pai era cangalheiro, tinha problemas financeiros e acabou por ser declarado insolvente - Alves dos Reis quis estudar engenharia. Efectivamente, começou o primeiro ano do curso, mas abandonou-o para casar com Maria Luísa Jacobetti de Azevedo, no mesmo ano em que a casa comercial do pai faliu.

Em 1916, emigrou para Angola, para tentar fazer fortuna e assim escapar às humilhações que lhe eram impostas pela abastada família de Luísa, devido à diferença de condição social.
Começa como funcionário público nas obras públicas de esgotos.

Em Angola, fez-se passar por engenheiro, depois de ter falsificado diplomas de Oxford, aliás de uma escola politécnica de engenharia que nem sequer existia: a Polytechnic School of Engineering.

De acordo com esse diploma falsificado, teria estudos de ciência da engenharia, geologia, geometria, física, metalurgia, matemática pura, paleografia, engenharia eléctrica e mecânica, mecânica e física aplicadas, engenharia civil geral, engenharia civil e mecânica, engenharia geral, design mecânico e civil.
Ou seja, quase tudo...

Com um cheque sem cobertura, comprou a maioria das acções da companhia dos Caminhos de Ferro Transafricanos de Angola, em Moçâmedes. Tornou-se rico e ganhou prestígio.

De volta a Lisboa, em 1922, compra uma empresa de revenda de automóveis americanos. Depois tenta apoderar-se da Companhia Ambaca. Para o conseguir, passou cheques sem cobertura e usou depois o dinheiro da própria Ambaca para cobrir os cheques sobre a sua conta pessoal.

No total, apropriou-se ilegitimamente de 100 mil dólares americanos. Com esse dinheiro comprou também a Companhia Mineira do Sul de Angola. No entanto, antes de controlar toda a Ambaca, foi descoberto e preso no Porto, em Julho de 1924, por desfalque. Foi acusado também de tráfico de armas.

Foi durante o tempo da prisão — só esteve preso 54 dias e foi libertado em 27 de Agosto de 1924 por pormenores processuais — que concebeu o seu plano mais ousado.

A sua ideia era falsificar um contrato em nome do Banco de Portugal – o banco central emissor de moeda, e que na altura era uma instituição parcialmente privada – que lhe permitiria obter notas ilegítimas mas impressas numa empresa legítima e com a mesma qualidade das verdadeiras.

Em 1924, Alves dos Reis contactou vários cúmplices e outros colaboradores de boa-fé para pôr os seu plano em marcha. Entre os seus cúmplices e colaboradores encontrava-se o financeiro holandês Karel Marang van Ijsselveere; Adolph Hennies, um espião alemão; Adriano Silva; Moura Coutinho; Manuel Roquette e especialmente José Bandeira.

Um pormenor importante era que José Bandeira era irmão de António Bandeira, o embaixador português na Haia.

Alves dos Reis preparou um contrato fictício e conseguiu que este contrato fosse reconhecido notarialmente. Através de José Bandeira, obteve também a assinatura do embaixador António Bandeira.
Conseguiu ainda que o seu contrato fosse validado pelos consulados da Inglaterra, da Alemanha e França.
Traduziu o contrato em francês e falsificou assinaturas da administração do Banco de Portugal.

Através de Karel Marang, dirigiu-se a uma empresa de papel-moeda holandesa, mas esta remeteu-os para a empresa britânica Waterlow and Sons Limited de Londres, que era efectivamente a casa impressora do Banco de Portugal.

Em 4 de Dezembro de 1924, Marang explicou a Sir William Waterlow, que por razões politicas, todos os contactos ligados à impressão das novas notas deveriam ser feitos com a maior das discrições.
O alegado objectivo das notas era conceder um grande empréstimo para o desenvolvimento de Angola. Cartas do Banco de Portugal para a Waterlow and Sons Limited foram também falsificadas por Alves dos Reis.
William Waterlow escreveu uma carta confidencial ao governador do Banco de Portugal, Inocêncio Camacho Rodrigues em que referia os contactos com Marang. Mas, aparentemente, a carta extraviou-se.

No caderno de encargos de impressão das notas, estipulava-se que estas viriam a ter posteriormente a sobrecarga Angola dado que, como se disse acima, alegadamente se destinariam a circular aí. Por essa razão, as notas tinham números de série de notas já em circulação em Portugal.

Waterlow and Sons Limited imprimiu assim 200 mil notas de valor nominal 500 escudos (no total quase 1% do PIB português de então), efígie Vasco da Gama chapa 2, com a data de 17 de Novembro de 1922.

O número total de notas falsas de 500 escudos era quase tão elevado como o de notas legítimas.

A primeira entrega teve lugar em Fevereiro de 1925, curiosamente cerca de um ano depois das notas verdadeiras de 500 escudos, efígie Vasco da Gama, terem começado a circular.

As notas passavam de Inglaterra a Portugal, com a ajuda dos seus cúmplice, José Bandeira, que utilizava as vantagens diplomáticas de seu irmão, Karel Marang e ligações ao cônsul da Libéria em Londres.

Alves dos Reis, embora o mentor da fraude e o falsificador de todos os documentos ficava só com 25% das notas.

Ainda assim, com esse dinheiro fundou o Banco de Angola e Metrópole em Junho de 1925. Para obter o alvará de abertura deste banco, recorreu também a diversas outras falsificações.

Investiu na bolsa de valores e no mercado de câmbios. Comprou também o Palácio do Menino de Ouro (actualmente o edifício em Lisboa do British Council) ao milionário Luís Fernandes;
Adquiriu três quintas e uma frota de táxis.
Além disso terá gasto uma avultadíssima soma em jóias e roupas caras, para a sua mulher, e para a sua amante, Fie Carelsen, uma actriz holandesa. Tentou também comprar o Diário de Notícias.

O objectivo de Alves dos Reis era afinal comprar acções, e conseguir controlar, o próprio Banco de Portugal, de forma a cobrir as falsificações e abafar qualquer investigação.

Durante o Verão de 1925, directamente, ou através do cônsul da Venezuela em Lisboa, Simon Plancez-Suarez, comprou 7000 acções do Banco de Portugal. No final de Setembro já tinha 9000, e no final de Novembro 10000. Seriam necessárias 45000 acções para controlar o banco central.

Ao longo de 1925, começaram a surgir rumores de notas falsas, mas os especialistas de contrafacção dos bancos não detectaram nenhuma nota que parecesse falsa.

A partir de 23 de Novembro de 1925, Alves dos Reis e os negócios pouco transparentes do Banco de Angola e Metrópole começam a atrair a curiosidade dos jornalista de O Século – o mais importante diário português de então.

O que os jornalistas tentavam perceber era como era possível que o Banco de Angola e Metrópole concedesse empréstimos a taxas de juro baixas, sem precisar de receber depósitos.

Inicialmente, pensou-se que se tratava de uma táctica alemã — para perturbar o país e obter vantagens junto da colónia angolana.

A burla é publicamente revelada em 5 de Dezembro de 1925 nas páginas de O Século. Alguns dias antes, um funcionário de um banco no Porto apercebeu-se que tinham em caixa duas notas aparentemente genuínas, mas com o mesmo número de série.

A informação foi passada ao Banco de Portugal. São dadas instruções para que as agências bancárias ponham as notas em cofre por ordem de número, para controlar duplicações. Muitas mais notas com números repetidos aparecem.

O património do Banco de Angola e Metrópole foi confiscado e obtidas provas junto da Waterlow and Sons Limited.

Alves dos Reis é preso a 6 de Dezembro, quando já se encontrava a bordo ao tentar fugir para Angola.
Tinha 28 anos no momento da prisão.

A maior parte dos seus associados são presos também. Karel Marang e Adolph Hennies escaparam e saíram de Portugal.

Alves dos Reis esteve preso 108 dias esperando por julgamento.

Durante esse tempo, falsificou outros documentos com os quais conseguiu convencer os juízes que a própria administração do Banco de Portugal estava implicada na fraude. Em consequência disso, o julgamento esteve suspenso cinco anos.

Foi finalmente julgado no Porto, em Maio de 1930, e condenado a 20 anos: 8 de prisão e 20 de degredo. Durante o julgamento, alegou que o seu objectivo era simplesmente desenvolver Angola. Na prisão, converteu-se ao protestantismo.

Foi libertado em Maio de 1945.
Foi-lhe oferecido um emprego de empregado bancário;
recusou.
Morreu de ataque cardíaco em Julho de 1955, pobre.
José Bandeira teve idêntica condenação.
Morreu em 1957, sem fortuna. Hennies fugiu para Alemanha.
Reapareceu mais tarde, sob o seu nome verdadeiro, Hans Döring.
Morreu em 1957, sem fortuna.

Karel Marang foi preso e julgado na sua Holanda natal, mas sentenciado a 11 meses de cadeia. Posteriormente, naturalizou-se francês e terminou os seus dias, muito rico, em Cannes.

O escudo, a moeda portuguesa, teve perturbações cambiais e perdeu muito da sua credibilidade.
As notas de 500 escudos começaram a ser retiradas de circulação a 7 de Dezembro de 1925.

A 6 de Dezembro, o Banco de Portugal ordenou a retirada de circulação de todas as notas de 500 escudos. Inicialmente a troca das notas foi autorizada até 26 de Dezembro. Durante estes 20 dias, saíram de circulação 115 000 notas legítimas ou não.

No entanto, em Abril de 1932, o Banco de Portugal determinou que fossem abonadas aos portadores de reconhecida boa fé as notas de 500 escudos (...), quer sejam autênticas, quer façam parte das que foram entregues por Waterlow & Sons a Marang e seus cúmplices. Isso implicou um enorme prejuízo para o banco central.

Na verdade, um pequeno grupo de notas – a que se veio a chamar notas camarão – foram recusadas para troca pelo Banco de Portugal.

O nome provinha de terem sido banhadas numa solução de ácido cítrico, com o objectivo de as livrar do cheiro de tinta fresca. O resultado foi uma ligeira descoloração, resultando numa cor semelhante ao daquele marisco.

De acordo com a lei portuguesa, as notas retiradas de circulação em 1925 puderam ser trocadas no Banco de Portugal até 1995. Naturalmente que esta prescrição, não era relevante dado que o valor de colecção das notas (legítimas e falsas) a partir dos anos 50 passou a ser muito superior ao seu valor facial.

A fraude criou uma enorme crise de confiança na população em relação aos poderes públicos.

Embora os desenvolvimentos desse período sejam complexos, essa crise pode ter facilitado o golpe de Estado de 28 de Maio de 1926, que derrubou o presidente da República, Bernardino Machado, e deu origem à ditadura, e a partir de 1932, ao Estado Novo de Salazar.

O Banco de Portugal processou a Waterlow & Sons nos tribunais londrinos: um dos mais complexos casos da história judiciária britânica até então.

Sir William Waterlow foi demitido de presidente da casa impressora em Julho de 1927.
Em 1929, foi eleito presidente da câmara (mayor) de Londres, mas morreu de peritonite antes da decisão judicial.

O caso foi resolvido em 28 de Abril de 1932. A Waterlow & Sons pagou uma indenização ao Banco de Portugal e faliu.

Fonte: Estados Gerais por Carlos Alberto Mostardinha. Visite clicando no link abaixo:

  • estadosgerais.blogspot.com/
  • Adaptações Em 2000 a história de Alves dos Reis foi adaptada para a TV por Francisco Moita Flores e apresentada como minisérie pela RTP.
    Na Alemanha, como mais tarde em Portugal, a história foi adaptada em 1970. A minisérie tinha o título Millionen nach Maß (Milhões à medida)

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    Sinopse

    A história de Artur Virgílio Alves dos Reis, personalidade fascinante, portuguesa enquanto dotada de engenho e raça empreendedora, homem de descobrimentos. A tese histórica cresce em lugar próprio. A verdadeira história há-de contar-se um dia. Esta outra, em banda desenhada, é, assumida, ficção. E a ficção pode ser inimiga mortal da História, risco que o autor quis correr, até porque o paladar mais intenso é o dos frutos proibidos.

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