Nova publicação do Matesim
José
Liduino Melo de Borba nasceu às duas horas, do dia 7 de Fevereiro de 1956,
na Canada da Arruda, 110, freguesia de São Mateus, concelho de Angra do
Heroísmo, Ilha Terceira, Açores.
Começou a trabalhar, por conta de outrem, com 11 anos de idade, como
empregado de voltas, para terminar aos 25, em 1981, como escriturário da Agência
de Navegação, na Praça Velha, data em que começou a sua actividade profissional
de empresário, que continua a desempenhar.
Desde os 16 anos de idade que escreve, nomeadamente versos e prosa. Tem
alguns artigos de opinião publicados em jornais locais.
Para além da presente obra, publicou em 2007 “O Clube do Cantinho”, em Abril
de 2008 “João Ângelo – O Mestre das Cantorias”, em Setembro de 2008 “História de
São Mateus da Calheta”, Em 2009 “David Fagundes – Versos duma Vida” e tem entre
mãos outros trabalhos que pretende publicar brevemente: “A Família Contente em
São Mateus”, “Famílias de São Mateus”, “As Velhas”, etc.
História e temas da cultura popular são a preferência do autor.
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Em breve lançará mais esta obra acompanhada de um DVD:
Título: 64 – O Toiro das Mulheres
Data de lançamento: Março de 2010
Formato: 135 x 200 mm (com DVD anexo)
Páginas: 192
Imagens; 98
Edição: Autor
Tema: Vida, peripécias e morte do toiro mais internacionalizado |
Nota do Autor
Tenho que começar por confessar que não sou um dos grandes aficionados
desta ilha de Jesus Cristo, onde os toiros e as touradas são uma parte
importante do convívio social e a nossa “indústria de verão”. Gosto muito dessa
tradição terceirense, mas a minha participação resume-se a “meia dúzia” de
touradas por ano. Excepção foi o ano de 2003, em que os meus sogros, Eugénio e
Paulina, emigrados em Tulare, Califórnia, passaram cá três meses e meio de
verão, e viram 50 touradas, grande parte delas também vistas por mim.

Nesse ano, apercebi-me do valor que tem a aficion e do grande movimento
comercial e social que esta actividade alimenta, em toda a ilha. Embora nos
tempos que correm a informação esteja muito mais democratizada, um simples
pequeno anúncio obrigatório, colocado no jornal local, é suficiente para levar
multidões a uma tourada.
A ideia de elaborar este livro começou, em Agosto de 2009, numa conversa
com o meu amigo José Henrique Pimpão, onde fiquei a perceber melhor o quanto se
fotografou, fala, escreve e visiona sobre o 64. É o toiro mais
internacionalizado, de todos os tempos. Com as características do 64,
principalmente a de saltar, parece ser unânime afirmar que não se conheceu outro
igual.
José Henrique Pimpão tem contribuído decisivamente, com a sua escrita na
comunicação social local, para o conhecimento e afirmação da tauromaquia
terceirense, nomeadamente as estatísticas anuais, aplicação e alteração das leis
que regem a actividade.

11-9-2006 - Penha de França.
Foto J. H. Pimpão
Joaquim Pires, Director Regional do Desenvolvimento Agrário, e Duarte
Pires, presidente da Associação Regional de Criadores de Toiros de Tourada à
Corda, entre muitos outros, têm também contribuído para o desenvolvimento desta
actividade taurina.
O conhecimento mundial do toiro ficou a dever-se, em grande parte, a Paulo
Almeida que, para além das muitas fotos que tirou, o colocou na internet através
dos sites
www.mynameisfairplay.com e
www.64hf.com.
Quanto ao título a dar ao livro, eram várias as opções: “O Monstro das
Tapadas” , “O Toiro das Mulheres”, “O Toiro das Varandas”, “O Toiro das
Tapadas”, “O Amigo das Mulheres” e “O Amante das Mulheres”. Sobre todos eles
podiam-se escrever várias linhas, todas com razões, vantagens ou desvantagens.
Optei pela segunda.

Casa H. F.
Foto de Liduino Borba
A tourada à corda, na ilha Terceira, é centenária e ninguém fica
indiferente a ela. Mesmo os mais sépticos, que são poucos, têm que viver com ela
de qualquer forma. Já em criança, uma das minhas brincadeiras preferidas era
“brincar aos toiros”, com a disputa do lugar de ganadero, porque os toiros não
“pegam no dono”. Não há festa, que se preze, que não inclua no seu programa uma
tourada à corda.
Grandes artistas, autores, cantadores, pintores e outros têm contribuído
de várias formas para engrandecer esta manifestação popular terceirense.
A grande chaga das touradas são as entidades públicas, que para além de
legislarem com algum desconhecimento da realidade, aplicam todas as possíveis
taxas e “taxinhas”, encarecendo o licenciamento de uma tourada de tal forma que
essas são, muitas vezes, superiores ao custo do aluguer dos toiros, enquanto o
povo continua, em muitos pontos do espectáculo, a trabalhar “por amor à
camisola”.

2006-07-05 - Vila Nova.
Foto de Paulo Almeida
Sempre houve toiros que se destacaram, durante as corridas que deram e
pelo que fizeram nelas. Entre muitos outros, falava-se, ou fala-se, no “Mulato”,
“Chinela”, “Gatinho”, “90”, “Celeiro”, “Descornado” “Lisboa Velho”, “Fera do
Mato”, “52 pai”, “52 filho”, Elisa, etc. Como o 64 ninguém conheceu nenhum.
Tive alguma dificuldade em identificar as cordas dadas pelo 64. Foi o
cruzamento de diversa informação – relatos pessoais, Vídeos, DVDs, registos,
etc. – que permitiu chegar ao número e datas das 38 cordas. Quanto a este número
não há dúvidas. Poderá, sim, haver alguma pequena falha quanto aos locais onde
se realizaram.

2006-08-20 - Feteira.
Foto de Paulo Almeida
Por fim, gostaria de agradecer a todos quantos colaboraram na edição deste
livro e DVD, que foram muitos, especialmente os proprietários, autores e
intérpretes dos temas dos DVDs e enredos dos bailinhos, que cederam
graciosamente todos os direitos, nomes que constam nas “pessoas contactadas” em
Bibliografia.
Um agradecimento especial a Humberto Filipe, à esposa, ao filho José
Manuel e à nora Liliana, que colaboraram em tudo quanto lhes foi pedido para
esta edição.
José Liduino Melo Borba pode ser contactado através de:
Morada:
Terra Alta, 28
São Mateus da Calheta
Terceira – Açores
Telefone (+351) 295 642 344
Endereço Postal:
Apartado 101
9701-902 Angra do Heroísmo.
www.liduinoborba.com