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CRÓNICA D AILHA

DOMINGO 17 DE JUNHO DE 2018  

Os rapazes da Levada

Já com o bodo de leite realizado em Santo Antão e no Topo, veio o fim-de-semana da Trindade. Acho que estava tudo bom tanto em Santo Antão como no Topo, e correu tudo da melhor maneira embora tanto num sitio como no outro depois das festas feitas haja sempre quem ache que a coroação devia ter sido de outra maneira, ou que o cortejo deveria ter sido de outra maneira, mas na minha modesta opinião estava excelente.

Há alguns anos os Rapazes da Levada, a malta da minha Canada, (Rua), era-mos quase todos da mesma idade e costumávamos jogar à bola no caminho. Arranjava-mos umas pedras fazia-mos a baliza com duas pedras como se fossem o poste e tratávamos de jogar pelo caminho em equipas de 2 ou de 3 conforme os que tinha na rua aquela hora. Numa das vezes estávamos a jogar quando um de nos mandou um chuto na bola que bateu no fio da luz. Ora quando tocou lá aquilo fez faísca e cortou a luz elétrica por cá. Nós pensamos logo, estamos tramados. Vai ser bolacha feia quando souberem que fomos nós. Toca a arrumar as pedras do caminho e cada um para a sua casa. Eu quando cheguei a casa a minha mãe comentava:

Olha a luz faltou e ainda não veio.

Mas nem comentei nada que tínhamos sido nós que por inocência e brutalidade tínhamos provocado aquele corte de energia. (Desde já aproveito para pedir desculpa à Eda por este acontecimento.) A bola ficou preta e arrebentou com o choque no fio, não serviu para mais nada.

Lembrei-me disto um dia destes quando a energia faltou cá e ri-me por dentro com esta estória que já tem alguns anos, pelos anos 2000, era-mos bem à vontade uns 10, que de vez enquanto jogava-mos à bola no caminho.

Todos nós temos estórias e maneiras das nossas vidas que mais tarde recorda-mos e dámos umas gargalhadas, mas que na altura não tinha muita graça. Acontece que horas depois já havia luz e estava tudo bem. Mas no momento que vi-mos a bola a bater no fio e arrebentou tanto com o fio como com a bola, o fio a arder e labareda e faísca pelo ar no momento do contacto entre fio e bola, cada um tratou de pegar nos sapatos e ir levá-los a casa o mais rapidamente possível sem que ninguém notasse que tinha-mos estado ali.

Aventuras e acontecimentos que fazem de nós uns belos marmelos. Ainda houve uma pequena zanga entre nós para ver de quem era a culpa. Mas de nada adiantou. Pormenores que podem fazer grandes diferenças.

Repare-se que enquanto nos jogávamos à bola alguns precisavam da luz para trabalhar.

Já foi, já passou, mas fica cá o recordar a nossa trafulhice enquanto jovens e adolescentes na Canada de Levada.

Texto de
Maurício Carlos de Jesus

 

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