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Mensagem:  517
Data:  10/5/2004 1:19:00 PM
Nome:  JOÃO LEDO
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Tem sido realmente com grande suspresa que estou a notar uma certa frieza das pessoas em quererem enviar seus comentários sobre o problema de "OLIVENÇA". Penso eu que as vossas opiniões favoráveis ou contrárias aqui trousesse muitos comentários, ou será que as pessoas estão com medo de alguma ameaça de uma invasão (ESPANHOLA) ao (CANADÁ) que eu não esteja a par, agradecia que me elucidassem o que é que está mal, ou será que ninguém se quer dar ao trabalho de tentar saber o que realmente se passa no referente a este assunto, gostaria imenso de saber a opinião do nosso bom amigo "JOE ESTÁQUIO" e de todas as pessoas (sem distinções, nem herarquias), mesmo que sejam contra, mas que ao menos deiam sinal de vida, se manifestem do que pensam sobre este assunto, que deve ser muito importante para todos nós que muito nos prezamos de sermos (PORTUGUESES). Os vossos comentários são muito importantes sobre este assunto. (www.olivenca.org). João Ledo.


Mensagem:  516
Data:  10/5/2004 12:05:22 AM
Nome:  VENUS CREATIONS
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Olivença com uma população de 8.274 hab., é uma pequena cidade sede de município (ayuntamiento, em castelhano) na fronteira Luso-Espanhola, sob disputa. Olivença está situada na margem esquerda do Rio Guadiana, perto da cidade de Elvas, e a cerca de 24 km de Badajoz. O território é triangular, com dois dos seus vértices no rio Guadiana e o terceiro indo para sudoeste para Espanha. Além da cidade, o território de Olivença incluiu sete aldeias: S. Francisco, S. Rafael, Vila Real, S. Domingos de Gusmão, S. Bento da Contenda, S. Jorge de Alor e Táliga (atualmente um município na Espanha, não reconhecido por Portugal). A área total ronda os 750 km². A cultura e língua portuguesas são mantidas nas zonas rurais. Olivença, atualmente é parte da província espanhola de Badajoz na Extremadura. Contudo, o governo português a considera parte do distrito português de Évora. Apesar deste problema diplomático, os dois países prosseguem relações diplomáticas normais dentro da União Europeia. Contenda de Soberania Olivença foi tomada pela Espanha na Guerra das Laranjas. Portugal não reconhece de jure nem de facto a soberania do território à Espanha. Logo, a fronteira entre estes países na região de Olivença, não foi definida desde a ocupação. A soberania portuguesa da região está assente em decisões feitas no Congresso de Viena em 1815. Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Oliven%C3%A7a" Categorias de páginas: Territórios disputados


Mensagem:  515
Data:  10/5/2004 12:05:22 AM
Nome:  VENUS CREATIONS
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Grupo dos "Amigos de Olivença" «Se Olivença é uma causa perdida, não é Olivença que está perdida para Portugal; é muito provávelmente Portugal que se perdeu a si próprio, incapaz de defender os seus interesses e muito especialmente os seus direitos.»


Mensagem:  514
Data:  10/5/2004 12:05:22 AM
Nome:  Joao Santos
País:  Canada
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Caro Joe furtado quero aqui dar os meus sinceros parabens a"VENUS CREATIONS" pelo seu 30th Aniversario e ja agora aproveitando esta oportunidade para desejar tambem muito sossesso ao "AMOR DE ARTISTA" que faz este ano 5 anos de existencia. Os meus parabens a todos os artistas que fizeram parte neste projecto. Conhecendo-os eu a todos aqui faco uma pergunta sera que (HERNAN CORTES,FRANCISCO PIZZARRO, e BASCO NUNEZ DE BALBOA serao os convidados de honra ao "AMOR DE ARTISTA" Para o amigo Furtado e sua equipa Parabens


Mensagem:  513
Data:  10/4/2004 11:43:21 PM
Nome:  Vasco M. C. Evaristo
País:  Toronto, Ontario, Canada
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Iremos elaborar uma notícia para publicação nesta edição prõxima. Entretanto, aproveito para os felicitar pelo 30ª aniversário. Parabéns e continuação de muito sucesso. Vasco M. C. Evaristo, B.A., LL.B. Director-adjunto Sol Português/Portuguese Sun Sol Português Publishing Inc. 977 College Street Toronto, ON M6H 1A6 Canada T: 416-538-1788 • F: 416-538-7953 www.solnet.com


Mensagem:  512
Data:  10/4/2004 11:25:03 PM
Nome:  Joe Estaquio
País:  Canada
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Joe Furtado & Venus Creations, Congratulations on Your 30th Anniversary... The work on behalf of the interest of the Local Artist, is examplary and worth of the hightest recognition. May we at the ACAPO wish you the best of success in the next 30 Years... Our support can always be counted on... Com Grande Amizade e Respeito, J M Eustaquio ACAPO, Executive President


Mensagem:  511
Data:  10/4/2004 7:53:55 PM
Nome:  JOÃO LEDO
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Foi com muito prazer que pôs aqui o artigo desta senhora (ESPANHOLA) que até se considera muita (PORTUGUESA), como é tão saudável ver-se como ela deve ser bem feliz, pela maneira como fala do marido que é (PORTUGUÊS). Mas no seu artigo reparei que ela menciona que se houvesse um referendo em (OLIVENÇA) eles votariam para serem (ESPANHÓIS), pudera se depois de 2002 anos eles não tivessem feito nada para ganharem a simpatia do povo, sendo até que aboliram a nossa língua tornando-a ilegal. Também vem agora a propósito o problema (GIBRALTINO) em que já houve 2 referendos que resultaram numa maioria esmagadora em favor da continuidade dos (INGLESES) no território. Mas isso nunca esfriou os ânimos dos nossos vizinhos que com a sua presistência até já conseguiram com que a “INGLATERRA” iniciasse conversações com eles, para tentarem uma resolução do problema deste território, e nós andamos sempre a ver a banda passar há 2002 anos, é por isso ainda não conseguimos chegar a parte alguma porque ninguém se importa. Eu acho que é altura de nós (PORTUGUESES) acordar-mos e analisar o que realmente se está a passar, e no fim darmos nosso total apoio a este delicado problema que a todos nós afecta, é nestas alturas que temos que mostrar que ainda temos garra e muita força de vontade para recuperar-mos o que nos pertence. Por favor leiam os comentários que têm saido sobre este assunto e adiram ao que se está a tentar fazer em prol desta justíssima causa de usurpação dos direitos humanos num território que legalmente nos pretence. Os vossos comentários a este assunto são importantíssimos porque assim poderemos saber do (vosso interesse ou não) e se vale a pena tentar-mos reaver o que é nosso. Aqui vai o web site dos “AMIGOS DE OLIVENÇA”. (www.olivenca.org). João Ledo


Mensagem:  510
Data:  10/4/2004 3:39:32 PM
Nome:  JOÃO LEDO
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(ESCRITO POR): GLORIA RODRIGUEZ GALVAN OLIVENÇA E AS SUAS ORIGENS. Perante as ofensas que têm sido feitas a Espanha nos últimos tempos, por causa de Olivença, não posso deixar de manifestar me e deste modo tirar algumas dúvidas, esclarecendo alguns pontos sobre as origens de Olivença, uma vila a uns 22km de Badajoz (a minha terra Natal), que tantas polémicas e controvérsias tem suscitado neste como noutros jornais do "nosso país", digo nosso país entre aspas porque como espanhola que sou de nascimento, por afinidade Portugal também é meu país ao casar me com um português e adquirir por esse motivo a nacionalidade portuguesa. Desde pequena que muitas vezes fui a Olivença onde moravam os meus padrinhos e primos, sendo o meu padrinho descendente de família portuguesa muito abastada, além de que os meus avós maternos e família moraram vários anos em Olivença, até que se mudaram para Badajoz onde eu nasci, tão perto da fronteira portuguesa. Oh Elvas, Elvas, Badajoz à vista... Por tal motivo, cresci num ambiente muito peculiar entre Espanha e Portugal, considerando me, nada melhor dito, uma mulher puramente ibérica. Os meus conhecimentos sobre Olivença, tendo em conta as suas origens, remontam à época pré romana, sendo posteriormente ocupada pelos muçulmanos, pelos vestígios que por todo o sul da península deixaram. No entanto, os primeiros documentos assinalam que os templários arrebataram o território aos muçulmanos. Fontes históricas indicam que pertenceu a Castela, por um antigo enclave que ali tinha existido denominado pela tradição Vila Velha e que posteriormente resultou arrasada durante a guerra entre mouros e cristãos. Então, a Ordem dos Templários edificou uma igreja e um castelo, assim como outras construções que fizeram de Olivença uma pequena povoação. São estes os documentos mais antigos que apareceram conhecidos pela Olivença actual. Outros documentos que apareceram posteriormente indicam que Olivença era um aldeia do município de Badajoz e que foi arrebatada pelos templários aos que Afonso IX havia premiado com o enclave de AIconchel, ao sul de Olivença. A partir do século XIII, esta povoação pertenceu alternativamente a Espanha e Portugal. No entanto, no aspecto eclesiástico, a sua conexão com a diocese de Badajoz nunca chegou a romper se. Em 1297, pelo Tratado de Alcanices, de facto, passa Olivença para Portugal, sendo o rei D. Dinis que a dotou de numerosos privilégios, mandando erigir o seu castelo e muralhas, acrescentando D. João II uma Torre de Menagem no recinto do castelo, mas foi com D. Manue I que, nos séculos XIV e XV, esta vila experimentou um notável desenvolvimento, considerando se o seu reinado a época de maior esplendor pelas obras de arte ali construídas como o Palácio de Cadaval, Ponte de Ajuda e a Igreja da Magdalena, uma verdadeira jóia de arte de estilo manuelino. Durante o século XVII, sofreu Olivença uma série de ataques devido à sua posição estratégica, passando de novo para Portugal, voltando para Espanha conquistada pelo duque S. Germán, passando posteriormente para Portugal em 1688 pelo Tratado de Lisboa, permanecendo assim as fronteiras já estabelecidas em 1640. A data chave na história de Olivença e que daria a seculares reivindicações portuguesas é em 1801, a raiz da chamada “Guerra das Laranjas". Após vários conflitos e uma série de hostilidades entre os dois países ibéricos, Olivença volta a Espanha pelo Tratado de Badajoz, o qual foi declarado nulo pelo regente D. João em 1808. Então começou a luta diplomática dirigida pelo duque de Palmela que pretendia um reconhecimento da soberania portuguesa sobre este território ao Conselho de Regência que governava em nome do monarca exilado D. Fernando VIl, concertando um tratado com os portugueses em 1810, pelo que se comprometia restituir Olivença a Portugal, mas, entretanto, em 1811, Olivença seria ocupada pelas tropas francesas na Guerra da Independência e, finalmente, quando Badajoz foi libertada em 1812, os exércitos franceses foram desalojados da Estremadura espanhola ao mesmo tempo que Olivença foi entregue a Espanha com a oposição de Portugal. Pelo Tratado de Paris em 1814 originaram se novas reivindicações portuguesas e anularam se todos os acordos e conquistas efectuadas por Napoleão, entre eles o Tratado de Badajoz de 1801. Pouco depois o Congresso de Viena art°105 ordenou a restituição de Olivença a Portugal, no entanto, esta não chegou a produzir se. Entretanto Portugal continuou a desenvolver uma importante actividade diplomática neste sentido. Com a morte do duque de Palmela fecha se um capítulo importante nas reivindicações portuguesas que não se efectuaram até ao século XX com a constituição de um "reduzido número de amigos de Olivença". Sobre esta questão acho que deveria haver um acordo civilizado por parte dos governantes de ambos os países e haver um referendo, pois é importante saber a opinião dos habitantes de Olivença que, pelo que vi, faz pouco tempo na televisão portuguesa, quando os Reis de Espanha estiveram de visita a Portugal, aproveitando tal evento para fazer um inquérito aos oliventinos e na sua totalidade queriam ser espanhóis. Por tudo o explícito, acho que ficam mais ou menos esclarecidas as origens de Olivença, mais com o reaccionismo por parte de alguns portugueses nas situações retrógradas e ofensivas a Espanha, devo acrescentar as expressões de Miguel Sousa Tavares: "O mal do nacionalismo deslocado não é só ridículo, mas sim contraproducente, porque perde se nos ultrajes aos símbolos da independência frente a Castela, enquanto deixamos passar, de facto, o que é essencial e contencioso nas nossas relações com Espanha, e acrescenta: "Ilustra uma das piores facetas dos portugueses num nacionalismo espúrio, parolo e deslocado". Face a tudo o exposto, sendo eu espanhola, nascida na Estremadura, terras de grandes conquistadores como Hernán Cortês, Francisco Pizarro, Basco Núnez de Balboa e outros, herdei também no meu sangue o espírito pelas conquistas, mas ao contrário dos meus antepassados que conquistavam terras, nós, espanholas, conquistamos corações, pelo que tive a sorte de conquistar o coração de um português que vale mais do que todas as terras deste mundo. E, pelo que a mim se refere, ele conquistou me sabendo que, como espanhola, sou como um pára ventos" por causa daqueles "temidos e maus ventos que vêm da ambiciosa, conquistadora e arrogante Espanha..." (www.olivenca.org).


Mensagem:  509
Data:  10/4/2004 3:06:58 PM
Nome:  JOÃO LEDO
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20 de Maio de 2002 marca, para a posteridade, a independência de Timor Lorosae, no desfecho feliz de mais de duas décadas de ocupação, de morticínios e de massacres perpetrados pela Indonésia, aos quais os timorenses sempre souberam opor a sua coragem, determinação e desejo de liberdade. No mesmo dia em que do último território ultramarino português da Oceania nasce o mais novo Estado do século XXI, em Portugal, um dos mais antigos Estados do Mundo, cumprem-se 201 anos de ocupação estrangeira e de amputação territorial. Foi a 20 de Maio de 1801, que a Espanha ocupou Olivença, território que continua por devolver apesar do que subscreveu no Acto final do Congresso de Viena. Ao fechar-se o “Ciclo do Império” com a autodeterminação e independência das populações do ex-“Timor-Português” – poucos anos depois da entrega à República Popular da China do território de Macau – e agora que Portugal volta a reduzir-se (com a excepção dos Açores e da Madeira, incluindo as ilhas Selvagens...) à sua dimensão medieval, talvez fosse imperioso que Nós Portugueses aproveitássemos esta ocasião para iniciarmos uma profunda reflexão sobre o nosso Território e especialmente sobre a nossa própria Autodeterminação e Independência. Ironicamente, neste mesmo dia 20 de Maio em que Portugal, sem saudosismos coloniais mas antes com a alegria de ver nascer mais um Estado Lusófono, se despede da sua antiga província de Timor e em que, sem qualquer lembrança oficial nem consciência colectiva, passa mais um aniversário da invasão da irredenta terra oliventina, o Primeiro-Ministro espanhol está em Inglaterra a negociar o futuro de Gibraltar, tentando cumprir o objectivo definido há um ano de a Espanha e o Reino Unido alcançarem até ao Verão de 2002 um acordo de partilha de soberania sobre o Rochedo. Nesta introspecção, individual e colectiva, que aos Portugueses e ao Povo Português, se impõe – num momento em que o internacionalismo globalizante, o federalismo europeu, a iberização da Península Ibérica e a Hispanização do espaço da Língua Portuguesa nos lançam graves desafios, possivelmente letais... – talvez se possa começar exactamente por estas singelas mas não despiciendas questões: Por que razão a Espanha, reconhecendo embora a validade do Tratado de Utrech e a soberania inglesa sobre Gibraltar,continua a reivindicar o Rochedo, enquanto Portugal, que recusa a validade do Tratado de Badajoz e não reconhece a soberania espanhola sobre Olivença, nada faz para reivindicar este território? Por que motivos temos uma diplomacia que nos primeiros dez anos após a ocupação de Timor esteve completamente petrificada e era partidária da integração do território na Indonésia e que relativamente a Olivença se limita a estar cúmplice e cobardemente silenciosa e apenas se mexe para tentar obnubilar as acções que cidadãos portugueses e órgãos de comunicação social pretendam empreender na denúncia deste escândalo, quando, ao invés, vemos a diplomacia espanhola freneticamente agindo por todos os cantos do Mundo em defesa de uma parcela ínfima sobre a qual não tem direitos juridicamente válidos? O que explicará que os nossos dirigentes, independentemente dos partidos a que pertencem, em lugar de defenderem os interesses e os direitos nacionais pareçam ser meros agentes de países estrangeiros e especialmente da Espanha? O que justificará a triste realidade de a Espanha, nos últimos anos, ter ultrapassado fulgurantemente Portugal em quase todos os indicadores económicos-sociais e que o país vizinho se afirme cada vez mais como potência mundial de média grandeza, enquanto Portugal alterna entre a estagnação e o retrocesso, vivendo na mais vil etapa de apagamento e de anulação internacional da sua multissecular História? No dia em que oficialmente nasce Timor Lorosae, talvez fosse oportuno e conveniente olharmos para Portugal, País que – parecendo feliz ou resignado com o caminho que tem seguido, no sentido de se transformar numa simples região da Europa ou numa mera província da Espanha –, se nos afigura estar a morrer... Cuidado! Se não corrigirmos a nossa actuação, pode mesmo morrer... E de quem será a culpa?... Ao fim de quase nove séculos de existência, livre e independente, quer a nossa geração ser o carrasco de Portugal? Que Viva Timor! Mas que Viva, também, Portugal! POR: Mário Rodrigues (www.olivenca.org).


Mensagem:  508
Data:  10/3/2004 10:40:05 AM
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GAO (29-09-2004) XX Cimeira Luso-Espanhola Reunindo-se o Presidente do Governo de Espanha e o Primeiro Ministro de Portugal, no âmbito da XX Cimeira Luso-Espanhola, o Grupo dos Amigos de Olivença, torna público o seguinte: 1. A Questão de Olivença continua por resolver: Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre Olivença e considera o território, de jure, português. Designadamente, a Assembleia da República levou o assunto a discussão em Plenário, os Tribunais portugueses têm indicado que o conflito exige solução pela via diplomática e, facto inédito entre dois Estados europeus, não é reconhecida a fronteira nem estão fixados os limites entre os dois países, na zona, ao longo de dezenas de quilómetros. O assunto é tema na imprensa internacional e suscitou a atenção das chancelarias. Em Espanha, enquanto sectores político-diplomáticos autorizados associam a situação de Olivença aos casos de Gibraltar, Ceuta e Melilha, outros evidenciam incomodidade e nervosismo, tudo abundantemente reflectido na comunicação social. Também o actual Primeiro Ministro de Portugal, pouco antes de assumir o cargo, manifestou publicamente a sua simpatia pela reivindicação de Olivença e declarou que «há alguma incoerência nalgum esquecimento em relação aquela que é a história de Olivença». Inquestionavelmente, a Questão de Olivença está presente na realidade política Luso-Espanhola. 2. O Governo português, conforme o comando constitucional, tem, repetidamente, explicitado que «mantém a posição conhecida quanto à delimitação das fronteiras do território nacional» e que «Olivença é território português». Se o anterior Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr. Martins da Cruz, reiterou que «temos um problema mas temos de o resolver», mais recentemente a então Senhora Ministra, Dra. Teresa Patrício Gouveia, veio explicitar que «o Governo português se mantém fiel à doutrina político-jurídica do Estado português relativa ao território de Olivença». 3. O litígio à volta da soberania de Olivença, propiciando, pela sua natureza, desconfiança e reserva entre os dois Estados, tem efeitos reais e negativos no seu relacionamento. Se o confronto se evidencia, aparentemente, em episódios «menores», também é certo que muitos dos atritos e dificuldades verificados em áreas relevantes da política bilateral têm causa na natural persistência da Questão de Olivença. 4. É escusado, é insustentável e é inadmissível, prosseguir na tentativa de esconder um problema desta magnitude. A existência política da Questão de Olivença e os prejuízos que traz ao relacionamento peninsular, impõem que a mesma seja tratada com natural frontalidade, isto é, que seja inscrita – sem subterfúgios – na agenda diplomática luso-espanhola. Não é razoável nem correcto o entendimento de que tal agendamento põe em causa as boas relações com entre Portugal e Espanha e prejudica outros interesses importantes. Uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos, ressentimentos e factos (mal) consumados. A hierarquia dos interesses em presença não se satisfaz com a artificial menorização da usurpação de Olivença. 5. As circunstâncias actuais, integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, verificando-se entre eles um clima de aproximação e colaboração em vastas áreas, são as mais favoráveis para que, sem inibições nem complexos, ambos os Estados assumam finalmente que é chegado o momento de colocar a Questão de Olivença na agenda diplomática peninsular e de dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional. 6. O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 66 anos de esforços pela retrocessão do território, lança um desafio aos Governantes dos dois Estados para que, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, dêem início a conversações que conduzam à solução justa do litígio. O Grupo dos Amigos de Olivença, fazendo seus os anseios de tantos e tantos portugueses, apela ao Governo de Portugal para que, resolutamente, leve por diante a sustentação dos direitos de Portugal. O Grupo dos Amigos de Olivença dirige-se a todos os cidadãos e pede-lhes que, no pleno exercício dos seus direitos, se manifestem e tornem público o seu apoio à defesa da Olivença Portuguesa. Lisboa, 29 de Setembro de 2004. A Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença Copyright © 2003 Grupo dos Amigos de Olivença Política de Privacidade. (www.olivenca.org).


 
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